Costa Descreve O Seu Ideal De Sociedade Usando Definição Comunista

António Costa, no debate quinzenal que se realizou esta Quinta-Feira, definiu o que para ele é uma “sociedade decente” usando a seguinte frase (fonte – recomenda-se a visualização do vídeo):

É uma sociedade onde cada um contribui para o bem comum de acordo com as suas capacidades, e cada um recebe de acordo com as suas necessidades”.

Comparemos pois a frase de António Costa com a frase de Karl Marx:

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Se dúvidas havia sobre o quão à esquerda se encontra o actual PS, creio que estas ficam dissipadas.

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Isto da maioria escolher o Marcelo devia ser proibido

 Uma catrefada de décadas volvidas desde o fim da ditadura e uma determinada franja da sociedade portuguesa ainda convive bastante mal com esta modernice da democracia em que a maioria de um povo de chinelo de dedo, pouco letrado nos amanhãs que cantam nos saraus culturais da esquerda, escolhe um bandameco qualquer à revelia da cartilha agendada pelo determinismo histórico. E não há certamente justiça no mundo em ter que levar com tal sujeito se este não for, é claro, amigo do povo, povo este que nele votou mas que, por inconsciência de classe ou réstias de álcool da noitada de Sábado, está em absoluto alienado da sua vil agenda.

Em todo o acto eleitoral que não corre a preceito às supostas vanguardas da classe operária somos condenados a um tamanho chinfrim em loop nos dias seguintes que, a prazo, aquela “música” do Michel Telló até ameaça começar a soar bem. Não que a música campanha a dentro já não fosse de péssimo gosto e tom. Ora pois o candidato da burguesia vermelha ou é um homem de grande porte cultural, um intelectual ou tem-los lá a todos à volta, não vá deixar de cair um subsídio e aquele filme experimentalista acerca a epopeia do ser ou aquela exposição sobre o olho do cú correm o risco de não sair do papel a fim de deliciar o itenerário artístico do cidadão comum.

Marcelo não é dessa laia. É filho de fáxista e logo fascista por hereditariedade – o que me leva a questionar se às filhas de terroristas que se sentam em S. Bento também pesa esssa herança. Depois ri-se muito, é popularucho e gosta de opinar sobre o mundo. Diz-se por aí que é professor catedrático mas o boato em questão não vem pesar na dúvida em relação à intelectualidade do homem.

E se Marcelo é o Sol – essa estrela burguesa que alimenta os sunsets dos betinhos da Foz – Sampaio da Nóvoa é o LUAR – e qualquer filme sobre organizações terroristas pode ser esclarecedor neste ponto. É uma calúnia isto que andam da dizer da sua formação, visto que como especialista em teatro é um grande político. Um homem do povo que é tão do povo que aufere mais de uma dezena de multiplos do rendimento médio deste. Tem ainda na sua corte figuras cujo conhecimento poderia em muito enriquecer a politica portuguesa como Rosa Mota ou Pilar Del Rio. Não digo Vasco Lourenço pois o instinto golpista que revela a cada intervenção – e o que se quero num país terceiromundista como o nosso são homens de farda a ameaçar correr com a politicagem – uma honesta vontade em mudar este terrível estado de coisas e retornar o país à paz de calmaria daqueles 2 anos do PREC.

As presidenciais acabaram e agora o tempo, antes de ser de consensos, será de amuo generalizado. Mas não digo da generalidade dos portugueses, pois estes fizeram vingar a sua escolha.

O povo, enganado como sempre, preferiu o primeiro. Agora o choro é livre.

 

 

Para desnorte da história não está nada mal

MLuís

Não tenho a certeza, ninguém tem, se o PS estará ainda no governo quando o Ecofin decidir encerrar o Procedimento por Défice Excessivo aberto pela União Europeia contra Portugal em 2009, quando PS, que então nos desgovernava, por causa de eleições e dos conselhos do muito sábio dr. Constâncio, decidiu começar a gastar como se não houvesse amanhã (depois, quando o mal estava feito, haveria de alegar, para consumo interno, que o fez por recomendação da Europa). Quando isso acontecer, fecha-se um ciclo. Dos mais irónicos.

Se o PS ainda for governo (aquilo pode cair à menor rabanada de vento), receberá em nome do país a distinção simbólica por ter o país consertado o que havia sido desconsertado, às mãos do PS, ao preço elevadíssimo de um resgate no fim de todos os desmandos, no decurso de um duro processo de ajustamento contra o qual o PS increpou todos os dias ao longo dos anos, na postura crítica em que se apresentou a eleições e perdeu, acabando depois por formar governo com apoio de outros partidos ainda mais minoritários, também eles ferozes adversários do processo de correção que conduziu à eliminação do défice excessivo, numa plataforma que tem tudo para reconduzir o país volta ao défice excessivo.

O Cavaquistão

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Eu concordo com os meus amigos de Esquerda: a vontade da maioria do povo português, expressa democraticamente, deve ser cumprida e portanto, dando seguimento a esta máxima, é bom que ouçam com a devida atenção as exigências de um Presidente da República que obteve quase 53% dos votos. Até porque, já que aparentemente os meus camaradas aprenderam recentemente a fazer contas, pelo que tenho visto, saberão observar que segundo a narrativa em voga, Cavaco Silva teve uma percentagem maior de votos que os partidos de esquerda somados e logo, não vendo cumprir o seu diktat, poderá muito bem deixar a governação de Portugal num limbo – bem mais sóbrio que divagações circenses – até novas eleições.

Os meus amigos de Esquerda, que já suspiravam em acenos de foices e martelos com a instituíção de uma república das bananas – quiçá da Madeira – terão que compreender que não residimos na Venezuela, nem na Argentina. Os meus caros têm a infeliz sina de ter nascido no Cavaquistão, onde Cavaco Silva, por mais que os anos passem por ele, por mais que contra ele atentem a cada intervenção sua e por mais que alguns – como eu próprio – concordem em dele discordar, continua a ser visto pela maioria – silenciosa – da população portuguesa como o seu garante de estabilidade, um papel que Soares, beijando a senilidade bolchevique a que a idade o conduziu, deixou escapar pela mesma gaveta onde antes havia guardado o socialismo.

Os quase 53% que votaram no Presidente da República não fazem grandes manifestações, não gostam de chinfrim, são gente de bem e de trabalho que mais quer é que o país ande para a frente. E estes, meus caros, são a maioria do povo português que vós teimais em achar que representais.  Temos pena, mas o choro é livre.

Afinal…

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Repetiu-se até à exaustão que António Costa não percebia o que os portugueses lhe estariam a dizer e por isso é que teria perdido as eleições. Nada mais falso. Como se pôde ver mais uma vez na entrevista que deu ontem à RTP, António Costa percebeu perfeitamente o que os portugueses queriam:

Manter-se o clima de incerteza é que é preocupante. Seria um erro muito grande manter este clima de incerteza, um governo de gestão ou eleições de seis em seis meses. Seria penalizador para o investimento. O que é essencial é Portugal não desperdiçar o factor de estabilidade política. E não, em vez de se optar pelo certo, optar pela aventura do incerto criando aqui uma crise artificial sem razão de ser.

Só não esteve foi para se incomodar com esses pormenores.

Está Virada A Página Da Austeridade

Estão anunciadas as propostas de actualizações das pensões mais baixas por parte do PS – ver imagem abaixo. O valor proposto para o aumento, além de ser irrisório (variando entre 0,6 e 1,88 euros), vem acentuar as desigualdades existentes entre quem mais e quem menos recebe  – talvez seja boa ideia levar esta proposta ao tribunal constitucional.

ViradaAPaginaDaAusteridade.jpgEstou mesmo a imaginar a reacção de um dos pensionistas que irá receber um aumento mensal de sessenta cêntimos: “Aquele governo perverso de direita ultra-radical e ultra-liberal fazia austeridade por maldade e por gosto devido ao seu preconceito ideológico. Agora com este aumento muito generoso de sessenta cêntimos mensais concedido pela Frente de Esquerda termina finalmente a austeridade. Vou já tomar mais um café por mês injectando assim dinheiro na economia. Pelo efeito multiplicador, o PIB vai crescer pelo menos 600 euros e devem ser criados pelo menos 10 empregos.”