Páginas de Austeridade Que Se Viram (IV)

Segundo notícias que circulam hoje (ver aqui e aqui), o estado prepara-se para aumentar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar pelos contribuintes através da revisão do coeficiente de localização que irá acontecer até Agosto deste ano.

Mais páginas de austeridade que se viram…

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Taxes, Taxes, Taxes… I See Taxes Everywhere

Socialista que é socialista, procura sempre uma nova taxa para adicionar à lista.

A imagem acima foi retirada daqui.

Deve Ser Isto O Tal Simplex E O Tal Aumento da Eficiência Do Estado

Ora bem, a compra de 24.000 votos por parte da geringonça tem um valor específico neste caso: 1471,2 euros mensais.

A imagem acima foi retirada daqui.

Geringonça Termina a Legislatura em 2019 a Crescer Menos Do Que o Governo de Passos Coelho em 2015

A Comissão Europeia actualizou hoje as suas previsões económicas em relação a 2019. E o que se conclui é que:

  • Nem facto do governo de Passos Coelho (PSD/CDS) ter sido obrigado a executar um duro programa de ajustamento solicitado, negociado e assinado pelo governo do PS na altura liderado por José Socrates;
  • Nem o genial plano macro-económico de 2015 elaborado pelos sábios génios do PS sob a liderança do Doutor Mário Centeno e que previa um crescimento médio de 2,7% ao ano para toda a legislatura;
  • Nem o facto da legislatura da geringonça ter tido uma das conjunturas mais favoráveis de que tenho memória (juros historicamente baixo, preço do petróleo baixo, o boom do turismo, crescimento generalizado dos parceiros económicos);
  • Nem o facto da página da austeridade ter sido sucessivamente virada…

…conseguiram impedir a realidade que o governo da geringonça irá terminar a sua legislatura em 2019 a crescer apenas 1,7%, abaixo do crescimento registado em 2015 de 1,8%, o último ano da legislatura do governo PSD/CDS liderado então por Passos Coelho.

Os crescimentos previstos quer para 2019 quer para 2020 publicados hoje pela Comissão Europeia, colocam mais uma vez Portugal do lado errado do ranking, bem na cauda do crescimento a nível europeu e abaixo de vários países comparáveis com Portugal. Em breve, Portugal será o quinto país mais pobre da União Europeia.

 

Entretanto em Espanha, Depois do Aumento do Salário Mínimo em Mais de 20%…

Entretanto em Espanha (tal como na Venezuela), os malvados dos empresários conspiram entre si para desacreditar as políticas económicas socialistas…

A imagem acima foi retirada daqui.

Portugal a Caminho da Quinta Posição no ‘Ranking’ dos Mais Pobres da UE

Infelizmente, Portugal encontra-se sempre do lado errado dos rankings… …e apesar das sucessivas viragens de páginas e mais páginas da austeridade, Portugal irá figurar brevemente na quinta posição do ranking dos países mais pobres da União Europeia (fonte).

 Numa parte da nota, assinada por Pedro Braz Teixeira, o Fórum [para a Competitividade] recorda que “entre 2000 e 2018, a generalidade dos novos Estados-membros da UE [União Europeia] conseguiu uma convergência notável com a média europeia”.

O organismo destaca os casos da Lituânia, cujo “rendimento por habitante mais do que duplicou em termos relativos (de 40% para 81% da média da UE), da Letónia (de 37% para 68%) e da Roménia (de 33% para 61%).

“Em total e flagrante contraste com o bom comportamento de todos estes países, Portugal teve um desempenho oposto, de clara divergência, tendo baixado de um rendimento que era, em 2000, 84% da média europeia, para apenas 74% em 2018”, criticou o Fórum.

A mesma nota realçou ainda que, face a este desempenho, Portugal foi ultrapassado por seis países. “Estónia, Lituânia, Eslováquia, Eslovénia, República Checa e Malta. A estes, devem-se acrescentar outros dois, a Hungria e a Polónia, ambos com um rendimento 73% da média, que nos poderão ultrapassar já em 2019. A Letónia, com a sua formidável evolução, também não deve ter de esperar muito para nos suplantar. Ficaríamos então o quinto país mais pobre da UE”, lamentou a entidade.

O Fórum notou ainda que “entre 2000 e 2018, Portugal recebeu enormes recursos em fundos europeus, mais de 79 mil milhões de euros”, valores que tinham como objetivo ajudar na convergência.

Nem a quantidade gigantesca de fundos europeus, nem o enorme crescimento da dívida pública (que coloca Portugal como o sexto país mais endividado do mundo – e mais uma vez do lado errado do ranking) permitiu a que Portugal se aproximasse da média do rendimento per capita da União Europeia. Como alguém disse: Insanidade é continuar a fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

O Trilema da Miséria

A ler, o artigo O Trilema da Miséria de Carlos Guimarães Pinto no ECO:

Há três características de uma economia socialista que afectam o potencial de crescimento económico de um país: a elevada carga fiscal, o centralismo e as restrições à concorrência. A carga fiscal retira incentivos ao trabalho e investimento, dando ao Estado os meios para exercer o seu poder. O centralismo garante que esse poder está concentrado no menor número possível de pessoas e mais distante do escrutínio, abrindo a possibilidade de abusos e corrupção. As restrições à concorrência garantem que tudo aquilo que existe fora do estado está suficientemente concentrado para ser dependente e poder ser manipulado pelos políticos.

[…]

Quando se juntam os três ingredientes, não há como escapar à miséria. Uma elevada carga fiscal, com um poder concentrado e uma elite económica nas mãos do Estado cria uma economia paralisada e incapaz de criar valor. Esta última descrição faz lembrar alguma coisa? Na verdade, aplica-se que nem uma luva a Portugal.