Relatório da comissão das PPP arrasa Sócrates, regulador e gestão da Estradas de Portugal

Relatório da comissão das PPP arrasa Sócrates, regulador e gestão da Estradas de Portugal:

Um dos principais problemas identificados pela comissão foi o facto de os estudos encomendados pelo Estado para suportar a celebração destes contratos assentarem “em cenários inflacionados e pouco realistas”. Mas a comissão vai mais longe e afirma que “o recurso excessivo às PPP teve por base a necessidade de os agentes políticos realizarem obra sem formalmente se endividarem”, por via de um “aproveitamento político pernicioso” que resultou do facto de este tipo de encargos não ter impacto na dívida pública, naquela altura.

O céu geralmente é azul e zero a dividir por qualquer número do conjunto real é sempre ainda zero podem ser outras conclusões inesperadas do relatório que vamos ficar a conhecer hoje, dia 18 de Junho. Tão incrível e inesperado como o 40º Capítulo do Acção Humana de Mises (dica: tem 39 capítulos), ao menos terá a vantagem de tornar o comentário Socrático no Domingo mais interessante.

Jorge Sampaio culpa a bala, mas esquece o gatilho

Jorge Sampaio pede o fim da austeridade. Chegou atrasado.

Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os planos de Sócrates para o TGV (só em estudos foram 300 milhões).
Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os excessos da Parque Escolar.
Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os excessos das PPP.
Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os excessos de todo o estímulo Socialista.

Jorge Sampaio culpa a bala pelo disparo. Eu culpo o gatilho.

Prejuízos (também) com PPP alheias

Num estudo divulgado internamente, este mês, a CGD identificou perdas potenciais (imparidades) de quase 50 milhões de euros, associadas a dois financiamentos de 122 milhões destinados à construção de auto-estradas na Grécia (ligação de Tessalónica à capital, Atenas) e em Espanha (Costa Cálida, região de Múrcia). (…) As duas obras, com contratos feitos na segunda metade da década passada, encontram-se actualmente paradas.

Confesso que o que a mim me faz mais confusão é saber para precisamos afinal de um o banco estatal. Para além de proporcionar frequentes e elevados aumentos de capital aos contribuintes , é claro.

Um verdadeiro especialista no género

Ontem o ex-ministro João “PPP” Cravinho afirmou que as alterações na TSU não foram “bem estudadas”. Ainda no mesmo dia foi forçado a admitir na AR, que a previsão de tráfego no contrato de concessão da Fertagus foi “monumentalmente errada”. Temos aqui, portanto, alguém com experiência neste tipo de efabulações.

Ainda a propósito do “monumental erro” nas PPP escreve Pedro Pita Barros: “A dúvida que retenho como hipótese de trabalho para ser testada por quem tiver acesso à informação necessária é se as as taxas de rentabilidade não foram determinadas e fixadas, e depois as previsões de tráfego ajustadas às necessidades de justificar essas taxas”.

Diga-se de passagem que partilho semelhantes duvidas acerca do impactos anunciados por Vítor Gaspar a propósito das “mexidas” na TSU.

Atestado de incompetência

O Governo não tinha conhecimento técnico para avançar com Parcerias Público-Privadas (PPP) e houve interferência política, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa, hoje divulgado.

Seria bom que, pelo menos uma vez, os responsáveis políticos e técnicos por estes negócios ruinosos fossem processados judicialmente. Nem que tenham fugido para Paris.

“A PPP foram uma festa”

Jornal de Negócios

O custo dos 36 contratos de parcerias público-privadas (PPP) ascendem a 11,7 mil milhões de euros, de acordo com o relatório da Ernst & Young, a auditora escolhida para avaliar as 36 PPP e 24 concessões como estipulado no memorando assinado com a troika, avança a edição de hoje do “Correio da Manhã”.

Segundo o jornal, que teve acesso ao relatório, ao todo, até ao final do contrato das concessões o encargo público bruto com as PPP rodoviárias, ferroviárias, da área da saúde e da segurança ascende a mais de 18 mil milhões.

De acordo com a consultora, só em 2039 é que as PPP poderão dar benefício líquido para o concedente público.

No que respeita às novas concessões rodoviárias lançadas pelo anterior Governo, acrescenta o Correio da Manhã, o relatório da Ernst & Young diz terem sido detectadas insuficiências no que diz respeito à selecção da proposta mais vantajosa, qualificação dos concorrentes e na análise a alternativas do projecto