Jorge Sampaio culpa a bala, mas esquece o gatilho

Jorge Sampaio pede o fim da austeridade. Chegou atrasado.

Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os planos de Sócrates para o TGV (só em estudos foram 300 milhões).
Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os excessos da Parque Escolar.
Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os excessos das PPP.
Eu pedi o fim da Austeridade quando ouvi os excessos de todo o estímulo Socialista.

Jorge Sampaio culpa a bala pelo disparo. Eu culpo o gatilho.

“A Parque Escolar foi uma festa” (2)

A empresa Parque Escolar acumulou 98 milhões de euros de dívidas a fornecedores, um atraso que a administração, empossada em Março, considera “crítico” num relatório em que assume ser incapaz de saldar facturas dentro do prazo previsto de 60 dias.

LEITURAS COMPLEMENTARES: Outros posts sobre a Parque Escolar

Parque Escolar: os factos

Artigo de Alexandre Homem Cristo no i

Ora, o PS negou a má gestão do programa de requalificação de escolas e negou a existência de luxos. Só que não lidou com os factos. Mistificou-os. Para os socialistas, ter candeeiros Siza Vieira não é um luxo, é querer o melhor para os alunos. Por isso, para eles, não houve desvios. Gastou-se apenas o necessário, e quem afirmar o contrário é inimigo da escola pública. Fica assim claro, para quem tivesse dúvidas, qual a razão para termos chegado ao estado a que chegámos.

Recomendo a leitura do artigo na integra

WOW (Parque Escolar é “bom exemplo”)

Audição parlamentar: Maria de Lurdes Rodrigues defende que Parque Escolar “é um exemplo de boa prática de gestão”.

 A ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera que os relatórios das auditorias da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) e do Tribunal de Contas (TC) são unânimes na constatação de que a Parque Escolar “é um exemplo de boa prática de gestão”.

Maria de Lurdes Rodrigues está a ser ouvida na comissão parlamentar de Educação por requerimento do PSD.

Tanto a IGF como o TC constataram que o programa de modernização dos estabelecimentos de ensino, lançado em 2007, ultrapassou largamente a estimativa inicial para 332 escolas, apesar de a execução do programa estar a pouco mais de metade.

A ex-ministra reconheceu que foi um programa caro mas, a propósito, lembrou o ditado popular “o que é barato, às vezes, sai caro”. Segundo Maria de Lurdes Rodrigues foi isso que “aconteceu às nossas escolas” nas intervenções anteriores à existência da Parque Escolar.

A empresa foi criado durante o mandato de Maria de Lurdes Rodrigues. Na sequência das auditorias da IGF e do TC, a comissão parlamentar já ouviu o ex-presidente da Parque Escolar, na semana passada. 

Na altura, Sintra Nunes admitiu que, logo a partir de 2009, quando arrancaram as obras das primeiras escolas “toda a gente percebeu” que não seria possível atingir o objectivo inicial do programa, a recuperação das 332 escolas. Hoje, questionada por deputados do PSD, Maria de Lurdes Rodrigues desmentiu, garantindo “que nunca ninguém tomou a decisão de retirar escolas” do programa de modernização lançado em 2007.

Se isto não é chamar os Portugueses de burros, então não sei o que será mais necessário.
Frases destas deveriam ter consequências…

Leituras adicionais: Pornográfico…, Uma história Portuguesa, Caso Geral: PS e o Estímulo