Acho que acabou de descrever a situação actual da RTP

Da mesma notícia do Público, uma curiosa objecção de um óbvio constestário da possibilidade de privatização da RTP e concessão a privados do serviço público de televisão:

António Pedro Vasconcelos alertou para os perigos de “mais um canal comercial, que iria concorrer no mercado publicitário, ainda por cima pago cidadãos”.

Pérolas

A comissão de trabalhadores da RTP é um achado. Há muito que não me divertia tanto com as declarações de um sindicalista.

Camilo Azevedo, da Comissão de Trabalhadores da RTP, afirmou no final do plenário que “a luta não é só pelo serviço público, é por toda a comunicação social, pelas televisões privadas(…)

“Se o Governo não sabe gerir a RTP, também não sabe gerir o país”, vaticinou, questionando as opções do Executivo.

Diz que é professor de Economia

“É um negócio pró menino e prá menina. Vai ser a primeira privatização na história de Portugal em que a empresa que fica com o que é público não só não paga nada como vai receber. São lucros garantidos sem qualquer esforço“, avançou Louçã.

Francisco Louça, 25-08-2012

Um professor universitário de Economia que não sabe distinguir entre receita (essa sim parcialmente garantida no modelo “Borges”) e lucro faz-me pensar que talvez tenha sido injusto para com os jornalistas do Expresso. Também nos deveria deixar apreensivos sobre a qualidade dos docentes do ensino público universitário.

A semi-privatização da RTP

Presidente da RTP já não renova contratos da ‘dois’ para 2013, dando força à ideia de que o canal deverá ser vendido.

Boa notícias. Parece que o governo sempre vai avançar com a privatização de um dos canais públicos.

Más notícias. Infelizmente ainda resta outro. E tudo indica que o que vai ser alienado é o 2º canal que é o que ainda faz alguma coisa parecida com “serviço público de televisão” e cuja programação não é replicada pelos canais privados que emitem em antena livre.

Duvidas. Irá a RTP alterar significativamente a programação do 1º canal ou continuarão os contribuintes a custear o “Preço Certo” e outros programas de inegável interesse nacional? Irá a RTP adequar os meios logisticos e humanos à nova realidade ou a cosmética resume-se à privatização de um canal? E os restantes canais de cabo serão mantidos?