Trump & Melania – Versão Tuga

O Presidente Populista, que adora e é adorado pelo povo comum, distribuindo beijos e abraços, sorrindo, e sendo ovacionado pelas ruas. A mulher apreciada pelo povo, bonita mas não oferecida, com boa imagem projeção nos media. Uma união que projecta a carreira dela e valoriza a imagem dele.

A América tem o Presidente populista casado com a modelo Melania.
Portugal tem o Presidente populista amigado com a super Cristina.
Pela minha parte, de empreendedor para empreendedor, Parabéns Cristina!
Quanto a Marcelo: critique menos Trump. Ou então distancie-se. Consistência, pf.

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Tudo está bem quando acaba bem!

A chuva fez o que o governo não fez e apagou os fogos (e ainda bem!).
A ministra Constança já foi libertada e pôde regressar à vida universitária.
António Costa já pediu desculpas pela frieza calculista desta semana.
O Público, a RTP e outros Legacy media já demonizaram a manif em Lisboa.
(“centenas” em vez de milhares, foco num provocador, foto de um canto,…)
Em Coimbra nem sequer foi aceite a proposta de manif pela Câmara local.
Ainda assim, acontecem e juntam milhares por todo o país (inc Coimbra).
Rui Rio e Santana Lopes já provaram que são bons… meninos do coro.
Marcelo já perdoou tudo a todos, sigam os Pactos de Regime.

Self Control

Depois de mais uma semana neste Oásis cor-de-rosa em que, após época de incêndios mais mortífera, armamento não desaparecido que apareceuambulâncias de emergência paradas (quantos morreram?), e mentiras nas listas de espera que fariam oscilar qualquer governo de direita, produzir apenas um hmpf só há uma atitude possível.

E agora, Marcelo?

Presidente da República prepara dissolução da Assembleia da República e queda do Governo: “(…) o País assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o País vive.
Refiro-me a sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições, em geral. Dispenso-me de os mencionar um a um, pois são do conhecimento do País.
A sucessão negativa desses acontecimentos impôs uma avaliação de conjunto, e não apenas de cada acontecimento isoladamente. Foi essa sucessão que criou uma grave crise de credibilidade do Governo (…)”

10 de Dezembro de 2004

marcelo-rebelo-de-sousaPara quando, Marcelo?
Só quando o povo parar de abraçar?

Finalmente Encontrada a Solução Contra o Terrorismo

Regogizemos todos pela perspicácia e sabedoria do nosso presidente da república – o ilustre professor Marcelo Rebelo de Sousa –  que ao fim de tantos anos com a ameaça terrorista a pairar no ar, conseguiu finalmente descobrir a solução para este problema. Solução essa que esteve sempre à frente dos nossos olhos, mas que ninguém até hoje foi capaz de discernir. E qual é essa solução para esse problema tão complexo? Afirma então o presidente da república:

“Eu sou um defendor de que se ganha essa guerra [contra terrorismo] no plano cultural.  A segurança é muito importante, mas não se ganha só com a segurança. Ganha-se com a afirmação dos nossos valores.

OK – a chave para derrotar o terrorismo é levar a batalha para o plano cultural com a afirmação dos nossos valores. Fantástico! Muito Obrigado, Marcelo!

Não em meu nome, obrigado

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Créditos: Vítor Cunha, Blasfémias; e Marcelo Rebelo de Sousa, que se presta a isto.

Em meu nome, e em nome dos restantes indivíduos que têm o azar de serem pastoreados pelo hiperactivo animador da república, Marcelo Rebelo de Sousa, no fundo um Tino de Rans com uma cátedra e um apelido a conferirem patine, felicitou Cuba pelo 58º aniversário da revolução.

Não, obrigado. Agradeço o gesto de simpatia, mas eu não me junto ao coro que felicita um regime ditatorial. E não, acabar com uma ditadura para a substituir por outra não iliba o actual regime. Como tal, agradecia que, em vezes futuras, o sr Presidente endereçasse os seus cumprimentos, as suas missivas ou condolências a ditadores e ditaduras em nome pessoal. É que nem sequer votei em si — decisão que se afigura cada vez mais ajuizada.

Isto da maioria escolher o Marcelo devia ser proibido

 Uma catrefada de décadas volvidas desde o fim da ditadura e uma determinada franja da sociedade portuguesa ainda convive bastante mal com esta modernice da democracia em que a maioria de um povo de chinelo de dedo, pouco letrado nos amanhãs que cantam nos saraus culturais da esquerda, escolhe um bandameco qualquer à revelia da cartilha agendada pelo determinismo histórico. E não há certamente justiça no mundo em ter que levar com tal sujeito se este não for, é claro, amigo do povo, povo este que nele votou mas que, por inconsciência de classe ou réstias de álcool da noitada de Sábado, está em absoluto alienado da sua vil agenda.

Em todo o acto eleitoral que não corre a preceito às supostas vanguardas da classe operária somos condenados a um tamanho chinfrim em loop nos dias seguintes que, a prazo, aquela “música” do Michel Telló até ameaça começar a soar bem. Não que a música campanha a dentro já não fosse de péssimo gosto e tom. Ora pois o candidato da burguesia vermelha ou é um homem de grande porte cultural, um intelectual ou tem-los lá a todos à volta, não vá deixar de cair um subsídio e aquele filme experimentalista acerca a epopeia do ser ou aquela exposição sobre o olho do cú correm o risco de não sair do papel a fim de deliciar o itenerário artístico do cidadão comum.

Marcelo não é dessa laia. É filho de fáxista e logo fascista por hereditariedade – o que me leva a questionar se às filhas de terroristas que se sentam em S. Bento também pesa esssa herança. Depois ri-se muito, é popularucho e gosta de opinar sobre o mundo. Diz-se por aí que é professor catedrático mas o boato em questão não vem pesar na dúvida em relação à intelectualidade do homem.

E se Marcelo é o Sol – essa estrela burguesa que alimenta os sunsets dos betinhos da Foz – Sampaio da Nóvoa é o LUAR – e qualquer filme sobre organizações terroristas pode ser esclarecedor neste ponto. É uma calúnia isto que andam da dizer da sua formação, visto que como especialista em teatro é um grande político. Um homem do povo que é tão do povo que aufere mais de uma dezena de multiplos do rendimento médio deste. Tem ainda na sua corte figuras cujo conhecimento poderia em muito enriquecer a politica portuguesa como Rosa Mota ou Pilar Del Rio. Não digo Vasco Lourenço pois o instinto golpista que revela a cada intervenção – e o que se quero num país terceiromundista como o nosso são homens de farda a ameaçar correr com a politicagem – uma honesta vontade em mudar este terrível estado de coisas e retornar o país à paz de calmaria daqueles 2 anos do PREC.

As presidenciais acabaram e agora o tempo, antes de ser de consensos, será de amuo generalizado. Mas não digo da generalidade dos portugueses, pois estes fizeram vingar a sua escolha.

O povo, enganado como sempre, preferiu o primeiro. Agora o choro é livre.

 

 

Em que acredita Marcelo?

marcelo

Descortinar as convicções de Marcelo é uma tarefa homérica. Fã convicto do Braga? Sem dúvida. Mas o importante é o fair play, é saber perder e saber ganhar, e, portanto, também simpatiza com o Benfica, com o Sporting, com o Porto e com o Plácido de Castro Futebol Club, dínamo do futebol regional brasileiro. Simpatizar com todos é a garantia de que não antipatiza com ninguém. E porque por lá pode estar um português emigrado. E um emigrado é um voto.

O atum podre e azedo que Marcelo almoçou? Uma iguaria. A culpa não era do cozinheiro ou do restaurante. Esses levam um 13 pelo esforço. Afinal, era um atum audaz, vivo, que poderia ser servido na Festa do Avante, onde Marcelo gosta de ir. Ou diz que gosta, pois nem ele sabe bem. O atum leva um 16, não obstante estar podre e putrefacto. Fado? Por certo, intercalado com grunge e death metal, que no fundo é tudo bom. Marcelo gosta de tudo. O importante é emitir sons, que são, mesmo que desafinados, sinfonias ao ouvido atento do Prof Marcelo, e que merecem um 12 por acertarem em duas notas da escala. Eclético, portanto.

Devoto católico? Claro que sim. Com as devidas cláusulas de excepção que lhe permitem colher apoios entre laicos, jacobinos, republicanos e fãs da IVG. Despenalização sim, liberalização não, o aborto é mau, não pode e não deve ser feito, mas se o for não há inconveniente. Posição sobre esta indefinição política? Marcelo empossaria Costa. Depois de empossar Passos. E Marcelo empossaria Catarina se ela assim o exigisse. Que ninguém fique apoquentado com Marcelo.

Uma zona cinzenta sem espaço para qualquer cor é a garantia que os fãs do azul ou do vermelho não se ofendem. O problema de querer agradar a todos é que, no final do dia, não somos detestados por ninguém, mas também não somos dignos de colher admiração. Admirados porquê ou por quem? Excepto por um exército que amoebas que partilha a ideia de que as convicções servem apenas os dogmáticos, e que eles se mantêm acima de qualquer ideologia. E mesmo esses não admiram, apenas não detestam, que as amoebas não servem qualquer propósito.

Marcelo é tudo isto. E isto não é absolutamente nada. E o nada é, por muito que custe a Marcelo, nada.