Sócrates e o PS: faz sentido

Sócrates “estrela principal” em iniciativa do PS/Lisboa

Faz sentido: Sócrates é o modelo do homem sem poupanças

A história de uma história

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Porque é que Sócrates recusou a proposta de alteração de condições de prisão preventiva

Não foi por causa da pulseira electrónica. Muito menos a razão se pode encontrar nos quatro parágrafos da resposta e justificação para a recusa. Sócrates não pode aceitar porque se ganhava liberdade e conforto ficaria proibido os contactos com associados e amigos com influência. Sócrates não troca a peça mais importante da sua estratégia, a sua capacidade de influência directa, por uns meses de conforto.

Revisionismo socialista

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Denomina-se de revisionismo histórico o acto de rescrever e reinterpretar eventos passados à luz de novos factos, entretanto descobertos. Quando se rescreve a história sem terem surgido novos factos, narrativa será o termo mais apropriado.

E eis a nova narrativa do site do PS:

“A consolidação orçamental deixou-nos melhor preparados para responder à crise. Foi por ter resolvido em tempo útil a crise governamental recebida em 2005 que o Estado dispôs de margem para responder à crise económica mundial, apoiando as famílias e empresas”

Afinal, ao contrário do que tudo parecia indicar, José Sócrates salvou o país. Um sentido de estado único. Os défices de 2009 e 2010 terão reerguido o mundo. Os investimentos públicos foram certeiros, produtivos e oportunos. E a dívida? Um gesto de digna filantropia a esta e às próximas gerações. A insustentabilidade da dívida pública e a insolvência técnica são pequenos percalços que não minoram o caminho do progresso.

O PS intitula o feito de Marcas de Governação. Permitam-me o revisionismo. Nódoas de Governação é mais adequado.

Guterres Vs Sócrates

Rui Rio disse hoje a um grupo do qual faço parte que, entre as duplas Guterres/Sousa Franco e Sócrates/Teixeira Santos acha mais grave os actos da 1ª pois conseguiu nos mesmos 6 anos chegar ao mesmo pântano mas beneficiando de:

  1. Descida das Taxas de Juro da Dívida Estatal, que levaram a uma poupança tal que, por si só, era suficiente para atingir Défice 0 em 2000;
  2. A Economia chegou a crescer a 4%, com o correspondente influxo de impostos;
  3. Houve Privatizações em valores Recorde, cujas receitas por lei tiveram de ser aplicadas no pagamento da dívida.
Realmente chegar ao fim e ter de se demitir por causa do “Pântano” foi obra.
Fico curioso sobre as opiniões aqui dos leitores aqui d’O Insurgente.
A mim confesso que Guterres provocava menos urticária…

Curiosidades: Guterres resistiu 2355 dias, Sócrates aguentou apenas 2203, Soares compara os dois.

Deixem-me rir… (Versão: Vitor Gaspar é ultraliberal e culpado pelo estado de Portugal)

“Cavaquistas” querem Vitor Gaspar fora por seu um ultraliberal.

Antes de mais, quem são esses Cavaquistas? Por onde andam? O artigo não refere um único nome. Se têm opiniões tão fortes, que venham a público assumi-las!

Depois, querem-no fora por ser um “ultraliberal”. O que é um “ultraliberal”. Na concepção deste liberal, há liberais soft (como Vitor Gaspar), clássicos (como eu) e ultraliberais (como alguns anarquistas que eu conheço pessoalmente). É risível que Gaspar seja um “ULTRA”.

“Eles” (quem, onde , quando, não se sabe portanto…) querem o “ultraliberal” fora, portanto. Porquê? Porque “está a “dar cabo” do modelo social e económico construído após o 25 de Abril“. Este curioso comentário merece-me os seguintes reparos:
1. Quem destruiu o modelo social foi quem deixou as contas públicas profundamente no vermelho, como creio ser do conhecimento dos “Cavaquistas” sondados pelo jornalista;
2. Portugal vive claramente acima das possibilidades dadas pela sua produtividade. O elevado desemprego num contexto de salário mínimo muito abaixo dos restantes parceiros Europeus;
3. O Modelo Social a que se referem é insustentável e nem os ricos países nórdicos o aguentaram e dele já se estão a afastar há algum tempo;
4. O povo tem dificuldade em perceber quem são os responsáveis e como ultrapassar a actual crise e estes senhores, que deveriam ajudar, só prejudicam com a sua busca de protagonismo para o seu “líder” numa altura em que este ainda se está a tentar recompor da sua gafe;
5. O que me lembra de dizer que se ele e “eles” aceitarem reduzir o seu peso para os cofres públicos, sobrará mais dinheiro para ajudar o próximo.

Obrigadinho Sócrates, Jardim e Co.

Antes demais, o porquê: Portugal está em todo o lado! Reparem…

A Dívida Externa torna-nos sobejamente conhecidos:

Top 6 Most Indebted Countries (5º em Dívida Externa) – Investopedia

World’s Biggest Debtor Nations (13º em Dívida Externa – antigo) – CNBC

Lista completa – Wikipedia

Dívida Externa Portuguesa (Oficial) – Banco de Portugal

 

Também na Dívida Pública tem havido uma evolução positiva:

Portugal no Top 20 dos Mais Endividados – Diário Económico 11/04/2009

Portugal no Top 10 dos Mais Endividados – Diário Económico 09/08/2011

Portugal no Top 7 dos Mais Endividados – Diário Económico 21/09/2011

– World’s Most Indebted Countries (A foto deste é mesmo humilhante) – Business Journal

 

Não consigo enumerar uma lista isenta de culpados e deixo esse debate para os comentários.

Mas desde já queria deixar uma palavra amiga para aqueles que, indiscutivelmente, contribuiram para a actual situação.

Obrigadinho,

– José Sócrates Pinto de Sousa, por teres levado os Portugueses por este caminho

– Alberto João Jardim, porque sem ti a Madeira teria ficado de fora do festim dos dinheiros públicos

– Carlos Manuel César, por teres conseguido manter o que Jardim não conseguiu: manter a corrente de fundos para os teus

– Fernando Teixeira dos Santos, por teres feito o que criticavas na Faculdade

– Vitor Manuel Constâncio, por teres feito ouvidos de mercador a tudo e a todos

– Anibal António Cavaco Silva, por tudo o que não fizeste

– Jorge Paulo Sacadura Coelho, por tudo o que conseguiu fazer, mesmo quando as finanças do país o adivinham impossível

– António Manuel Guterres, por teres sido o pioneiro das Parcerias Público Privadas

– E um carinho especial a Jardim Gonçalves e a Ricardo Salgado: sem vocês, nada disto teria sido possível.

TGV: Socialistas ainda não perceberam a ideia

Vejamos as 2 opções:

– Voo de Low Cost por 14,99€ e passado 2h estou em Madrid

– Vou de comboio a grande velocidade por, digamos, 59,99€ e passado 4h estou em Madrid

 

Sabendo q o tráfego entre Lisboa e Madrid actualmente (pagando menos) é de metade do tráfego necessário para rentabilizar o tal comboio, seria de pensar que estava arrumado.

 

Eu sei, os políticos não querem saber se o projecto é viável ou não. Mas querem saber dos votos certo? Bem, Sócrates perdeu em parte por se agarrar a este projecto. E isso deveria fazer certas pessoas pensar, certo?

Errado.

De que é que Portugal precisa? De um novo Aeroporto!

O que falta a Portugal? Claramente mais um Aeroporto.

E não, não estou a falar do elefante branco de Alcochete. Estou a falar mesmo deste:

Com a enorme comunidade Cabo Verdiana que há no Alentejo, faz sentido.

É o “investimento” (sim, este nunca vai ter retorno, mas é a terminologia oficial newspeak) reprodutivo (aqui está correcto: tenho a certeza que atrás deste elefante branco hão-de vir muitos outros animaizinhos igualmente úteis…) no seu esplendor.

Mas alguém me tira de lá estes engenheiros antes que eles encimentem o país todo com coisas inúteis que só dão custos de manutenção?!?