Venezuela assume-se

Venezuela de Maduro assume ser uma ditadura, no Globo:

Intervenção do Judiciário, aliado do presidente, na Assembleia Nacional configura grave ruptura constitucional e golpe de Estado.

Não se esperam comentários de Mariana Mortágua e Catarina Martins.

 

26 Manifestações em Caracas na “Mãe de Todas as Marchas”

Se ouvirem a peça da EuroNews, ficam a saber que na “Mãe de todas as Marchas” houve manifestações nas principais cidades Venezuelanas e que só na capital houve 26 pontos de partida que depois confluíram no centro da cidade onde uma massa humana de várias dezenas de milhar exigiram eleições antecipadas. Já na CBS Miami podem ouvir sobre os protestos de venezuelanos em Miami em solidariedade com os compatriotas, explicando aos repórteres os motivos de tal protesto. Já neste artigo da Globo podem ler os protagonistas e as causas da crise (incluindo o “desabastecimento”).

Reações em Portugal: na imprensa, foca-se a morte dos manifestantes. Suponho que para que os leitores/ouvintes depois tolerem melhor a repressão das GNB, MNB e FAB quando esta se intensificar; nos partidos à esquerda, PCP lidera a revolta contra a intromissão imperialista (ler original), enquanto o Bloco faz um relato desapaixonado e rigoroso do PREC Venezuelano como se achasse este tipo de acontecimentos normais e banais.

A sério, em que tipo de país é que eu vivo!

No Hay Comida

(imagem de Maio de 2016, em protestos contra as filas em Caracas)

 

Solidariedade Com A Venezuela Bolivariana

PCP_LogoTranscrevo aqui a nota de imprensa do PCP publicada hoje sobre a derrota esmagadora do Partido Socialista Unido na Venezuela:

Tendo-se realizado as eleições legislativas na República Bolivariana da Venezuela, onde após 17 anos (e 18 actos eleitorais em que foram derrotadas) as forças contra-revolucionárias alcançaram a maioria dos lugares no parlamento, o PCP expressa a sua solidariedade às forças reunidas no Grande Pólo Patriótico e, nomeadamente, ao Partido Socialista Unido da Venezuela e ao Partido Comunista da Venezuela, com a confiança de que as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas encontrarão as soluções que defendam o processo revolucionário bolivariano e as suas históricas conquistas que tão importante repercussão têm tido na América Latina.

O PCP salienta que estas eleições se realizaram no contexto de uma conjuntura económica particularmente desfavorável em resultado da baixa do preço do petróleo e no quadro de grandes operações de desestabilização e boicote económico dos sectores mais reaccionários venezuelanos articuladas com a ingerência do imperialismo contra a Revolução Bolivariana.

O PCP alerta para a tentativa do imperialismo utilizar os desfavoráveis resultados eleitorais na Venezuela para intensificar o seu combate aos processos de soberania e progresso social que tem subtraído o continente latino-americano ao seu domínio e apela à solidariedade com os povos e as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas e de toda a América Latina.

Convém recordar que o PCP é um dos partidos que faz parte da Frente de Esquerda liderada por António Costa.

Entretanto No Paraíso Socialista Venezuelano

venezuelaNa Venezuela, pela primeira vez ao fim de 16 anos, a oposição obtem uma maioria parlamentar: 99 lugares da Mesa da Unidade Democrática contra 46 do Partido Socialista Unido de Nicolás Maduro. O partido da oposição poderá ainda alcançar uma maioria parlamentar de dois terços, o que lhe permitirá rever a constituição (fonte)

E qual a justificação de Nicolás Maduro para esta derrota?

O sucessor de Hugo Chávez responsabilizou os líderes empresariais e outros opositores de sabotarem a economia levando à derrota nas eleições. “A guerra económica triunfou hoje”.

Acrescentou ainda que “na Venezuela não triunfou a oposição”, triunfou “um plano contrarrevolucionário para desmantelar o Estado social-democrático de justiça e de direitos”, vincou.

Os líderes socialistas conseguem de facto ser muito engraçados. Deve ser da sua costela Groucho-Marxista.

Empresas Estratégicas

Venezuela O governo de Nicolás Maduro na Venezuela assumiu o controlo de uma cadeia privada de supermercados. Directores e executivos da empresa Dia a Dia foram presos sob acusações de “desestabilizar a economia”. Maduro afirmou ainda que a empresa em causa estava “a fazer guerra conta a população” – afinal de contas, não se consegue sobreviver sem comer.

Leitura complementarVenezuela ativa «comando popular militar» contra «guerra económica»