Stand-up Comedy: “O PS é o partido do bom senso, do equilíbrio e da estabilidade”

António Costa daria um bom comediante. Ontem no frente a frente com Assunção Cristas conseguiu afirmar sem se rir que “Há uma coisa que os portugueses sabem quanto ao PS desde que Mário Soares o fundou: é o partido do bom senso, do equilíbrio e da estabilidade“.

E que quereria António Costa dizer com esta afirmação? Ora vejamos:

Primeira Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 1977, Primeiro Ministro: Mário Soares, Partido Socialista

Segunda Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 1983, Primeiro Ministro: Mário Soares, Partido Socialista

Terceira Bancarrota de Portugal desde o 25 de Abril – 2011, Primeiro Ministro: José Sócrates, Partido Socialista

O legado do partido socialista em Portugal está mais do que assegurado.

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Um Problema de Falta de Crescimento

Quando António Costa e companhia dizem que Portugal está a crescer acima da média da união europeia, estão a omitir dois factos indissociáveis muito importantes:

  1. A média do crescimento da união europeia tem sido penalizada pelo desempenho fraco das grandes economias, especificamente da Alemanha, da França, do Reino Unido e da Itália – países que estão num campeonato acima de Portugal (fonte).
  2. Em relação ao conjunto dos 28 países que constituem a União Europeia (incluindo a Alemanha, França, Reino Unido e a Itália que têm um crescimento muito pequeno), Portugal regista apenas o 20ª lugar. Existem 19 países em 28 a crescer mais do que Portugal, sendo que essa lista de 19 países inclui países que estão no mesmo campeonato que Portugal. De facto, Portugal caminha para se tornar no quinto país mais pobre da União Europeia (fonte).

E o que prometia o PS em 2015? Que era possível crescer 2,6% ao ano…

Mesmo com a melhor conjuntura económica de que há memória (juros baixos, bom desempenho da economia mundial, boom do turismo, baixos preços do petróleo) e que não seria possível prever no plano macro-económico do PS de 2015, o PS apenas uma vez foi capaz de atingir o valor de 2,6%. De facto, o PS prepara-se para terminar a legislatura em 2019 a crescer apenas 1,7% (fonte), portanto um valor inferior ao crescimento registado pelo governo de Passos Coelho em 2015 de 1,8%.

Confrontemos o que o PS prometia no seu plano macro-económico em 2015 com a realidade:

Como se pode verificar no gráfico, não obstante uma conjuntura económica excepcional:

  1. Nem uma única vez o PS conseguiu atingir o crescimento previsto no plano macro-económico nos quatro anos em que governou o país.
  2. Não obstante toda a retórica da “devolução de rendimentos” e da “viragem da página da austeridade”, o PS irá acabar a legislatura em 2019 a crescer menos do que o governo de Pedro Passos Coelho em 2015.
  3. Ainda depois de todas as políticas da “devoluçaõ de rendimentos” e da “viragem da página da austeridade”, o PS irá terminar a legistatura com um crescimento do PIB igual ao do cenário base, isto é, o crescimento que o próprio PS previa para Portugal em 2019 caso a coligação Portugal à Frente estivesse no governo.

Só posso imaginar a frustração de António Costa e dos sábios economistas do PS que elaboraram o plano macro-económico. Certamente estarão a preparar um pedido de desculpas público, ou pelo menos a prepararem-se para reconhecer publicamente que erraram. Esperarei sentado.

O Partido Socialista é o Partido do Mundo Que Mais Acredita Que Os Portugueses Acreditam No Governo

No dia 25 de Junho, o jornal Público cometeu um erro amador, em que leu um estudo de forma contrária, e vem vez de noticiar que “Portugal é o terceiro país do mundo onde menos se acredita no Governo” noticiou erradamente que “Portugal é o terceiro país do mundo onde mais se acredita no Governo”, notícia essa que foi entretanto corrigida – ver aqui.

Essa versão inicial errada da notícia foi rapidamente difundida por vários meios de comunicação social e foi de logo aproveitada pelo partido socialista para efeitos de propaganda – o mesmo partido que anuncia desde 2016 a viragem da página da austeridade e que nos brinda com uma carga fiscal recorde. Pode-se ler no maravilhoso tweet do partido socialista, entretanto apagado, o seguinte:

Os portugueses são dos que mais acreditam na política. O estudo é da fundação dinamarquesa Aliança de Democracias que revela ainda que #Portugal é o 3º país do mundo onde os cidadãos sentem que a sua voz faz diferença.

E quer o PS policiar as fake news…

A imagem acima foi retirada daqui.

PS = Partido do Saque

Nunca a carga fiscal foi tão elevada em Portugal. Ainda assim, a geringonça em geral e o partido socialista em particular, estão sempre à procura de aumentar impostos existentes assim como estão sempre à procura de novos impostos. Afinal de contas, socialista que é socialista, procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista.

Na imagem abaixo, os contribuintes que foram brindados com o virar da página da austeridade, podem constatar em que consiste essa tal viragem.

Nunca satisteito, porém o partido socialista procura sempre novas maneiras de ir ao bolso do contribuinte. Como fica mal dizer “que se quer aumentar impostos”, a máquina de marketing do partido socialista prefere usar outro tipo de linguagem mais suave, por exemplo: “revisão dos benefícios fiscais“, “calibração do imposto“, “estudo do imposto“. Quando o caro leitor escutar este género de expressões, fique bem atento, porque lhe estão prestes a ir à carteira. Exemplo disso, é a intenção recente do Partido do Saque, para englobar mais rendimentos no IRS. O propósito é apenas um: aumentar os impostos. Estamos bem entregues, estamos…

O Que Seria Preciso Acontecer Em Portugal Para o PS Ter Um Mau Resultado Eleitoral?

Nas eleições legislativas de 2011, já depois do governo do PS na altura liderado por José Sócrates ter levado o país à bancarrota e ter feito um pedido de ajuda à troika, o PS obteve 28% dos votos dos Portugueses.

Vejamos os factos e acontecimentos abaixo e imaginemos como seria caso tivessem acontecido com um governo de direita:

  • 116 vítimas mortais em incêndios em 2017
  • Furto de material militar em Tancos
  • Portugal em vias de se tornar o quinto país mais pobre da União Europeia, devendo ser ultrapassado em 2019 pela Hungria e pela Polónia
  • Injecção recorde de dinheiros públicos em bancos
  • Carga fiscal em máximo históricos
  • Cativações do orçamento de estado em máximos históricos
  • Investimento público em mínimos históricos
  • Degradação generalizada dos serviços públicos
  • Número recorde de greves numa única legislatura
  • Nepotismo sem precedentes com mais de 40 familiares do PS nomeados para o governo

Interrogo-me eu: o que seria preciso acontecer em Portugal para o PS ter um mau resultado eleitoral?

 

A Teia da Família Socialista

Parece uma mapa estelar, mas o facto é que se torna cada vez mais complicado desenhar a teia da família socialista – cada vez maior e mais complexa.

Com os devidos créditos ao Alexandre Afonso, deixo aqui então o mapa da Teia da Família Socialista, que dada a sua extensão, só pode ser devidamente apreciado clicando na imagem e fazendo zoom.

Porreiro, pá.