Portugal Em 20 Anos

Partilho aqui uma imagem muito interesante da Pordata sobre um retrato de Portugal em 1999 e outro em 2018. Entre os factos apresentados, destaco o seguinte:

  1. O número de idosos por cada 100 jovems aumentou de 96 para 157 (um aumento de mais de 60% em 20 anos); e a tendência será para este rácio aumentar no curto-médio prazo (ver a pirâmide demográfica).
  2. O número de pensionistas em % da população passou de 33% para 40%; e a tendência será para aumentar no curto-médio prazo (ver abaixo a pirâmide demográfica).
  3. A taxa de desemprego registada em 2018 era 2,6% maior do que a taxa de desemprego que se registava em 1999.
  4. A dívida pública em % do PIB passou de 55% para 122% – tendo mais do que duplicado neste período.
  5. O crescimento económico registado no período de 20 anos é de apenas 16%, o que equivale a um crescimento anual nestes 20 anos de uns míseros 0,75% ao ano.

Para complementar o quadro acima, coloco a pirâmide demográfica da população Portuguesa retirada daqui, e cuja forma faz lembrar tudo menos uma pirâmide. Um simples olhar para o gráfico faz com que uma pessoa se aperceba dos enormes desafios com que nos teremos que deparar no curto-médio prazo.

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Vídeo: Liberalismo e os Partidos em Portugal

Deixo aqui o vídeo da tertúlia organizada pelo Instituto Mises Portugal no IEP-UCP no passado dia 22, com o nosso André Azevedo Alves com o convidado e o Vice-Presidente do IMP, Bernardo Blanco, na moderação.

Clique na imagem para aceder ao vídeo.

 

 

 

 

 

Índice de Liberdade Económica de 2016

Já está disponível o 2016 Index Of Economic Freedom da The Heritation Foundation que analisa 178 países de acordo com um índice de Liberdade Económica constituído por quatro factores:

  1. Estado de Direito – direitos de propriedade, corrupçao
  2. Limites do Estado – liberdade fiscal, despesa pública
  3. Eficiência Regulatória – liberdade comercial, liberdade laboral, liberdade monetária
  4. Mercados Abertos – liberdade de comércio, liberdade de investimento, liberdade financeira

Em 2016, Portugal encontra-se na posição 64 ex aequo com El Salvador entre 178 países analisados com 65,1 pontos. Portugal mantem a posição 64 que detinha na lista de 2015, tendo no entanto baixado duas décimas em relação ao valor do índice que era de 65,3. Em relação à região Europa, Portugal encontra-se na posição número 30 entre 44 países analisados.

EconomicFreedomIndexCountries

Nas imagens abaixo são fornecidos detalhes adicionais sobre o valor do índice para Portugal. De salientar que nos sub-factores que compõem o valor do índice, os piores indicadores dizem respeito à liberdade fiscal (posição 167 entre 178 países analisados), à despesa pública (posição 166 entre 178 países analisados) e à liberdade laboral (posição 160 entre 178 países analisados).

PortugalData2

Isto da maioria escolher o Marcelo devia ser proibido

 Uma catrefada de décadas volvidas desde o fim da ditadura e uma determinada franja da sociedade portuguesa ainda convive bastante mal com esta modernice da democracia em que a maioria de um povo de chinelo de dedo, pouco letrado nos amanhãs que cantam nos saraus culturais da esquerda, escolhe um bandameco qualquer à revelia da cartilha agendada pelo determinismo histórico. E não há certamente justiça no mundo em ter que levar com tal sujeito se este não for, é claro, amigo do povo, povo este que nele votou mas que, por inconsciência de classe ou réstias de álcool da noitada de Sábado, está em absoluto alienado da sua vil agenda.

Em todo o acto eleitoral que não corre a preceito às supostas vanguardas da classe operária somos condenados a um tamanho chinfrim em loop nos dias seguintes que, a prazo, aquela “música” do Michel Telló até ameaça começar a soar bem. Não que a música campanha a dentro já não fosse de péssimo gosto e tom. Ora pois o candidato da burguesia vermelha ou é um homem de grande porte cultural, um intelectual ou tem-los lá a todos à volta, não vá deixar de cair um subsídio e aquele filme experimentalista acerca a epopeia do ser ou aquela exposição sobre o olho do cú correm o risco de não sair do papel a fim de deliciar o itenerário artístico do cidadão comum.

Marcelo não é dessa laia. É filho de fáxista e logo fascista por hereditariedade – o que me leva a questionar se às filhas de terroristas que se sentam em S. Bento também pesa esssa herança. Depois ri-se muito, é popularucho e gosta de opinar sobre o mundo. Diz-se por aí que é professor catedrático mas o boato em questão não vem pesar na dúvida em relação à intelectualidade do homem.

E se Marcelo é o Sol – essa estrela burguesa que alimenta os sunsets dos betinhos da Foz – Sampaio da Nóvoa é o LUAR – e qualquer filme sobre organizações terroristas pode ser esclarecedor neste ponto. É uma calúnia isto que andam da dizer da sua formação, visto que como especialista em teatro é um grande político. Um homem do povo que é tão do povo que aufere mais de uma dezena de multiplos do rendimento médio deste. Tem ainda na sua corte figuras cujo conhecimento poderia em muito enriquecer a politica portuguesa como Rosa Mota ou Pilar Del Rio. Não digo Vasco Lourenço pois o instinto golpista que revela a cada intervenção – e o que se quero num país terceiromundista como o nosso são homens de farda a ameaçar correr com a politicagem – uma honesta vontade em mudar este terrível estado de coisas e retornar o país à paz de calmaria daqueles 2 anos do PREC.

As presidenciais acabaram e agora o tempo, antes de ser de consensos, será de amuo generalizado. Mas não digo da generalidade dos portugueses, pois estes fizeram vingar a sua escolha.

O povo, enganado como sempre, preferiu o primeiro. Agora o choro é livre.

 

 

UGT contra coligação de esquerda

Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT, falou hoje à Antena 1 sobre os devaneios de Costa:

Ficaremos mais tranquilos se efectivamente a decisão do PS for de encontrar um compromisso com o PSD e o CDS. Não me parece que efectivamente as forças à esquerda do PS dêem, na minha opinião, a garantia de estabilidade em relação ao futuro. Há dúvidas. E portanto o PS só conseguirá fazer maioria se tiver maioria na assembleia quer do PCP quer do BE. É uma maioria instável que não dá garantias de que no futuro a governabilidade será assegurada por 4 anos.

António Costa contra governo de convergência de esquerda

No seguimento das novidades de hoje, o  António Pedro Barreiro descobriu um tesourinho em que António Costa, militante do PS, rebate dos argumentos do agora António Costa, líder do PS:

“Os portugueses conquistaram um direito a que não podem nem devem renunciar: o direito a que os governos não sejam formados pelos jogos partidários, mas que resultem da vontade expressa, maioritária, clara e inequívoca de todos os portugueses.”

O PSD – ou o CDS – é o “Partido dos Ricos” ?

alfaiateÉ praticamente impossível cruzar o Facebook de uma ponta a outra sem nos depararmos com lamentos perante este resultado eleitoral e pela afluência às urnas dos ricos e da classe média alta que elegeu os “bandidos”. Ora este tipo de discurso ainda parte daquela velha visão aparvalhada de quem imagina uma sociedade que vota nos partidos segundo o nível de rendimento, com o maior dos capitalistas a votar no CDS, num extremo e a plebe a votar no BE e no PCP, no outro.

Esta teoria teria desde logo como consequência mostrar ao país os magníficos índices de desenvolvimento social dos distritos a norte, como Braga, Bragança ou Vila Real, onde aparentemente a percentagem de pobres é bastante diminuta e a de ricos, em alguns conselhos, é avassaladora. Concelhos como Ponte de Lima, Valpaços ou Boticas deviam ser estudados a par de Hong Kong em matéria de desenvolvimento económico tal é, no ideal esquerdóide, a concentração de capital nestas áreas. Aos eleitores do BE só poderíamos apontar aquela grande fatia, na sua maior parte gente de classe média para cima, muito letrada e urbanizada, como possíveis sabotadores infiltrados.

É portanto um exercício de demagogia aparvalhada lançar a ideia de que no PSD e no CDS votam os ricos e que quem tráz a carteira mais leve vota à esquerda. Até porque quem se debruçar sobre os programas dos partidos à esquerda da coligação observará uma série de propostas para obras públicas, reforço da função pública, subsídios às artes e regulações económicas que pretender redistribuir o dinheiro de quem está na penúria – juntamente com uma série de privilégios – por secções da sociedade bem mais abastadas.

O real problema é que a alta burguesia que comanda a esquerda em Portugal nunca engoliu bem o facto de que o zé povinho não tenha absorvido a doce melodia dos amanhãs que cantam e teime em preterir os seus fiéis defensores a troco dos servos do grande capital. A este povo sereno falta-lhe valores revolucionários. Esses senhores que vêm o mundo dos seus gabinetes nas universidades, dos seus palcos culturais , entre outros nobres poleiros, não conseguem descodificar o que vai na cabeça da plebe. E entende-se o porquê: eles nunca o foram. Não é portanto estranho que à esquerda caviar irrite que essa gentalha de pé rapado, incapaz de interpretar um parágrafo de Marx , que enche concertos do Tony Carreira e vira costas à magnificência do cinema lusitano, vote de acordo com a sua vasta ignorância. É o socialismo snob pseudo-intelectual da capital que ainda há uns tempos lançou uma Jihad a um puto de 16 anos que fez pela vida, que troça da escolha de roupa de Passos Coelho e que já veio aqui defender que o povo era parvo porque via muitos American Pies. São estes os Revolucionários de ténis Lacoste.Como escrevi há uns tempos no Mises, estamos condenados a aturar o “maoista de rolex. Gente que afronta diariamente o modo de vida do mundo ocidental, com os seus supostos vícios, luxos e as suas injustiças, mas não dispensa um bom sapato de boutique italiana ou um voo de primeira classe para um show no Olympia em Paris.”

Felizmente para si, o povo terá sempre nestas figuras de alto garabito no mundo intelectual um guia para compreender o que é melhor para si, não vá pelo meio alguém descobrir que um foram um conservador autocrático alemão e um liberal inglês – um conde e um barão, respectivamente –  quem construiu as bases do Estado Social. Reza a lenda que se o país pacato que (sobre)vive na crise viesse a saber como vivem e falam as altas cúpulas do PSD/CDS – e arrisco dizer do arco da governação – a esquerda radical teria uma votação avassaladora. A mim parece-me mais correcto admitir que, descobrisse o país como se vive e fala nas cortes da esquerda caviar esta estaria há muito a debater-se com a extinção. Esses sim são pobres. De espírito.