Tudo está bem quando acaba bem!

A chuva fez o que o governo não fez e apagou os fogos (e ainda bem!).
A ministra Constança já foi libertada e pôde regressar à vida universitária.
António Costa já pediu desculpas pela frieza calculista desta semana.
O Público, a RTP e outros Legacy media já demonizaram a manif em Lisboa.
(“centenas” em vez de milhares, foco num provocador, foto de um canto,…)
Em Coimbra nem sequer foi aceite a proposta de manif pela Câmara local.
Ainda assim, acontecem e juntam milhares por todo o país (inc Coimbra).
Rui Rio e Santana Lopes já provaram que são bons… meninos do coro.
Marcelo já perdoou tudo a todos, sigam os Pactos de Regime.

Self Control

Depois de mais uma semana neste Oásis cor-de-rosa em que, após época de incêndios mais mortífera, armamento não desaparecido que apareceuambulâncias de emergência paradas (quantos morreram?), e mentiras nas listas de espera que fariam oscilar qualquer governo de direita, produzir apenas um hmpf só há uma atitude possível.

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Faz-de-conta

Joáo Pereira Coutinho no Correio da Manhã

Não vale a pena gastar mais latim com a incapacidade do governo para privatizar a RTP. Mais interessante é escutar as palavras de Miguel Poiares Maduro à TSF. O Conselho Geral Independente é influenciado pelo Governo? O ministro diz que não. E, com um enigmático “se calhar”, acrescenta: “O Bloco de Esquerda tem mais influência sobre o CGI da RTP do que o Governo.” Depois desta afirmação brutal, qualquer pessoa sensata esperaria duas coisas. Ou, melhor dizendo, duas demissões. A primeira, dos membros do dito conselho, transformados em marionetas de um grupelho de extrema-esquerda. E a segunda, do próprio ministro, que permitiu um conselho onde a extrema-esquerda dita leis e subverte o serviço público de televisão. O que vale – a ambos – é que se aplica a Portugal o mesmo comentário que o general De Gaulle reservava para o Brasil. Isto, de facto, não é um país sério.

Um (inesperado) apelo à privatização

Bloco condena ingerência do Governo na RTP

Mudança de paradigma (4)

RTP suspende espaço comentário de Sócrates e não tem “plano B”

Uma manifestação inequívoca da importância do serviço público de televisão

RTP paga 18 milhões e tira Champions à TVI

Foram 18 milhões bem empregues. De outra forma os jogos teriam sido transmitidos num canal privado em sinal aberto. Pago exlusivamente por publicidade.

ADENDA: Rodrigo Moita de Deus (31 da Armada)

O mesmo país que se indigna porque os assessores do governo ganham 1800 euros não se incomoda que a televisão pública pague 18 milhões de euros para vermos os jogos do Bate Borisov e do Shakhtar.Ficamos chocados com os ordenados dos deputados mas deixamos que estas coisas sejam anunciadas como se fossem normais. (…) Estão de parabéns todos aqueles que, há três anos, descobriram o “interesse do Estado” na integridade da RTP. Espero tenham percebido hoje a figura que fizeram. A rapaziada do costume agradece. Palermas.

Serviço público de manipulação

PM, Sócrates visita à Líbia
Caro amigo, estou a reformar a comunicação social em Portugal. Penso que temos muito a aprender com a Líbia a esse respeito.

Entre as prementes urgências que assolam o país, como a ausência de legislação que encarcere o pulha que elogia a mulher transeunte ou a inconcebível agonia causada pela ausência de um dia contra a homofobia, surge agora preocupação de igual relevo: José Sócrates não é condignamente anunciado por José Rodrigues do Santos. Mais grave ainda, José Rodrigues dos Santos ousa convidar os telespectadores a ver a RTP Informação, não prestando devido reconhecimento ao grande timoneiro cujo mandato foi tão importante quanto os piropos arquitectónicos que foi deixando pela Guarda.

Os queixosos têm plena razão. Mas a culpa foi, única e exclusivamente, dos próprios, pois deixaram trabalho a meio. Falharam em 2007 quando tentaram afastar José Rodrigues dos Santos, despedindo-o por justa causa, causa tão justa quanto não vergar perante a estátua de Kim Jong-Il. Falharam mais tarde quando num jogo de vergonhoso e displicente conluio entre regimentos, arregimentados, serviçais, empresas do regime, idiotas úteis e José Sócrates, mandatário deles todos, este tentou por a PT a comprar a TVI, tentando sanear e saneando assim Manuela Moura Guedes. E qual era o banco que iria financiar a operação? O BES, pois claro.

Há quem jure que RTP presta serviço público de televisão, serviço público de ocasião, mas ela presta é fundamentalmente serviço aos que dela põem e dispõem, que nem peça de serviçal no arranjo daqueles que outrora mandaram no país e que julgam que sobre este, sobre Portugal, ainda se impõem. Não se apoquentem mais. O povo é macio, e se tudo vos correr bem, o saneamento continua lá para Outubro de 2015.

Finalmente, fica como exercício para o leitor ver a frequência com que o nome José Sócrates voltou à praça pública — ao Parlamento, aos media, à boca dos cronistas, aos blogues — desde que António Costa ganhou as primárias. Está à tona e cheira mal, cheira muito mal.

O Estado E A Gestão De Empresas

Poiares Maduro diz que “nada justifica” que a RTP tenha o quádruplo dos trabalhadores da SIC e da TVI.

A RTP tem 1800 trabalhadores e as estações privadas têm 400. Nada justifica uma diferença tão grande. Temos de reduzir os recursos humanos para investir na grelha”, disse Poiares Maduro aos deputados, depois de já ter sublinhado que “a RTP tem um orçamento maior do que o total do investimento publicitário em todos os canais de TV“.