Dilma e a sua humilhação

Dilma humilhada nas urnas após dizer que o golpe seria derrotada no voto. A falsa tese não foi comprada pela população, no Reaccionário.

O El País destaca a derrota de Dilma Rousseff para o Senado sob um prisma interessante: é a segunda derrota da petista na política. E também a segunda derrota para o mesmo fenômeno: a onda conservadora que parece ter tomado conta do país.
Isso é de fato muito complicado para alguém com a biografia da ex-presidente. Uma mulher tão insistente em suas posições (todas elas erradas), resolveu adotar a tese estapafúrdia do golpe. Um golpe apoiado nas ruas por milhões de brasileiros – incluindo ex-eleitores que se sentiram traídos ou insatisfeitos com os rumos que Dilma deu ao país.
Durante dois anos a extrema-esquerda defendeu a tese do golpe, dizendo que governo se substitui nas urnas. Durante dois anos forçaram a tese de que Dilma foi derrubada por ser mulher, honesta e acima dos interesses políticos mais mesquinhos. No final acabaram refutados pelos fatos, visto que Dilma se provou uma mulher corrupta, mesquinha e dada a diversos conchavos.
Adoro as narrativas que o PT inventa para se tentar manter no poder: a tese do golpe, a tese do patriarcado contra uma mulher, ainda por cima “honesta e e acima dos interesses políticos mais mesquinhos”. Pelo amor da Santa!
Não. Dilma caiu porque o povo estava cansado. Cansado das mentiras, das estratégias de marketing variáveis (exemplo ridículo), da corrupção, do roubo e da prepotência. Finalmente!