A Guerra resolve as crises?

Claro que não! Essa “teoria” é contra a lógica, a matemática, a história e até o senso comum, sendo proposta – coincidentemente claro – por quem com ela lucra. Seja como for, é sempre bom ter uma fonte de argumentos para rebater esta falácia:

World War II and American Prosperity

Boas leituras.

Como atacar o problema do Trabalho Infantil?

Outro dia, numa discussão num outro blog, fui surpreendido pelo facto da proposição que a seguir apresento não ser aceite por diversas pessoas. Publiquei então um post sobre o assunto, que aqui repito na íntegra. Note-se que eu não sou tão bom quanto gostaria de ser a desenvolver argumentos destes (o óbvio é sempre difícil de argumentar, IMHO) e assim este texto é baseado num vídeo de Tom Woods, que publico abaixo.

A crítica é numa Economia puramente Capitalista, as crianças são exploradas, enquanto numa Economia intervencionada, os miúdos têm os seus direitos defendidos e passam o tempo na Escola, uma oportunidade que apenas o sábio, benevolente e desinteressado Estado pode proporcionar.

Assim, num país em que o Estado não seja muito forte, os pais desse país farão as crianças trabalhar. Não necessariamente todos, mas muitíssimos certamente. O que, claro, pressupõe uma intervenção do Estado para curar o problema.

Claro que o que interessa não ver é a causa do problema: Porque é que as crianças trabalham em alguns países do mundo?

As crianças trabalharem é a regra. Ocorreu em todo o lado, durante toda a história. Excepto onde o capitalismo chegou e tornou a sociedade tão produtiva, que gerando excedentes permitiu à sociedade não ser forçada a fazer as suas crianças trabalharem. Não foi “Ok, descobriu-se o Capitalismo miúdos: bora lá trabalhar”. Não, foi o contrário: os miúdos sempre trabalharam. Nunca ocorreu a ninguém antes que os miúdos não haveriam de trabalhar. Só agora, com as vantagens da riqueza proporcionada pelo capitalismo. Antes do capitalismo, as pessoas assumiam que eram pobres, e um dia morriam. Ninguém protestava contra a pobreza ou o trabalho infantile no tempo dos Afonsos. Ninguém. Era a vida.

Quando o capitalismo chega, e aparece a possibilidade de reduzir a pobreza, então as pessoas ficam impacientes com a pobreza. E querem eliminá-la o mais rapidamente possível (igualizando a riqueza, reduzindo o incentivo ao seu aumento e portanto parando o enriquecimento da sociedade como um todo). E então aparece o Estado.

Voltando ao Trabalho Infantil, este reduz-se então não porque se passa uma lei a dizer “as crianças não podem trabalhar”, mas sim porque a sociedade é suficientemente produtiva para permitir esse os pais trabalhando geram rendimento suficiente para que os miúdos não tenham de o fazer. Achar que passar uma lei resolve todo e qualquer problema pode ser levado “ad absurdum” a: vamos passar uma lei contra a gravidade e vamos todos voar. Quão infantil é uma visão do mundo assim?

Um exemplo: o Bangladesh. Há alguns anos, o Trabalho Infantil era um problema no Bangladesh. Foram feitas campanhas e pressões na Europa e nos Estados unidos e, como resultado, foi passada uma lei contra esse drama num país que ainda não estava economicamente preparado para o enfrentar. Uma organização independente chamada OXFAM reportou que os miúdos ou foram para a Prostituição (e sabem, por pior que seja trabalhar numa fábrica) ou… a partir daí passaram fome. Num país daqueles, se numa família mais de metade do rendimento desaparece, em muitas passa-se fome e em outras morre-se. Morre-se!

Até a Organização Internacional do Trabalho (um bastião socialista, pela própria natureza da instituição, que nunca concede nada nestes domínios) admite que a razão porque as crianças trabalham é que a sociedade em causa é tão pobre que as crianças estão a contribuir com pelo menos ¼ do rendimento familiar. E quando as famílias mais pobres perdem ¼ do rendimento familiar…

A solução, assim, é mais capitalismo.

O artigo foi largamente baseado no seguinte vídeo de Tom Woods:

Ron Paul na UCLA

Pode ter perdido a nomeação para o Partido Republicano, mas Ron Paul continua a liderar a revolução liberal nos EUA, para tristeza de muitos que perguntam quando vai isto parar. A resposta? Não vai.

Como escreveu Tom Woods,

Here’s Ron Paul at UCLA. (Click on the image to get the full effect.) None of the others, who are just more of the same Dole/McCain/Bush nothingness, can generate this kind of interest. When they are long forgotten, Ron Paul’s legacy will live on. Who else inspires Americans to read the great economists and political philosophers, and to question the regime’s sacred orthodoxies?

Ovação por 8000 alunos:

Discurso:

Peso do Estado e Crescimento Económico

Haverá alguma relação entre peso do Estado e Crescimento Económico?

Esta pergunta equivale a perguntar, em termos desportivos, se há alguma relação entre o nível de gordura de um corpo e a rapidez com que essa mesma pessoa corre uma maratona.

Claro que a relação não é directa e linear, mas creio que é mais ou menos evidente que a relação existe e que é no sentido de que quanto maior for o Peso do Sector Não Competitivo, menor será o Crescimento Económico  desse país.

Quão menor? Vejamos:

Eixo das abcissas (por baixo): Peso do Estado na Economia (em Percentagem do PIB)
Eixo das Ordenadas (lado esquerdo): Taxa de Crescimento Anual da Economia
Dados para Países da OCDE de 1960 a 1996

Fonte: Beyond the European Social Model.

Como é que é possível que ainda haja Keynesianos apesar destes dados?

Tom Woods responde:

A Depressão Esquecida de 1920-1921

Todos conhecem a “Grande Depressão” de 1929-1933. Quantos conhecerão a “Depressão Esquecida” de 1920-1921?

Assim, este texto sobre a que não conhecem. Como preciso de ser resumido, vamos focar em alguns pontos base e deixo ligações no fim para obterem informações mais completas se eu vos conseguir interessar no tema.

1. Porque é que não é conhecida? Porque foi uma contracção forte da produção dos EUA que se corrigiu rapidamente. Em 1920 foi duro, mas em Julho de 1921 terminou rapidamente e permitiu os “Roaring 20s“. Além disso, para os historiadores tradicionais é inexplicável de acordo com as suas teorias, pelo que foi um acontecimento único do qual não se podem tirar conclusões…

2. O que é que aconteceu? Basicamente o Dow caiu para quase Metade (de Nov. de 1919 a Agosto de 1921) e o Desemprego disparou para cerca do Dobro. Tudo isto enquanto os preços desceram 18% e o PIB contraiu 6,9% (de acordo com os números do Governo Americano).

3. Qual foi a Reacção do Governo Federal? A Administração cortou o Orçamento em Metade. As taxas do IRS foram cortadas para todos os escalões. A dívida estatal (não o défice, note-se!) foi cortada em 1/3! E a Reserva Federal, criada pouco tempo antes, não expandiu a base monetária nem de outro modo pôs em perigo o padrão-ouro.

4. Que conclusões tirar? Para muitos, nenhuma: foi um episódio. Para alguns contudo, a comparação entre esta crise e a seguinte, com respostas diametralmente opostas e resultados também diametralmente opostos, fica a lição da História, para que não estejamos condenados a repetir os erros do passado.

Evolução do Dow Jones na época:

Citação do Presidente Harding ao aceitar a nomeação do Partido Republicano em 1920:

“We will attempt intelligent and courageous deflation, and strike at government borrowing which enlarges the evil, and we will attack high cost of government with every energy and facility which attend Republican capacity. We promise that relief which will attend the halting of waste and extravagance, and the renewal of the practice of public economy, not alone because it will relieve tax burdens but because it will be an example to stimulate thrift and economy in private life.

Let us call to all the people for thrift and economy, for denial and sacrifice if need be, for a nationwide drive against extravagance and luxury, to a recommittal to simplicity of living, to that prudent and normal plan of life which is the health of the republic. There hasn’t been a recovery from the waste and abnormalities of war since the story of mankind was first written, except through work and saving, through industry and denial, while needless spending and heedless extravagance have marked every decay in the history of nations”

Ficam alguns Links:

1 – Wikipedia

2 – The Depression You’ve Never Heard Of: 1920-1921, pro Rober P. Murphy para The Freeman

3 – Warren Harding and the Forgotten Depression of 1920, por Tom Woods para Lew Rockwell.com

4 – The Forgotten Depression from 1920 to 1921, por Daniel Snyder no site Factoidz

5 – THE FORGOTTEN DEPRESSION, 1920-1921, por Michael S. Coffman, Ph.D. and Kristie Pelletier para NewsWithViews.com

Tom Woods tem um excelente vídeo sobre o assunto e podem vê-lo aqui:

Glenn Beck (eu sei, sempre uma escolha arriscada, mas às vezes tem bons vídeos…):

Vídeo aqui. Não gosto tanto do Bleck pelo que deixo só a ligação, não o vídeo…

Como atacar o problema do Trabalho Infantil?

Outro dia, numa discussão num outro blog fui surpreendido pelo facto de esta proposição não ser aceite por diversas pessoas. Publiquei então um post sobre o assunto, que aqui repito na íntegra. Note-se que eu não sou tão bom quanto gostaria de ser a desenvolver argumentos destes (o óbvio é sempre difícil de argumentar, IMHO) e assim este texto é baseado num vídeo de Tom Woods, que publico abaixo.

A crítica é numa Economia puramente Capitalista, as crianças são exploradas, enquanto numa Economia intervencionada, os miúdos têm os seus direitos defendidos e passam o tempo na Escola, uma oportunidade que apenas o sábio, benevolente e desinteressado Estado pode proporcionar.

Assim, num país em que o Estado não seja muito forte, os pais desse país farão as crianças trabalhar. Não necessariamente todos, mas muitíssimos certamente. O que, claro, pressupõe uma intervenção do Estado para curar o problema.

Claro que o que interessa não ver é a causa do problema: Porque é que as crianças trabalham em alguns países do mundo?

As crianças trabalharem é a regra. Ocorreu em todo o lado, durante toda a história. Excepto onde o capitalismo chegou e tornou a sociedade tão produtiva, que gerando excedentes permitiu à sociedade não ser forçada a fazer as suas crianças trabalharem. Não foi “Ok, descobriu-se o Capitalismo miúdos: bora lá trabalhar”. Não, foi o contrário: os miúdos sempre trabalharam. Nunca ocorreu a ninguém antes que os miúdos não haveriam de trabalhar. Só agora, com as vantagens da riqueza proporcionada pelo capitalismo. Antes do capitalismo, as pessoas assumiam que eram pobres, e um dia morriam. Ninguém protestava contra a pobreza ou o trabalho infantile no tempo dos Afonsos. Ninguém. Era a vida.

Quando o capitalismo chega, e aparece a possibilidade de reduzir a pobreza, então as pessoas ficam impacientes com a pobreza. E querem eliminá-la o mais rapidamente possível (igualizando a riqueza, reduzindo o incentivo ao seu aumento e portanto parando o enriquecimento da sociedade como um todo). E então aparece o Estado.

 

Voltando ao Trabalho Infantil, este reduz-se então não porque se passa uma lei a dizer “as crianças não podem trabalhar”, mas sim porque a sociedade é suficientemente produtiva para permitir esse os pais trabalhando geram rendimento suficiente para que os miúdos não tenham de o fazer. Achar que passar uma lei resolve todo e qualquer problema pode ser levado “ad absurdum” a: vamos passar uma lei contra a gravidade e vamos todos voar. Quão infantil é uma visão do mundo assim?

Um exemplo: o Bangladesh. Há alguns anos, o Trabalho Infantil era um problema no Bangladesh. Foram feitas campanhas e pressões na Europa e nos Estados unidos e, como resultado, foi passada uma lei contra esse drama num país que ainda não estava economicamente preparado para o enfrentar. Uma organização independente chamada OXFAM reportou que os miúdos ou foram para a Prostituição (e sabem, por pior que seja trabalhar numa fábrica) ou… a partir daí passaram fome. Num país daqueles, se numa família mais de metade do rendimento desaparece, em muitas passa-se fome e em outras morre-se. Morre-se!

Até a Organização Internacional do Trabalho (um bastião socialista, pela própria natureza da instituição, que nunca concede nada nestes domínios) admite que a razão porque as crianças trabalham é que a sociedade em causa é tão pobre que as crianças estão a contribuir com pelo menos ¼ do rendimento familiar. E quando as famílias mais pobres perdem ¼ do rendimento familiar…

A solução, assim, é mais capitalismo.