Israel não é Politicamente Correcto

Sinal dos tempos este artigo no The Jerusalem Post: FRENCH GROUPS TO PROTEST NETANYAHU ATTENDANCE AT PARIS HOLOCAUST CEREMONY. Exemplo:

The president of the French Palestinian Solidarity Association (AFPS), Bertrand Heilbronn, dismissed the rationale behind Netanyahu’s attendance at the ceremony in a joint letter with French-Jewish historian Dominique Vidal.

“In what way does this event concern Israel? The state didn’t exist at the time [of the Holocaust]. Israel cannot present itself as the sole inheritor of the victims of the Holocaust,” the letter read.

“The head of the Israeli government, who is from the Right, the far-Right of Israel, has no place at the commemoration of the roundup at Vel’ D’Hiv,” concluded the letter.

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E para quem acha que este fenómeno é exclusivo de organizações radicais, aqui fica um artigo de opinião no “respeitável” e “centrista” New York Times: I’m Glad the Dyke March Banned Jewish Stars. Excerpto:

One of the women who was asked to leave the Dyke March, Eleanor Shoshany Anderson, couldn’t understand why she was kicked out of an event that billed itself as intersectional. “The Dyke March is supposed to be intersectional,” she said. “I don’t know why my identity is excluded from that. I felt that, as a Jew, I am not welcome here.”

She isn’t. Because though intersectionality cloaks itself in the garb of humanism, it takes a Manichaean view of life in which there can only be oppressors and oppressed. To be a Jewish dyke, let alone one who deigns to support Israel, is a categorical impossibility, oppressor and oppressed in the same person.

Sobre o progressismo e o politicamente correcto

Um excelente e instrutivo artigo do José Carlos Alexandre na Destreza das Dúvidas.

Doris Lessing escreveu algures que não terá sido uma coincidência o politicamente correcto ter surgido após a derrocada do comunismo. Muitos progressistas, activistas e pacifistas (zarolhos, porque só viam o perigo do “imperialismo americano”) viveram décadas a pregar “os amanhãs que cantam”. Só caíram na real quando o muro de Berlim lhes caiu literalmente em cima da cabeça e o admirável mundo comunista ficou à vista de todos. Deixou então de ser possível continuar a atribuir à propaganda reccionária do ocidente as histórias que ouvíamos sobre o gulag, as filas intermináveis nos supermercados dos países comunistas, as fugas para o lado de cá. Lembro-me de no liceu uma professora de geografia me ter dito com ar muito sério que, infelizmente, ninguém falava dos milhares que tentavam fugir do ocidente para os países comunistas. A cegueira ideológica tem destas coisas.