Ideologia Vs Realidade

Pelo Rev. Robert Sirico, traduzido para Brasileiro pelo CIEEP:

Se percebermos que o argumento moral do socialismo está equivocado — e que o capitalismo, na verdade, traz benefícios e serve ao bem comum — por que nos mantemos na ideologia em vez de abandoná-la? Evidentemente, é difícil abrir mão de uma vida inteira dedicada à ideologia, especialmente se a considerarmos a única alternativa existente ainda não contaminada pelo mal. Assim, o socialismo foi, por gerações, simplesmente um dogma arraigado. É possível aos socialistas discutir pontos delicados, mas não abandoná-los.

Contudo, por mais compreensível que seja, não é louvável. Continuar a afirmar uma doutrina comprovadamente falsa é abrir mão de qualquer pretensão de objetividade. Se alguém provar que o livre mercado e a propriedade privada levam ao empobrecimento, à ditadura e à violação dos direitos humanos em grande escala, creio que deveria ter senso e capacidade de admitir e mudar meus conceitos. Em todo caso, aos socialistas falta humildade intelectual. Eles se agarram a sua fé — sua falsa religião — como se suas vidas estivessem em jogo. Muitos continuam ainda assim hoje.

A maioria dos intelectuais no mundo tem consciência do que o socialismo fez na Rússia. E ainda há muitos que se mantêm fiéis ao ideal socialista. O império do terror de Mao Tsé-Tung (1893-1976) não é mais segredo. E ainda assim, é moda lamentar o avanço do capitalismo na China, mesmo com a evidente melhora das condições de vida do povo chinês pela crescente liberdade ao ingresso no mercado. Muitos europeus estão totalmente conscientes de quão nociva a social-democracia tem sido na Alemanha, na França e na Espanha. E ainda continuam a se opor à liberalização dessas economias. Aqui nos Estados Unidos temos visto o fracasso dos programas de redistribuição de renda e o desequilíbrio fiscal que geram. E ainda há muitos que continuam a defendê-los e promovê-los.

(…)

Depois de mais um exemplo por parte de Louçã, a esperança de uma mudança em breve é bem diminuta…

Não há justiça sem Liberdade Económica – Rev. Sirico

The good citizens of Chicago experienced several days of protests this month surrounding the NATO summit. The demonstrators took to the streets to denounce everything from climate change to the military to “the rich” to capitalism itself.

There was a common noble yearning underlying their eclectic set of grievances, however: a demand for “social justice.”

While this hallowed demand allowed them to claim the moral high ground, the demonstrator are really motivated by something far more base: crass materialism and covetous greed.

Here is what I mean:

In countless debates and conversations with modern proponents of social justice, I have noticed that they are less interested in justice than in material equality. They borrow the language of justice and the common good but have either forgotten or rejected the classical meanings of those terms.

In the classical tradition of reflection on justice (especially seen in Aristotle, St. Thomas Aquinas, and their intellectual descendants) it is clear that inequality—in the sense of unequal wealth or social status—is mostly compatible with justice, because justice is “to give to each his due.”

What one is due, of course, differs from person to person—in addition to those things due everyone: life, dignity, and liberty for example.

When we speak of the idea of the common good, we need to be open-minded about the most likely way to bring it about. The common good is, after all, a range of conditions, not a set of policies. It cannot be achieved by way of the “commonality of goods” proposed by socialists, but rather through the institutions that the socialists worked so hard to discredit.

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