E a saúde dos pobres?

Médicos querem sempre sistemas públicos. Percebe-se: é uma maneira de fixarem preços e, criando um monopólio e uma escassez artificial, ganharem muito mais do que em concorrência. Permitem-se depois algumas excepções, se eles conseguirem ganhar ainda mais em consultas “privadas”, se receberem parte do salário livre de impostos via “prestação de serviços”, se conseguirem cobrar ao estado por exame (fazendo o paciente fazer o dobro dos exames necessários), ou se conseguirem ter uma empresa de “seguros” de saúde pelo meio. Tudo menos um cliente-pagador, mesmo que seja para uma consulta de rotina.

Mas depois há que justificar o saque. Claro que se ganha muito mais neste sistema que diferencia paciente de pagador, mas há que arranjar um racional para o justificar. Os pobres! Há que providenciar cuidados gerais para todos, mesmo para os pobres! E depois claro, prestar cuidados especiais aos membros do interesse corporativo (outros médicos) e ter um sistema paralelo para fazer os ricos pagarem mais. Sempre controlando o número de médicos existentes para que não haja cuidados de saúde a mais pois isso poderia ter efeitos nefastos. Quais? Como justificar isso? Pela qualidade dos serviços prestados: um estudante de 17 não seria um bom médico. E nem vou comentar sobre quão frequente é um filho de médico ser muitas vezes médico e como se garante esse resultado.

Bem, este artigo é mesmo sobre um artigo no Liberdade.BR em que se fala sobre: que sistema protege melhor a saúde dos pobres: o livre mercado ou o monopólio público. Aqui fica:

Continue a ler “E a saúde dos pobres?”