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António Costa sobre José Sócrates: “Tenho a certeza de que no PS as pessoas não conheciam os factos que têm vindo a público.”

 

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José Sócrates e o PS: Recordar É Viver

27 de Março de 2011. Dias antes de Portugal pedir ajuda internacional à Troika (no dia 06 de Abril de 2011), José Sócrates era eleito secretário-geral do PS com 93,3% –  noventa e três vírgula três por cento – dos votos no congresso do partido (fonte).

Uns meses mais tarde, nas eleições legislativas que tiveram lugar a 05 de Junho de 2011, já depois do pedido de ajuda internacional, o PS então liderado por José Sócrates obteve 28,06% dos votos. Vale a pena parar e reflectir por um momento, em como é que cerca de 1 em cada 3 eleitores votaram na mesma pessoa que praticamente duplicou a dívida pública entre  2005 e 2011 (em percentagem do PIB) e que deixou Portugal à beira da bancarrota (ou como disse o então Ministro das Finanças Teixeira dos Santos,  com dinheiro apenas para efectuar pagamentos até Maio de 2011 – fonte).

Abaixo, alguns vídeos recomendados para o dia de hoje.

António Costa: Uma Análise Comparativa

antonioSão inúmeras as comparações que se vêm fazendo acerca da ascensão de António Costa, porque o povo é criativo e a ternura da arte e das letras tem-se feito bom desafogo para os males da vida. E certamente dói na existência assistir a tal figura ocupando o ofício chave da nação, na bonita ironia de ver o bobo da corte fantasiar o ministério numa corte de bobos.

Haverá quem o compare a um pirómano que, qual Nero, lançará o país nas chamas, dispenso provavelmente a harpa, pois não se lhe conhecem talentos nem dotes culturais e convenhamos que música ao povo já ele deu em demasiada. Mais ainda que esta comparação é injusta, pois o mundo é um lugar taciturno para os sonhadores e rapidamente – como com Tsipras – se faria à força do pirómano bombeiro. Bruxelas, qual pai severo e rigoroso, a bem do filho prontamente o colocaria na ordem, que o estudo é muito bonito e forma os homens para vida, que aquelas saídas ao Sábado são para acabar e que aquela moça que teima em frequentar a casa que nem uma arrendatária por caridade olha muito de esguelha e, já diziam os antigos, quem olha de esguelha não é de fiar.

Há também quem compare o ofício do ministério, com Costa, ao de uma mulher de má vida, pelo que terei, mais uma vez, que rebater o argumento, não por salvaguarda do próprio, mas por respeito a uma profissão que – salvo a condenação eterna por encomenda de algumas almas mais beatas – guarda mais respeito que o mesmo. E mais inadequada se põe esta analogia do ministério como bordel, quando temos em conta que é a raison d’etre deste deixar satisfação nos seus fregueses, que entram de calças na mão, satisfeitos à saída. Já o bordel do ministério de esquerda, como o quereis pintar, seria o imediato oposto, com o povo – ou parte dele – podendo até entrar satisfeito, mas saindo por certo com as calças na mão – sobrando em comum apenas os bolsos vazios.

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