O CDS no seu labirinto

Escrevi no Observador sobre o actual momento do CDS e o seu futuro imediato. É dar lá um saltinho e voltar de seguida.

E eu vejo dois desafios importantes para o CDS: por um lado recuperar a situação administrativa e financeira do partido e reconquistar a confiança de funcionários, dirigentes e militantes locais; e por outro lado liderar o combate político de oposição ao Socialismo.

Em ambos os campos o João Almeida tem provas dadas.

Portugal vs. Lituânia

Via Iniciativa Liberal:

Portugal está a vencer a Lituânia em futebol, nessa actividade continua a ser superior, na economia nem por isso.

Em 2001, o PIB per capita da Lituânia era cerca de metade do português. Apenas 16 anos depois, a Lituânia ultrapassou Portugal, colocando o nosso país mais próximo de ser o mais pobre da Zona Euro.

Com uma política economicamente liberal amiga do investimento, das empresas e da criação de emprego, a Lituânia foi um dos países que mais cresceu na União Europeia nos últimos 10 anos. Entre outras coisas, a Lituânia introduziu reformas liberais na economia e ofereceu a investidores e trabalhadores um sistema fiscal muito atractivo, como uma taxa fixa de IRS de 15%.

Portugal continua com políticas de estagnação, cai todos os anos lugares na tabela do Campeonato Económico Europeu e revela-se incapaz de demitir o treinador que o colocou nos últimos lugares. É preciso mudar de vida.

Portugal Em 20 Anos

Partilho aqui uma imagem muito interesante da Pordata sobre um retrato de Portugal em 1999 e outro em 2018. Entre os factos apresentados, destaco o seguinte:

  1. O número de idosos por cada 100 jovems aumentou de 96 para 157 (um aumento de mais de 60% em 20 anos); e a tendência será para este rácio aumentar no curto-médio prazo (ver a pirâmide demográfica).
  2. O número de pensionistas em % da população passou de 33% para 40%; e a tendência será para aumentar no curto-médio prazo (ver abaixo a pirâmide demográfica).
  3. A taxa de desemprego registada em 2018 era 2,6% maior do que a taxa de desemprego que se registava em 1999.
  4. A dívida pública em % do PIB passou de 55% para 122% – tendo mais do que duplicado neste período.
  5. O crescimento económico registado no período de 20 anos é de apenas 16%, o que equivale a um crescimento anual nestes 20 anos de uns míseros 0,75% ao ano.

Para complementar o quadro acima, coloco a pirâmide demográfica da população Portuguesa retirada daqui, e cuja forma faz lembrar tudo menos uma pirâmide. Um simples olhar para o gráfico faz com que uma pessoa se aperceba dos enormes desafios com que nos teremos que deparar no curto-médio prazo.

Índice de Liberdade Económica de 2016

Já está disponível o 2016 Index Of Economic Freedom da The Heritation Foundation que analisa 178 países de acordo com um índice de Liberdade Económica constituído por quatro factores:

  1. Estado de Direito – direitos de propriedade, corrupçao
  2. Limites do Estado – liberdade fiscal, despesa pública
  3. Eficiência Regulatória – liberdade comercial, liberdade laboral, liberdade monetária
  4. Mercados Abertos – liberdade de comércio, liberdade de investimento, liberdade financeira

Em 2016, Portugal encontra-se na posição 64 ex aequo com El Salvador entre 178 países analisados com 65,1 pontos. Portugal mantem a posição 64 que detinha na lista de 2015, tendo no entanto baixado duas décimas em relação ao valor do índice que era de 65,3. Em relação à região Europa, Portugal encontra-se na posição número 30 entre 44 países analisados.

EconomicFreedomIndexCountries

Nas imagens abaixo são fornecidos detalhes adicionais sobre o valor do índice para Portugal. De salientar que nos sub-factores que compõem o valor do índice, os piores indicadores dizem respeito à liberdade fiscal (posição 167 entre 178 países analisados), à despesa pública (posição 166 entre 178 países analisados) e à liberdade laboral (posição 160 entre 178 países analisados).

PortugalData2

Isto da maioria escolher o Marcelo devia ser proibido

 Uma catrefada de décadas volvidas desde o fim da ditadura e uma determinada franja da sociedade portuguesa ainda convive bastante mal com esta modernice da democracia em que a maioria de um povo de chinelo de dedo, pouco letrado nos amanhãs que cantam nos saraus culturais da esquerda, escolhe um bandameco qualquer à revelia da cartilha agendada pelo determinismo histórico. E não há certamente justiça no mundo em ter que levar com tal sujeito se este não for, é claro, amigo do povo, povo este que nele votou mas que, por inconsciência de classe ou réstias de álcool da noitada de Sábado, está em absoluto alienado da sua vil agenda.

Em todo o acto eleitoral que não corre a preceito às supostas vanguardas da classe operária somos condenados a um tamanho chinfrim em loop nos dias seguintes que, a prazo, aquela “música” do Michel Telló até ameaça começar a soar bem. Não que a música campanha a dentro já não fosse de péssimo gosto e tom. Ora pois o candidato da burguesia vermelha ou é um homem de grande porte cultural, um intelectual ou tem-los lá a todos à volta, não vá deixar de cair um subsídio e aquele filme experimentalista acerca a epopeia do ser ou aquela exposição sobre o olho do cú correm o risco de não sair do papel a fim de deliciar o itenerário artístico do cidadão comum.

Marcelo não é dessa laia. É filho de fáxista e logo fascista por hereditariedade – o que me leva a questionar se às filhas de terroristas que se sentam em S. Bento também pesa esssa herança. Depois ri-se muito, é popularucho e gosta de opinar sobre o mundo. Diz-se por aí que é professor catedrático mas o boato em questão não vem pesar na dúvida em relação à intelectualidade do homem.

E se Marcelo é o Sol – essa estrela burguesa que alimenta os sunsets dos betinhos da Foz – Sampaio da Nóvoa é o LUAR – e qualquer filme sobre organizações terroristas pode ser esclarecedor neste ponto. É uma calúnia isto que andam da dizer da sua formação, visto que como especialista em teatro é um grande político. Um homem do povo que é tão do povo que aufere mais de uma dezena de multiplos do rendimento médio deste. Tem ainda na sua corte figuras cujo conhecimento poderia em muito enriquecer a politica portuguesa como Rosa Mota ou Pilar Del Rio. Não digo Vasco Lourenço pois o instinto golpista que revela a cada intervenção – e o que se quero num país terceiromundista como o nosso são homens de farda a ameaçar correr com a politicagem – uma honesta vontade em mudar este terrível estado de coisas e retornar o país à paz de calmaria daqueles 2 anos do PREC.

As presidenciais acabaram e agora o tempo, antes de ser de consensos, será de amuo generalizado. Mas não digo da generalidade dos portugueses, pois estes fizeram vingar a sua escolha.

O povo, enganado como sempre, preferiu o primeiro. Agora o choro é livre.

 

 

UGT contra coligação de esquerda

Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT, falou hoje à Antena 1 sobre os devaneios de Costa:

Ficaremos mais tranquilos se efectivamente a decisão do PS for de encontrar um compromisso com o PSD e o CDS. Não me parece que efectivamente as forças à esquerda do PS dêem, na minha opinião, a garantia de estabilidade em relação ao futuro. Há dúvidas. E portanto o PS só conseguirá fazer maioria se tiver maioria na assembleia quer do PCP quer do BE. É uma maioria instável que não dá garantias de que no futuro a governabilidade será assegurada por 4 anos.