A Paixão dos Esquerdas pelos coitadinhos

Este vídeo explica-o muito bem:

A esquerda vê estes como os grupos privilegiados:

  1. Brancos
  2. Homens
  3. Heterossexuais
  4. Ricos
  5. Nativos
  6. Cristãos

Calha o azar de eu pertencer a todos estes grupos, pelo menos em termos relativos (no 4).

Assim, os grupos promovidos são, obviamente:

  1. Minoritários (apenas 93% da população mundial…)
  2. Mulheres (sobretudo FemiNazis ou Femi-Not-Sees)
  3. Não-binários, ou pelo menos homossexuais
  4. “Intelectuais”, na definição do PCP
  5. Imigrantes (desde que de países mais pobres)
  6. Árabes

Se cumprirem vários dos critérios, podem dizer os disparates de Linda Sarsour, e nunca terão problemas. Podem até violar menores. Se pertencerem aos 1os grupos, sejam mais rigorosos que Jordan Peterson ou serão logo… como é… sexistas, racistas e homofóbicos.

Bem, mas há coerência entre estes grupos? Claro que não. Mas são todos vítimas, por isso todos merecem “apoio”. Desde que na interseccionalidade deram prioridade a grupos de vítimas e não de privilegiados, como os judeus. E se a esquerda triunfar? Vamos assistir de bancada a Árabes assassinarem gays e outras “aberrações” para a Sharia. Mas pelo menos não terá sido um grupo de privilegiados a fazê-lo. Tudo menos isso. Ufa!

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Thought Police persegue “PeterSweden”

Muitos dos comentários no meu artigo “Geringonça assume poderes ditatoriais” entristeceram-me. Não por serem legalmente incorrectos (aprende-se sempre algo com os comentários), mas porque o princípio de aceitação do abuso estatal está lá – e basta exacerbar alguns casos nos media para que esse à-vontade se traduza num “Police State” completo com uma “Thought Police” digna de 1984.

Para ilustrar este meu ponto, deixo aqui um caso do YouTuber PeterSweden (que recomendo, para quem quiser saber o que vai acontecendo nos países nórdicos e não passa nos legacy media, pois foi neste canal que soube das 11 bombas que explodiram na Suécia em Outubrover também este), que anda a ser perseguido no Reino Unido por perturbar a ordem pública com as suas opiniões.

Sim, no Reino Unido existe uma divisão da Scotland Yard para perseguir trolls na internet (Telegraph, Sun, The Guardian, RT). Com base no que li nos comentários do outro artigo, basta criarem a lei entre o governo, os Estalinistas e os Trotskistas: depois certamente surgirão comentadores a detalhar-me como eu desconheço a lei e como aquilo é tudo legal e portanto facto consumado. Nestes tempos, tiram-se livros de circulação, fecham-se espaços públicos e calam-se vozes incómodas nos media tradicionais com uma facilidade incrível. E depois está tudo bem porque alguém do estado afirma que “quem não deve não teme”, “o estado agiu na legalidade” e “não pode haver complacência”. O Nanny State está bem e recomenda-se.

Edição – Nota importante para quem não viu o vídeo: para mim o principal problema é que já estamos no ponto na Europa em que se alguém na polícia achar que demos a opinião errada no Twitter, Facebook ou YouTube, pode passar repetidamente na casa da família à noite para nos prender.

Entretanto na Suécia

swedenA Suécia é muitas vezes apontada como um bom exemplo do socialismo. Este artigo “Northern Lights” da revista  The Economist  descreve o caminho em direccção oposta que a Suécia tem feito nos últimos anos e que merece ser analisado.

  • A despesa pública baixou de 67% do PIB em 1993 para 49% hoje.
  • O imposto marginal máximo de IRS baixou 27 pontos desde 1983 para 57% hoje.
  • O IRC vai baixar em 2013 de 26,3% para 22%.
  • Foram eliminados uma série de impostos relacionados com: propriedade, riqueza, prendas e heranças.
  • A dívida pública baixou de 70% do PIB em 1993 para 37% em 2010 e para 33% em 2011 (Wikipédia).
  • De um défice orçamental de 11% em 1993 passou para um superávit de 0,3% em 2010.
  • O sistema de pensões foi reformado passando de um sistema de defined-benefits para defined-contributions e fazendo ajustes automáticos com base na esperança de vida.
  • Foi introduzido um sistema de vouchers no ensino que permite a liberdade de escolha dos alunos e que permite que escolas privadas compitam com escolas públicas.

O artigo refere que estas medidas permitiram à Suécia recuperar rapidamente da crise financeira de 2007 -2008. Estas medidas também contribuiram para que  a Suécia, que em 1993 era em média mais pobre que os Britânicos ou os Italianos, tenha tido um crescimento médio do PIB entre 1993 e 2010  de 2,7% e um crescimento médio da produtividade no mesmo período de 2,1%. Nesse mesmo período a União Europeia teve uma média de crescimento do PIB de 1,9% e de produtividade de 1%.

Fico à espera de ver os nossos políticos, jornalistas e comentadores a referirem-se à Suécia como aquele país liberal, neoliberal e ultraliberal.

Suécia desce IRC para 22%

Como podem ler no Market Watch:

STOCKHOLM–The Swedish government Thursday said the corporate tax rate will be lowered to 22% from 26.3% in its 2013 budget proposal.

“This is to improve the conditions for new jobs and investments in Sweden. The significant lowering of corporate tax is expected to strengthen the investor climate and growth in Sweden,” the government said.

The Swedish government had previously flagged its intention to lower the corporate tax rate and the proposal follows cuts made by the U.K. earlier this year.

Sweden last lowered its corporate tax rate in 2009, to 26.3% from 28%, and before that in 1993, when the tax was lowered to 28% from 30%.

The Swedish government said the average corporate tax level in the European Union is 23.4%, while the average level in Organisation for Economic Co-operation and Development is 25.5%.

“With the proposed change Sweden would therefore land below the EU average,” the government said.

The change is proposed to take effect Jan. 1, 2013.

Sociedade B – Igualdade para Noctívagos

Muitas Suecas sofrem de apnéia de sonoDecidiram então lançar a sociedade B:

Suecos criam horários especiais para noctívagos

A Suécia começa neste mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada “Sociedade B” –uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.

A primeira instituição sueca a implementar o esquema é uma escola secundária de Gotemburgo, que a partir de setembro vai oferecer turnos opcionais entre 20h e 8h.

Por que precisamos trabalhar todos no mesmo horário e enfrentar os mesmos engarrafamentos?“, pergunta o manifesto do movimento B-Samfundet (“Sociedade B”). “Por que temos de correr ao mesmo tempo para pegar as crianças na escola antes que elas fechem? Por que tudo tem de funcionar nos mesmos ritmos e horários se isso causa problemas gigantescos na infra-estrutura da sociedade?”

Continue a ler “Sociedade B – Igualdade para Noctívagos”

O Segredo Sueco

O blog da Heritage faz referência a um artigo da Spectator sobre o caso da Suécia:

Since becoming Sweden’s finance minister, [Borg’s] mission has been to pare back government. His “stimulus” was a permanent tax cut. To critics, this was fiscal lunacy—the so-called “punk tax cutting” agenda. Borg, on the other hand, thought lunacy meant repeating the economics of the 1970s and expecting a different result.… Three years on, it’s pretty clear who was right. “Look at Spain, Portugal or the UK, whose governments were arguing for large temporary stimulus,” he says. “Well, we can see that very little of the stimulus went to the economy. But they are stuck with the debt.” Tax-cutting Sweden, by contrast, had the fastest growth in Europe last year, when it also celebrated the abolition of its deficit.… He continued to cut taxes and cut welfare-spending to pay for it; he even cut property taxes for the rich to lure entrepreneurs back to Sweden. The last bit was the most unpopular, but for Borg, economic recovery starts with entrepreneurs.

Menos transferências para o Sector Não-Competitivo levou ao Maior Crescimento na Europa (a partir de um ponto já de si elevado).
O que será necessário para em Portugal se imitar o exemplo que vem do frio e começar a aligeirar o peso do Estado na Economia?