Passos Coelho Vs Tsipras – Quem combateu a desigualdade?

Os anos da troika. Portugal foi o único país a sair da crise com menos desigualdade:

Estudo académico olhou para os países do sul da Europa e, criticando a política da austeridade, destaca Portugal como o único destes países onde o “aperto do cinto” causou menos desigualdade.

Há a diferença entre falar palavras e fazer as medidas. Parabéns Passos Coelho!

António Costa: Uma Análise Comparativa

antonioSão inúmeras as comparações que se vêm fazendo acerca da ascensão de António Costa, porque o povo é criativo e a ternura da arte e das letras tem-se feito bom desafogo para os males da vida. E certamente dói na existência assistir a tal figura ocupando o ofício chave da nação, na bonita ironia de ver o bobo da corte fantasiar o ministério numa corte de bobos.

Haverá quem o compare a um pirómano que, qual Nero, lançará o país nas chamas, dispenso provavelmente a harpa, pois não se lhe conhecem talentos nem dotes culturais e convenhamos que música ao povo já ele deu em demasiada. Mais ainda que esta comparação é injusta, pois o mundo é um lugar taciturno para os sonhadores e rapidamente – como com Tsipras – se faria à força do pirómano bombeiro. Bruxelas, qual pai severo e rigoroso, a bem do filho prontamente o colocaria na ordem, que o estudo é muito bonito e forma os homens para vida, que aquelas saídas ao Sábado são para acabar e que aquela moça que teima em frequentar a casa que nem uma arrendatária por caridade olha muito de esguelha e, já diziam os antigos, quem olha de esguelha não é de fiar.

Há também quem compare o ofício do ministério, com Costa, ao de uma mulher de má vida, pelo que terei, mais uma vez, que rebater o argumento, não por salvaguarda do próprio, mas por respeito a uma profissão que – salvo a condenação eterna por encomenda de algumas almas mais beatas – guarda mais respeito que o mesmo. E mais inadequada se põe esta analogia do ministério como bordel, quando temos em conta que é a raison d’etre deste deixar satisfação nos seus fregueses, que entram de calças na mão, satisfeitos à saída. Já o bordel do ministério de esquerda, como o quereis pintar, seria o imediato oposto, com o povo – ou parte dele – podendo até entrar satisfeito, mas saindo por certo com as calças na mão – sobrando em comum apenas os bolsos vazios.

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O Que É O Syriza?

MatiasTsiprasCom tantas cambalhotas políticas é difícil definir o que é e onde se posiciona e o que representa hoje o Syriza – a coligação da esquerda radical Grega. O herói-salvador-de-esquerda primeiro-ministro Alexis Tsipras prepara-se para aplicar cortes de 11% nas pensões acima de mil euros assim como impor tectos aos pagamentos das mesmas (fonte).

“The government’s alternative plan for pensions foresees an average cut of more than 11 percent on monthly payments that exceed 1,000 euros, along with the radical reform of the social security system. This will be Athens’s attempt at preventing the country’s creditors from applying in full the tough measures included in the third bailout agreement.

The plan also includes the imposition of a ceiling close to 2,000 euros on the monthly sum of pensions paid to a recipient, from 2,350 currently per Social Security Foundation (IKA) recipient, 2,774 euros in special funds and 3,360 euros to those receiving two pensions.”

Opção ideológica ou um encontro com a realidade?

Leitura ComplementarCatarina Martins: gregos disseram “não” aos partidos da ‘troika

A Grécia não é a Albânia

Foi a Albânia senhores, foi a Albânia. Helena Matos no Observador:

Uma coisa é ser demagogo, fazer bluff, levar o povo para aventuras desastrosas. Tudo isso Tsipras fez mas cedeu quando percebeu que, se não assinasse um acordo com os credores, só lhe restava ver a Grécia transformada no próximo parque temático dos esquerdistas europeus. E esse destino os gregos conhecem-no bem pois têm-no ali mesmo ao lado, na Albânia.

A Albânia que não cedeu ao capitalismo, a Albânia que lutou contra o revisionismo. A Albânia que estava contra os grandes blocos. A Albânia que disse não. A Albânia que acabou tão irrelevante e tão pobre que os albaneses nem têm direito a que se fale da sua crise humanitária, pois a miséria que na Grécia comove, na Albânia chama-se qualidade de vida. Traço pitoresco nas notas dos viajantes, relato de jornalistas em busca do “autêntico”.

E o leitor, quando foi a última vez que ouviu falar nesse paraíso que é a Albânia?

Tirana - Albania

Insultos aos salvadores do governo grego

Greek politics 2015
Pequeno carro da oposição ajuda governo a passar medidas anti-populares do governo do Syriza. Enquanto isso, o Syriza continua a insultar a oposição com insultos como colaboracionistas ou nazis.

Em Portugal também acontece este nível de insultos a quem, mal ou bem, está a salvar o país da bancarrota. Mas na Grécia neste momento ainda é mais evidente: a direita grega apoia o governo do Syriza, sem o qual aquele nem andava, e ainda é “nazi”.

PS: Nazi quer dizer, literalmente, nacional socialista. O que ainda consegue adicionar mais um nível de ironia neste episódio.