Entrevista ao Michael O’Leary, CEO da Ryanair

Em sequência do post anterior, vale a pena ver e rever a entrevista realizada pelo Porto Canal ao Michael O’Leary, CEO da Ryanair para que os contribuintes portugueses se aperceberem dos danos e prejuízos que Pedro Nuno Santos está a causar ao país com o seu projecto de vaidade pessoal chamado TAP.

Leitura complementar: Michael O’Leary, CEO da Ryanair, a Defender os Contribuintes Portugueses, TAP: Um Caso Crónico do Socialismo Português

A liberalização e o seu impacto

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  1. A 29 de Março de 2015, as linhas aéreas para os Açores foram liberalizadas. Isto significa que a SATA e a TAP deixaram de ter a exclusividade do usufruto das pontes aéreas do Continente para as ilhas;
  2. Esta abertura e liberalização das ligações aéreas permitiu que outras empresas de aviação, como é o caso da Ryanair e da Easyjet, pudessem entrar nesse mercado, competindo assim com as incumbentes;
  3. Dessa concorrência resulta, necessariamente, a redução dos preços. Tanto a Ryanair como a Easyjet oferecem viagens para os Açores por menos de 50€, quando antes, pela TAP, uma viagem semelhante custava entre 150€ e 300€;
  4. A redução dos preços fez aumentar a quantidade procurada de vôos, e o turismo aumentou. Muito. Foram 1 milhão e 100 mil passageiros, mais 21% do que em 2014. O número de dormidas aumentou 22%;
  5. Fruto disto, o sector privado decidiu investir no sector. Houve um crescimento de 86%, num só ano, do alojamento local, e estão planeados vários investimentos, que resultarão em 650 novas camas;
  6. Aumentou o investimento e o consumo. Democratizou-se efectivamente as viagens aéreas. Dantes, um cidadão de parcos rendimentos não podia visitar os Açores. Hoje, pode.

Em 6 pontos, estes são os resultados da liberalização da actividade económica. Que sirvam de inspiração à elaboração do Programa Nacional de «Reformas».

Fonte: TSF.

Deve Ser Isto O Que Significa “Companhia Estratégica E De Bandeira”

Onde existe uma necessidade; aparecerá sempre um mercado para satisfazer essa necessidade – ainda que possa implicar que a Joana Amaral Dias tenha que fazer escala em Madrid para se deslocar a Recife ou a Luanda. Com o suprimento/redução das rotas do Porto servidas pela TAP, a Ryanair já anunciou a intenção de realizar voos novos/adicionais para essas mesmas rotas.

Nos dias de hoje não se justifica a propriedade pública (mesmo que parcial) em companhias aéreas ou outro tipo de empresas de transporte. É fácil invocar o “interesse nacional”, o “interesse estratégico” ou a “companhia de bandeira” para não se ter que justificar o injustificável. Na prática, querer manter na posse do estado empresas para as quais existem empresas privadas que oferecem serviços equivalentes em situação concorrencial não faz sentido; e apenas pode ser justificado pelo populismo assim como pela vontade de manter o poder e de exercer o controlo político de empresas à conta dos contribuintes.

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