Terrorismo Fiscal

A ler, Carlos Guimarães Pinto, no jornal Eco com o seu artigo “Terrorismo Fiscal“:

A Encyclopædia Britannica define terrorismo como o uso sistemático de violência de modo a incutir medo, obtendo efeitos psicológicos para além do círculo das vítimas, tendo em vista atingir um certo objetivo político. Nas últimas semanas ficamos a saber que a Administração Tributária estava a organizar cobranças de dívidas nas auto-estradas, inspecções a casamentos onde questionam os noivos, e uma equipa secreta para seguir e fotografar contribuintes. Tudo isto à margem dos tribunais e beneficiando do privilégio da execução prévia, ou seja, da possibilidade de executar dívidas antes de elas serem comprovadas pela justiça. As notícias destas iniciativas saíram todas no espaço de alguns dias. Algumas acabaram canceladas.

[…]

Com uma dívida pública a aumentar, uma população envelhecida e os jovens a deixar o país, a pressão para arrebatar impostos aos que ficam aumentará cada vez mais. Sem colocar um travão à despesa e ao poder discricionário do Estado, o terrorismo fiscal alimentado por radicais ideológicos continuará a aumentar. Esta opressão fiscal continuará a afastar investidores, empresários e trabalhadores altamente qualificados, precisamente as pessoas que o país precisa para sair da armadilha da pobreza em que as políticas socialistas o meteram.

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PS = Partido do Saque

Nunca a carga fiscal foi tão elevada em Portugal. Ainda assim, a geringonça em geral e o partido socialista em particular, estão sempre à procura de aumentar impostos existentes assim como estão sempre à procura de novos impostos. Afinal de contas, socialista que é socialista, procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista.

Na imagem abaixo, os contribuintes que foram brindados com o virar da página da austeridade, podem constatar em que consiste essa tal viragem.

Nunca satisteito, porém o partido socialista procura sempre novas maneiras de ir ao bolso do contribuinte. Como fica mal dizer “que se quer aumentar impostos”, a máquina de marketing do partido socialista prefere usar outro tipo de linguagem mais suave, por exemplo: “revisão dos benefícios fiscais“, “calibração do imposto“, “estudo do imposto“. Quando o caro leitor escutar este género de expressões, fique bem atento, porque lhe estão prestes a ir à carteira. Exemplo disso, é a intenção recente do Partido do Saque, para englobar mais rendimentos no IRS. O propósito é apenas um: aumentar os impostos. Estamos bem entregues, estamos…

Podem Começar Com o Benfica

Quando temos políticos sem a mínima noção de realidade; que nunca criaram um emprego que seja (a não ser no estado, e para familiares); e que não fazem a mínima ideia do que é gerir uma empresa; surgem ideias destas sob o desígnio da “igualdade” como se o trabalho e os trabalhadores fossem todo iguais.

Sugiro que comecem com o Benfica e que comparem o salário dos roupeiros com o salário dos jogadores.

Caros socialistas, pode ser uma novidade para vocês: mas a União Soviética já acabou!

A notícia acima foi retirada daqui.

 

Deve Ser Isto O Tal Simplex / As 35 Horas Não Têm Custos Adicionais

Da notícia abaixo (fonte), retiro duas coisas:

  1. Deve ser isto o tal simplex do estado que nesta legislatura conta com mais 31 mil pessoas. Parece ser impossível emagrecer o estado: numa altura em que as tecnologias de informação deviam tornar muitas funções redundantes, sem nenhum incentivo ao aumento de eficiência, o monstro leviatã não para de aumentar. Compra de votos ou efeito da lei de Parkison? Independente da resposta, o contribuinte pagará.
  2. Eu ainda sou do tempo em que o PS garantia que as 35 horas não aumentariam a despesa; e em que o Presidente da Felicidade Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma das 35 horas com a ressalva de que a despesa não pudesse aumentar. O mínimo que se exige é que o Senhor Doutor Mário Centeno e o Presidente da Felicidade partilhem de imediato o prémio Nobel da economia.

Como recordar é viver, deixo duas notícias dos longínquos anos de 2016 e 2017, retiradas daqui e daqui.

A Fórmula de António Costa: Mais Impostos, Impostos Mais Altos, Menos Liberdade e Menos Concorrência

António Costa será provavelmente o primeiro-ministro português mais impreparado de sempre, e assentaria bem como comissário da União Soviética ou como ministro de Nicolás Maduro. Sempre que for necessário limitar a liberdade económica; criar impostos; aumentar impostos; e aumentar a influência e poder do estado em detrimento da liberdade individual, podemos sempre contar com o António Costa.

Numa carta aberta intitulada “45 anos da Revolução dos Cravos – renovar a promessa europeia” que é assinada por António Costa e pela líder do SPD Andrea Nahles, o primeiro-ministro português defende o seguinte:

  • As grandes empresas recebem grandes lucros sem pagar a justa parte dos impostos” – de destacar o uso da a palavra “recebem”, como se os lucros caíssem do céu. Se as empresas obtêm lucros é porque conseguem produzir bens e serviços que os clientes valorizam acima dos custos de produção; e se alguém pensa que ser empresário é algo fácil, pois bem – que coloque as mãos à obra em vez de publicar cartas.
  • Não pode haver dumping salarial: Aqueles que não cumprem as regras devem ser sancionados.” –  o que é o “dumping salarial“? Se áté no próprio país, dependendo do contexto e da produtividade do empregado existem naturais diferenças salariais, como é que entre países diferentes não existirão diferenças ainda maiores? De referir ainda que hoje em dia, as empresas competem num mercado global que vai muito para além da União Europeia.
  • António Costa e Andrea Nahles manifestam-se frontalmente contra a concorrência […] entre políticas fiscais dos diferentes Estados-membros” António Costa pretende limitar a liberdade dos estados membros de terem a sua própria política fiscal, e também evitar que outros estados membros possam ter impostos mais baixos. Já que nós temos impostos altos, os outros países também têm que ter.
  • “Os líderes do PS e do SPD propõem uma tributação mínima de todas as empresas e um imposto digital.– lá está, socialista que é socialista procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista. A única preocupação é sempre onde ir buscar mais dinheiro aos contribuintes. Nunca passa pela cabeça dos socialistas reduzir a despesa.

Uma carta de António Costa nunca ficaria completa sem os lirismos e os lero-leros do costume e António Costa não desilude incluindo na carta abstrações e delírios do género: “a promessa europeia“; os “partidos conservadores e liberais até se empenham em ajudar partidos antieuropeus e populistas de extrema direita a chegarem ao poder“; a “necessidade de decisões corajosas e de ações firmes”; e a cereja em cima do bolo: “Há 45 anos os portugueses deixaram bem claro quão grande é a conquista desta Europa comum de liberdade, de paz e de justiça para todos nós. Queremos renovar essa promessa. Para o benefício das pessoas em Portugal, na Alemanha e na Europa como um todo“.

Enfim, muito deprimente.