Bruxelas desagradada com aumento do salário mínimo

No Expresso

A Comissão Europeia está cada vez mais desconfortável com os sinais de que o Governo português possa estar a fazer marcha-atrás em relação a algumas das medidas mais impopulares adotadas durante a implementação do programa de ajustamento.(…)

As preocupações de Bruxelas vão, no entanto, muito mais longe do que o impacto direto e negativo que a medida pode ter nos ganhos de competitividade da economia nacional obtidos com o programa de ajustamento. Ao aumentar agora o salário mínimo, a Comissão entende que Portugal envia um sinal errado em relação ao compromisso do Governo de manter as reformas estruturais com que se comprometeu durante os três anos em que a troika esteve presente em Portugal.

Duas enormes falácias numa curta frase

Sérgio Lavos no Arrastão

Está a ser conseguido um dos objectivos deste Governo: destruir o Estado Social (e, recorde-se, sem que o défice seja reduzido).”

A primeira. Infelizmente, contrariamente ao que o Ségio Lavos afirma, até agora não notei que o presente governo tivesse infligido grandes danos ao estado social. Na maior parte dos casos fizeram-se pequenos ajustes para aproximar as despesas das receitas. (Não sei se sabem mas é conveniente que as contas sejam pagas a tempo e horas)

A segunda. Não sei onde o Sérgio Lavos foi buscar a ideia que o défice orçamental não está a ser reduzid. Em 2010 foi de 9.1% e em 2011 de 4.2% (7.3% sem medidas extraordinárias). O que está em causa é o cumprimento das metas acordadas para 2012 e não propriamente uma redução do défice. O Sérgio Lavos parece estar a dizer que a austeridade não está a ter qualquer efeito. Muito pelo contrário. Sem as medidas tomadas para conter o défice público este seria bastante superior. E sem o acordo que nos deu acesso ao financiamento externo onde iriamos nós buscar o crédito para sustentar o défice?