Rápido, aumentem o SMN

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A solução passará, naturalmente, por aumentar ainda mais o Salário Mínimo Nacional. De aumento em aumento, até à próxima bancarrota.

As vítimas das “boas intenções” (2)

A propósit o das recentes propostas para aumentar o SMN recomendo este comentário de Philip R.P. Coelho e James E. McClure (GMU) na Indiana Policy Review.

Minimum wages are extraordinarily damaging to the most disadvantaged of society — the physically and mentally handicapped, the poorly educated, the young and unskilled and those with checkered histories that make them questionable employees. The road to perdition is paved with both good intentions and ignorance; the economics profession has been willful in its ignorance by concentrating on the marginal consequences of increasing minimum wages rather than emphasizing the continuing harm that minimum wages create.

Starbucks’ Howard Schultz and other men of good will unthinkingly embrace the belief that higher living standards can be legislated by simply putting floors on wages. This does not create prosperity; it creates poverty and misery. Even worse, the damages it does are concentrated upon society’s most vulnerable. This is a sin.

LEITURAS COMPLEMENTAR: As vítimas das “boa intenções”; A sensatez fica para um destes dias (2)

Bruxelas desagradada com aumento do salário mínimo

No Expresso

A Comissão Europeia está cada vez mais desconfortável com os sinais de que o Governo português possa estar a fazer marcha-atrás em relação a algumas das medidas mais impopulares adotadas durante a implementação do programa de ajustamento.(…)

As preocupações de Bruxelas vão, no entanto, muito mais longe do que o impacto direto e negativo que a medida pode ter nos ganhos de competitividade da economia nacional obtidos com o programa de ajustamento. Ao aumentar agora o salário mínimo, a Comissão entende que Portugal envia um sinal errado em relação ao compromisso do Governo de manter as reformas estruturais com que se comprometeu durante os três anos em que a troika esteve presente em Portugal.

Os desempregados querem que o salário mínimo aumente?

Pedro Silva Martins no Diário Económico

Sendo o salário mínimo reconhecidamente baixo em termos absolutos, importa também ter presente que o salário mínimo é relativamente elevado quando comparado com os valores praticados na Europa de Leste, com os valores reais na esmagadora maioria dos últimos 40 anos em Portugal ou com os salários médios praticados actualmente.(…)

Urge corrigir alguma imaturidade e disfuncionalidade de um sistema político (incluindo parceiros sociais) que defende, na sua maioria, uma medida que iria não só dificultar o crescimento como sobretudo fragilizar ainda mais os desempregados.

Em permanente campanha pelo aumento do desemprego

Jornal de Negócios

A CGTP apresenta hoje dez medidas de combate ao desemprego que passam, nomeadamente, pelo aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e das prestações sociais, como forma de promover o consumo interno e dinamizar a economia.(…) Numa altura em que a taxa de desemprego em Portugal se situa nos 14,9%, de acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao primeiro trimestre do ano, a CGTP defende a redução do horário de trabalho “para as 35 horas semanais, sem adaptabilidade e sem redução de salário”.

Confesso que tenha alguma dificuldade em hierarquizar as propostas da CGTP pelo número de pessoal que iriam lançar para o desemprego. Porém não resta qualquer duvida quanto ao seu elevado poder destrutivo. Especialmente quando conjugadas.