Trump & Coreia do Norte – Como

Há muito ruído nos legacy media nacionais e internacionais sobre a relação EUA-Coreia do Norte (enfim) nas últimas semanas. De todas as explicações que tenho ouvido, creio que esta é a melhor na explicação do comportamento de Trump e do Rex Tillerson, pelo habitualmente correcto Scott Adams:

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Liberalização: um PREC em França?

formacao-da-espinha-dorsal-1Após esta noite eleitoral, parecem ter saído 3 partidos a prepararem-se para repartir o parlamento daqui a pouco mais de um mês: Em Marcha (que vai engolir parte significativa do PSF), Republicanos e Frente Nacional.
Resulta deste novo desenho que dos três principais partidos, a Esquerda no poder vai ser pró-UE, pró-Liberalização, pré-desregulação e pró-Elites… enquanto que a extrema-direita será pró-saída do Euro, pró-regulamentação e tarifas e pró-Rust Belt. Não é por acaso que Le Pen cativou na 2ª volta muitos votos de Mélenchon.
A confirmar-se, esta transição será uma verdadeira revolução no mainstream político, que poderá obrigar os legacy media (imprensa e televisão) a redefinirem ou os seus valores ou o seu alinhamento político.
Querem ver trapezistas sem espinha dorsal? Peguem em pipocas.

Quando ganha o Media Darling tudo é diferente…

Não ligo muito à França e portanto as eleições presidenciais naquele país passaram-me um pouco ao lado, mas há algumas lições a reter sobre os media internacionais:

  1. Como o Media Darling era homem e a opositora era mulher, nesta eleições não houve nem Sexismo nem Misoginia, ao contrário das eleições americanas, em que estes foram graves problemas que obviamente decidiram a eleição;
  2. Nas eleições americanas, houve intervenção externa (nunca provada), nas eleições europeias, os parceiros europeus não costumam apoiar, nestas eleições houve apoios quer americanos quer europeus. Sem qualquer reação claro.
  3. Ganhou um banqueiro, logo da banca de investimento, tanto diabolizada pelos membros da legacy media (imprensa e televisão). Macron, Make Banking Great Again!
  4. Os legacy media agem cada vez mais em bloco. Um fenómeno cada vez mais dominante quer na França, quer na América, quer em Portugal – onde reina a paz social perante as maiores asneiras por parte do PS. O 4º poder é cada vez mais organizado: quem os beneficiar tem um apoio maior do que o imaginado por Emídio Rangel; quem se opuser…
  5. Como os legacy media os protegem, os Media Darling sentem-se seguros e invulneráveis. Resultado: cada vez serão mais frequentemente vítimas de Leaks na WikiLeaks.

Os media sempre foram inclinados, mas estão cada vez mais inclinados. A política é uma derivada da cultura e esta evolução da cultura dos media é bastante preocupante.