Spin City

costa juncker
Expresso, 16/07/2016
Grosso modo é uma expressão com grande latitude, aparentemente, é que na (primeira) carta que Costa enviou a Juncker, o primeiro-ministro não evoca, como o Expresso escreve, que o défice de 2015 possa ter ficado em 2,8% do PIB, excluindo intervenções na banca. A defesa dessa argumentação poderia ter levado a que Portugal nunca tivesse que enfrentar a Comissão num processo de sanções. Quem argumentou assim foram Assunção Cristas e Maria Luís Albuquerque repetidas vezes, o que levou o primeiro-ministro a tristes declarações sobre patriotismo.

Mas parece, que enfim, o governo lá reagiu. No Expresso. Uma ou duas semanas tarde demais.

Isto com Centeno está no papo

O cachecol pode não ser suficiente, André, mas convenhamos que Centeno tem a vida facilitada e não é (só) por causa de Éder.

É que quando os colegas ministros lhe perguntarem como pensa controlar o défice das contas públicas o nosso ministro tem uma cartada triunfal:

-Caros colegas, perguntam-me quais medidas vamos adoptar para controlar o défice. Sou um homem feliz por poder dizer que já adoptámos todas as que precisávamos: baixámos o IVA da Restauração e reduzimos uma hora de trabalho diário na função pública sem compensação salarial.

 

Nunca uma coisa esteve tanto no papo desde que a França ia ganhar fácil a Portugal.