A destruição da Educação em Portugal por Crato – mea culpa dum cúmplice

Penso que é isto que se chama de fake news e que toda a gente quer deixar que exista para bem do esclarecimento geral do povo:

Portugal teve os melhores resultados de sempre nos testes PISA [2015], da OCDE, chegando aos 501 pontos em Literacia Científica, 498 em Leitura e 492 na Matemática

É que eu quero deixar claro que acho muito bem que seja declarado “fake news” e censurado de tudo o que é meio de comunicação. Porque como toda a gente sabe estes resultados que avaliam os nossos alunos do ano de 2015 só podem ser falsos: Portugal de 2011 a 2015 teve um governo com um ministro da educação, Nuno Lúcifer Crato, cujo único objectivo foi destruir o sistema educativo e implantar coisas más como a pobreza, a ignorância e o fasssssssismo em geral.

Que agora venha uma organização de meia-leca como a OCDE branquear e normalizar essa incarnação do Mal é um perigo para as democracias e para o Bem. Diga-se, felizmente!, que o actual ministro da Educação, uma pessoa incapaz de sentir o mal o que demonstrou pela forma abnegada e desinteressada com que se opôs às maldades de Nuno Crato, já tratou de reverter de forma urgente e inapelável as principais reformas curriculares e de examinação dos nossos tão maltratados alunos. Pelo meio conseguiu também fazer quebras estatísticas de décadas ao mexer nos anos em que se fazem provas de aferição – e assim garante que só mesmo organizações de interesses internacionais como a OCDE podem manter avaliações do sistema ao longo do tempo. É certo que se perdeu um interventivo líder sindical, mas ganhou-se um ministro sem máculas. E afinal quem é que precisa de um líder sindical interventivo quando o tem a ministro e portanto se acabou a práctica do mal sobre o sistema educativo?

Fui durante os quatro anos do consulado de Crato defensor e porta-voz no Parlamento das reformas e do trabalho deste Lúcifer. Devo hoje um pedido de desculpas a todos (e a todas, e a todes e a t@d@s) os portugueses: fi-lo sempre por estar vendido a interesses do Mal em particular e do neo-liberalismo fassssista em geral. Como aqui se vê, a preocupação última era a qualidade do sistema ou sequer o sucesso dos alunos. Fica, tardiamente, a minha confissão e o meu arrependimento.

CONFITEOR Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Ioanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, et omnibus Sanctis, quia peccavi nimis cogitatione, verbo et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, et omnes Sanctos, orare pro me ad Dominum Deum nostrum. Amen.

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Salvas! Mário Nogueira está vivo!

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Não é só Pedro Dias que está a monte, o soviet Mário Nogueira também tem andado desaparecido. Para sorte dele, não tem a polícia atrás. Para azar o nosso, tem a política educativa como refém.

Consta que Mário Nogueira terá escrito um artigo, atestando assim que continua vivo, embora a monte. Suspeitei. Nos tempos que correm torna-se difícil aferir a verdadeira autoria do que por aí aparece. Mas fiquei assegurado quando li «os cretinos da direita». Aqui estava o traço distintivo de Mário Nogueira: outrora (faz 27 anos) professou na escola, representa os professores do sistema educativo, manieta o ministro da coisa, mas educação foi coisa que nunca recebeu.

Acrescenta depois que o actual ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, «já recebeu mais vezes a Fenprof do que Crato em todo o mandato». Disso não tenho dúvidas. Por muito que o email e o telemóvel estejam em voga, há ordens e instruções que têm mesmo de ser passadas em pessoa. No fundo, é uma visita de manutenção ao titereiro, que isto de andar a encobrir pseudo-licenciados desgasta.

Depois afirma que a Fenprof «não baixou a guarda». Tirando as manifestações que organizava dia sim, dia sim; as greves e concentrações; o entupimento dos media e as constantes queixas e queixumes, denúncias e demonstrações claras da austeridade neoliberal que mata, o ensino português tornou-se num exemplo a seguir. Ou isso, ou a Fenprof baixou a guarda a troco de umas concessões dos transportes dadas ao PCP. O intersindicalismo vende-se por pouco, especialmente aquele que tem como principal objectivo tornar isto numa pocilga comunista.

Finalmente, Mário Nogueira garante que, pese embora o excelente trabalho desempenhado, «existem problemas de enorme importância que urgem ser resolvidos». Nisso estamos de acordo. Um deles é a total subserviência do ministério da educação. Outro é o próprio ministério da educação. E o mais grave de todos é a Fenprof, que mantém a política educativa refém de um projecto soviético, liderada por alguém que entra em sabática a mando do PCP.

#NogueiraBem

Vejo muita gente indignada por Mário Nogueira ainda não ter saltado à jugular de António costa quando o fez perante iguais declarações de Passos Coelho sobre as – aliás, evidentes – oportunidades no estrangeiro para os professores que cá não obtêm colocação.

Queria defender aqui um pouco o nosso ministro da educação: Mário Nogueira sabe comportar-se com lisura política. Discordará em privado e di-lo-á ao seu líder, mas não fará em público a desfeita de atacar o seu primeiro-ministro. É o que se espera dum soldado disciplinado.

Professores milionários na Coreia do Sul

In education-crazy South Korea, top teachers become multimillionaires:

In this education-obsessed country, Cha is a top-ranked math teacher. But he doesn’t teach in a school. He runs an online “hagwon” — or cram school — called SevenEdu that focuses entirely on preparing students to take the college entrance exam in mathematics.

Here, teaching pays: Cha said he earned a cool $8 million last year.

Vivendo eu num país com uma visão socialista da Educação, onde este é o pensamento dominante entre a classe, é refrescante saber como em outros pontos do mundo há visões novas e refrescantes sobre uma área tão importante para qualquer país.

Mário Nogueira no seu melhor

Sintomático do estado do país. Mário Nogueira é inimputável, inatacável, apoiado por inúmeras figuras do regime, do poder político (nacional e local) ao escrito. Diz os disparates que quer e nada. Defende a Revolução Bolivariana e nada. Insulta todos e nada. Manipula influências e nada. Enquanto não se desfizerem estes centros de poder, a Educação continuará no actual caminho de perda contínua de qualidade e o futuro do país é que está em causa. O verdadeiro Ministro da Educação é o líder da FenProf, e ele terá que ser substituído por alguém de ideologia muito diferente, ou o caminho está traçado.

Mário Nogueira fala de si na 3ª pessoa?

Aparentemente sim. Reparem o que ele diz sobre o deputado e presidente da JSD Hugo Soares, que é genericamente o seguinte: Eu sei que ele tem dificuldade em perceber isso, pois ele nunca fez nada em que enfrentasse as dificuldades da vida e ganha cerca de 3.000 Euros. Agora está ali instalado e quer saber quanto os outros ganham, o que quer dizer que tem défice de democracia. Se um dia obtivesse um emprego e soubesse o que era a vida, era capaz de não ser mau…

Creio que ele falava do Presidente da JSD porque falou em juventude, o que ele próprio claramente não é. Mas quanto a viver numa redoma livre de qualquer risco, ganhar 3.000 Euros, não ter sentido democrático e ter dificuldade em perceber o mundo que o rodeia, creio que estamos falados…

PS: estive sem ver televisão uns dias e esta escapou-me na altura. Peço desculpa por a notícia já ter uns dias.

Mário Nogueira, o Zelota da “Igualdade”

Função Pública exige o mesmo tratamento dos professores.

Excerto:

A Frente Sindical da Administração Pública (Fesap) vai exigir ao Governo abertura para alterar as propostas relativas à mobilidade especial e ao horário de trabalho para os trabalhadores das carreiras gerais e especiais, tal como aconteceu com os professores.
“Congratulamo-nos com as cedências do Governo na negociação com os sindicatos dos professores, mas esperamos igual abertura para tratar os trabalhadores do regime geral e das restantes carreiras especiais da mesma forma”, disse ao Económico José Abraão, da Fesap.
(…)
“Não queremos acreditar que o Governo se assume forte com os fracos e fraco com os fortes”, disse ainda o dirigente da Fesap.
José Abraão lembrou ainda que também na negociação com os sindicatos dos médicos, o Governo cedeu, ao aumentar o horário para as 40 horas, mas com o devido pagamento salarial.

Naturalmente, a Fesap tem razão: ou é para todos, ou não é para ninguém.

Depois leio também este comentário na notícia:

Os Privados exigem o mesmo tratamento dos funcionários públicos!

O comentador no Diário Económico também tem razão: ou é para todos, ou não é para ninguém.

Depois deste episódio, ficam as seguintes questões:

  1. Quando a questão era a Igualdade, aquando do acórdão do Tribunal Constitucional, o sr. Mário Nogueira era dos seus maiores defensores.
    Ele sempre foi hipócrita ou é algo mais recente?
  2. Em relação à Igualdade, agora que é evidente que é contra esta na prática, ainda a defende na teoria?
  3. O que é que faz com que os professores mereçam tratamento especial quer entre os cidadãos em geral, quer entre os funcionários públicos em particular? Há algum racional pensado e estruturado para justificar tal tratamento preferencial?
  4. De todas as profissões em Portugal, é a de professor aquela em que se têm piores condições? Nenhuma outra profissão mereceria mais atenção por parte do governo?
  5. Quanto custa e quem paga este direito excepcional dos professores? Ou essas são questões demasiado terrenas para quem se dedica a questões “de princípio”?
  6. Se a profissão tem especificidades, porque é que as mesmas especificidades não se aplicam aos professores do privado?

A questão 3 (justificação para a excepcionalidade), 4 (exemplos de outras), 5 (contas) e 6 (professores de 1ª e de 2ª) eu gostava de ver respondidas.
As outras são opcionais e exigem uma frontalidade e uma fortaleza (no sentido cristão) de espírito que não estou à espera por parte da personagem. Mas pode ser que alguém saiba as respostas…