Portugal com o Quarto Pior Salário Médio na OCDE

Retirado daqui, podem constatar o salário médio anual para todos os países da OCDE.  Portugal, como sempre, está do lado errado do ranking – regista o quarto pior salário médio de todos os países da OCDE com um valor anual de 25,5 mil dólares (representado pela barra vermelha). Este valor contrasta com uma média de 46,6 mil dólares para toda a OCDE (representado pela barra azul). Recomenda-se que cliquem na imagem para poder ver melhor o gráfico.

Usando a mesma fonte, se analisarmos apenas os países da União Europeia, Portugal encontra-se na terceira pior posição como se pode observar no gráfico abaixo.

Por uma questão de melhor legibilidade, coloco aqui os valores também em forma de tabela.

Neste link, podem observar a evolução do salário médio anual nos diferentes países da OCDE desde 1990. A imagem abaixo refere-se à evolução, ou melhor – à estagnação – do salário médio anual em Portugal.

Nota: estes valores apresentados pela OCDE são todos apresentados em dólares constantes de 2016 e ajustados aà paridade do poder de compra (Purchasing Power Parities (PPPs)).

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Jornalismo de “qualidade”

O recente relatório da OCDE parece ter causado grande confusão, pelo menos, na classe jornalistica. Não sei se por dificuldade de interpretação, enviesamentos ideológicos ou preguiça para ler o que realmente lá estava escrito. Os destaques escolhidos pelo Público e pelo DN não podiam ser mais dispares:

Mas o que realmente diz a OCDE sobre o tema:

“The ability of the government to implement policies depends crucially on the skill of its civil servants.The urgent need to consolidate the fiscal position means that staff and wages are being substantially cut in tandem with increases in workload. Moreover, wages of high-skilled civil servants in the areas of law or economics were already significantly lower than in the private sector before the crisis whereas lower skilled workers are generally paid a premium relative to the private sector (Campos and Pereira, 2009).

The government‟s current room for manoeuvre is currently extremely constrained but in the medium term the wage schedule should be steepened and more flexible individual contracts for specialists introduced. Steepening the wage schedule would bring government sector pay more in line with that in the private sector thereby helping the government to continue to attract and maintain highly qualified staff.”