Ordem dos Nutricionistas on The Road to Serfdom

Depois da Guerra às Drogas aumentar o consumo de drogas, depois da Guerra ao Terror ter promovido o aumento do terror no ocidente, a Ordem dos Nutricionistas acha que é a hora da Guerra à Alimentação Desadequada.

Como sempre acontece nestas situações, 100% do tempo é passado a falar das intenções e 0% é passado a falar das políticas propostas, talvez por marketing, talvez por ignorância de que é sempre por aí que estas guerras tombam, ou talvez por má fé de já ter medidas preparadas mas não as quererem assumir publicamente.

logotipoVão-me ao bolso como a Sociedade Portuguesa de Autores no imposto sobre a pirataria, com uma nova taxa sobre produtos doces e calóricos para financiar o Sistema de Vigilância Nutricional (assim nascem as PIDEs deste mundo) e uma campanha de alimentação saudável anual, dentro e fora do SNS? Vão sugerir ao estado que no e-factura, se a factura incluir alimentos, que fique registado o detalhe do que foi comprado para posterior análise? Vão criar uma taxa especial “fiscalmente neutra” que sobrecarregue o preço de uns produtos para financiar o preço de outros – uma opção mais benéfica teoricamente, mas a pior de todas pela corrupção que certamente geraria? Que tipo de coordenação entre sectores do governo e a sociedade civil a FAO pretende instalar?

Deixem nos comentários como acham que este novo “direito” se vai tornar rapidamente em múltiplos deveres e impostos concretos.

E sobretudo tenham cuidado com a alimentação, mas por vocês. Sem o Nanny State a infringir nas vossas opções e na vossa carteira.

Segue abaixo o e-mail (negritos meus) que enviaram para o meu correio pessoal:

ORDEM DOS NUTRICIONISTAS E FAO POR UMA LEI DE BASES DO DIREITO À ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO ADEQUADAS EM PORTUGAL

No Dia Mundial da Alimentação, que se realiza já na próxima segunda-feira, 16 de outubro, a Ordem dos Nutricionistas e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) vão defender a criação de uma lei de bases que materialize os compromissos internacionais assumidos por Portugal quanto á promoção e proteção da alimentação e da nutrição adequadas como direito humano fundamental.

“Em Portugal, ainda assistimos a mais de 20% da população sem acesso a alimentos adequados, ao mesmo tempo que doenças crónicas como a hipertensão ou as diabetes são as ‘epidemias’ do século. Por isso, é fundamental trabalharmos na materialização de uma lei de bases deste direito humano”, salienta Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

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