A Longa Estagnação Portuguesa

Por mais patranhas historinhas que António Costa conte, o facto é que não só Portugal está estagnado há mais de 20 anos como tem sido sistematicamente ultrapassado por outros países que partiram de uma situação bastante mais desfavorável do que Portugal. Dados hoje publicados pelo Banco de Portugal confirmam que o nível de vida dos portugueses em relação à média europeia está abaixo dos níveis de 1995. (fonte)

Deixo também os mesmos dados, desta feita processados pelo jornal Público 

É surpreendente que nestes 25 anos Portugal parece não ter aprendido nada; e continuam-se a aplicar as mesmas receitas socialistas que conduziram a esta longa estagnação. Como terá dito Einstein: “Insanidade é continuar a fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

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António Costa Mente: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Na entrevista que António Costa deu à SIC no dia 4 de Setembro, o primeiro-ministro afirmou que “Os portugueses estão a pagar menos mil milhões de euros de impostos do que em 2015“. Obviamente, esta declaração tem que ser falsa, não só porque a carga fiscal atingiu um valor recorde em 2018 (ver aqui), como dado o crescimento económico, mesmo que a carga fiscal se tivesse mantido, o valor arrecadado em impostos seria forçosamente maior. Uma mentira, repetida milhares de vezes, continua a ser uma mentira. Esta mentira é confirmada pelo Polígrafo aqui e pode ser verificada também no portal Pordata.

Também com ajuda do polígrafo, analisemos a grande viragem da página da austeridade com que António Costa brindou os portugueses:

2017

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos (na altura chamada de “actualização”) – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 3,2%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou entre 0,8% e 8,8%.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova taxa de 0,7% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário entre 600 mil e um milhão de euros.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova sobretaxa de 1% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário superior a um milhão de euros.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou entre 5 e 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto sobre a cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 3%.
    Novo imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas gerou aumento de 15 a 30 cêntimos por cada garrafa.
  • Aumento do imposto de selo sobre o crédito ao consumo em 50%
  • Aumento do imposto sobre o alojamento local de 15% para 35%

2018

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos – fonte
  • Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) aumentou taxa da derrama estadual de 7% para 9% para empresas com lucros anuais acima de 35 milhões de euros.
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou entre 0,94% e 1,4%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,4% em média.
  • Imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas aumentou entre 1,4% e 1,5%.
  • Imposto sobre cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 1,5%.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,07% para 0,08% e de 0,09% para 1% consoante o prazo do crédito.

2019

  • Aumento da taxa de carbono sobre combustíveis – fonte
  • Sacos de plástico ficam 50% mais caros – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou cerca de 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,08% para 0,128% e de 1% para 1,6% consoante o prazo do crédito.

O António Costa toma os portugueses por parvos?

A Vitória do Syriza É Um Sinal de Mudança Que Dá Força Para Seguir a Mesma Linha?

Em 2015, a esquerda (em particular a Portuguesa) rejubilava com a vitória do Syriza. Prometia-se “o bater do pé à União Europeia” e o fim da austeridade. António Costa reagia assim:

Quatro anos de mais austeridade grega depois, os gregos já não acreditam em histórias da carochinha Tsipras, e depois das eleições de hoje, o governo do Syriza será substituído por um governo de Direita que pode vir a ter maioria absoluta.

Na Europa, Portugal e Espanha ficam cada vez mais isolados à esquerda.

Vá, António Costa: se a vitória do Syriza dava força para seguir a mesma linha, a derrota do Syriza dá-te força para o quê?

Terrorismo Fiscal

A ler, Carlos Guimarães Pinto, no jornal Eco com o seu artigo “Terrorismo Fiscal“:

A Encyclopædia Britannica define terrorismo como o uso sistemático de violência de modo a incutir medo, obtendo efeitos psicológicos para além do círculo das vítimas, tendo em vista atingir um certo objetivo político. Nas últimas semanas ficamos a saber que a Administração Tributária estava a organizar cobranças de dívidas nas auto-estradas, inspecções a casamentos onde questionam os noivos, e uma equipa secreta para seguir e fotografar contribuintes. Tudo isto à margem dos tribunais e beneficiando do privilégio da execução prévia, ou seja, da possibilidade de executar dívidas antes de elas serem comprovadas pela justiça. As notícias destas iniciativas saíram todas no espaço de alguns dias. Algumas acabaram canceladas.

[…]

Com uma dívida pública a aumentar, uma população envelhecida e os jovens a deixar o país, a pressão para arrebatar impostos aos que ficam aumentará cada vez mais. Sem colocar um travão à despesa e ao poder discricionário do Estado, o terrorismo fiscal alimentado por radicais ideológicos continuará a aumentar. Esta opressão fiscal continuará a afastar investidores, empresários e trabalhadores altamente qualificados, precisamente as pessoas que o país precisa para sair da armadilha da pobreza em que as políticas socialistas o meteram.

PS = Partido do Saque

Nunca a carga fiscal foi tão elevada em Portugal. Ainda assim, a geringonça em geral e o partido socialista em particular, estão sempre à procura de aumentar impostos existentes assim como estão sempre à procura de novos impostos. Afinal de contas, socialista que é socialista, procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista.

Na imagem abaixo, os contribuintes que foram brindados com o virar da página da austeridade, podem constatar em que consiste essa tal viragem.

Nunca satisteito, porém o partido socialista procura sempre novas maneiras de ir ao bolso do contribuinte. Como fica mal dizer “que se quer aumentar impostos”, a máquina de marketing do partido socialista prefere usar outro tipo de linguagem mais suave, por exemplo: “revisão dos benefícios fiscais“, “calibração do imposto“, “estudo do imposto“. Quando o caro leitor escutar este género de expressões, fique bem atento, porque lhe estão prestes a ir à carteira. Exemplo disso, é a intenção recente do Partido do Saque, para englobar mais rendimentos no IRS. O propósito é apenas um: aumentar os impostos. Estamos bem entregues, estamos…

Podem Começar Com o Benfica

Quando temos políticos sem a mínima noção de realidade; que nunca criaram um emprego que seja (a não ser no estado, e para familiares); e que não fazem a mínima ideia do que é gerir uma empresa; surgem ideias destas sob o desígnio da “igualdade” como se o trabalho e os trabalhadores fossem todo iguais.

Sugiro que comecem com o Benfica e que comparem o salário dos roupeiros com o salário dos jogadores.

Caros socialistas, pode ser uma novidade para vocês: mas a União Soviética já acabou!

A notícia acima foi retirada daqui.

 

Deve Ser Isto O Tal Simplex / As 35 Horas Não Têm Custos Adicionais

Da notícia abaixo (fonte), retiro duas coisas:

  1. Deve ser isto o tal simplex do estado que nesta legislatura conta com mais 31 mil pessoas. Parece ser impossível emagrecer o estado: numa altura em que as tecnologias de informação deviam tornar muitas funções redundantes, sem nenhum incentivo ao aumento de eficiência, o monstro leviatã não para de aumentar. Compra de votos ou efeito da lei de Parkison? Independente da resposta, o contribuinte pagará.
  2. Eu ainda sou do tempo em que o PS garantia que as 35 horas não aumentariam a despesa; e em que o Presidente da Felicidade Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma das 35 horas com a ressalva de que a despesa não pudesse aumentar. O mínimo que se exige é que o Senhor Doutor Mário Centeno e o Presidente da Felicidade partilhem de imediato o prémio Nobel da economia.

Como recordar é viver, deixo duas notícias dos longínquos anos de 2016 e 2017, retiradas daqui e daqui.