Não TAP Os Olhos

Ora bem. Num ano em que a TAP – uma empresa em que eu sou obrigado a ser accionista (como todos os Portugueses) – teve um prejuízo recorde de 118 milhões de euros, esta decidiu distribuir 1,171 milhões de euros de bónus por 180 pessoas (fonte e fonte).

Acresce a curiosidade da mulher de Fernando Medina, Stéphanie Sá Silva, que tendo trabalhado apenas oito meses na TAP em 2018, foi a única pessoa do departamento jurídico a ser contemplada com um bónus, cujo valor foi de 17.800 euros. (fonte). Stéphanie Sá Silva tem ainda a particularidade de ser filha de Jaime Silva, ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas durante o primeiro Governo de José Sócrates (fonte).

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E agora, Tapados?

Havia recentemente (ainda há?) uma associação chamada “Não Tap os olhos“.
Segundo a sua declaração de princípios, “é uma necessidade ter uma companhia que assegure a proximidade entre continente e regiões autónomas“.

Isto é um disparate tão grande, que é inacreditável que pessoas adultas e, por vezes, bem sucedidas nas suas profissões defendam um disparate destes (mais um caso de racionalidade irracional, por certo).

Como provar o erro da frase a negrito? Simplesmente abrir o mercado e deixá-lo funcionar. Bem, foi precisamente isso que os Açores fizeram. O resultado?
Continentais só estavam à espera das low cost para viajarem até aos Açores.

Açores