Jerónimo de Sousa, o Novo Rico

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Agradecemos ao nosso leitor MFA (Manuel Folque Antunes) o grafismo. Está excelente.

Quanto a Jerónimo, no fundo é apenas mais um “artista”. Apenas mais hipócrita.

Nota: para quem ler isto depois de 2019, aconselho: PCP, Sábado, Ana Leal com provas.

O Grande Derrotado

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Perde as Câmaras de:

  1. Almada (!)
  2. Alandroal
  3. Alcochete
  4. Barrancos
  5. Barreiro
  6. Beja
  7. Castro Verde
  8. Constância
  9. Moura
  10. Peniche

Caríssimo Jerónimo,
Num governo de coligação, o partido pequeno tende a perder para o grande, pois as populações preferem sempre o original à cópia. Se o PCP se vendeu ao poder e assume as políticas hoje colocadas em prática pelo Partido Socialista, então para quê votar PC?
Mereceu. E ficará para a história como o Secretário Geral que entregou mais câmaras ao centrão.
Durma bem.

Pela minha parte fico satisfeito: sempre é uma viragem à direita e, se outras câmaras no Alentejo são algum indicador, este é o 1º passo para virem a votar PSD dentro de alguns ciclos eleitorais. Já era tempo de o PC perder força nas autarquias. Finalmente!

António Costa: Uma Análise Comparativa

antonioSão inúmeras as comparações que se vêm fazendo acerca da ascensão de António Costa, porque o povo é criativo e a ternura da arte e das letras tem-se feito bom desafogo para os males da vida. E certamente dói na existência assistir a tal figura ocupando o ofício chave da nação, na bonita ironia de ver o bobo da corte fantasiar o ministério numa corte de bobos.

Haverá quem o compare a um pirómano que, qual Nero, lançará o país nas chamas, dispenso provavelmente a harpa, pois não se lhe conhecem talentos nem dotes culturais e convenhamos que música ao povo já ele deu em demasiada. Mais ainda que esta comparação é injusta, pois o mundo é um lugar taciturno para os sonhadores e rapidamente – como com Tsipras – se faria à força do pirómano bombeiro. Bruxelas, qual pai severo e rigoroso, a bem do filho prontamente o colocaria na ordem, que o estudo é muito bonito e forma os homens para vida, que aquelas saídas ao Sábado são para acabar e que aquela moça que teima em frequentar a casa que nem uma arrendatária por caridade olha muito de esguelha e, já diziam os antigos, quem olha de esguelha não é de fiar.

Há também quem compare o ofício do ministério, com Costa, ao de uma mulher de má vida, pelo que terei, mais uma vez, que rebater o argumento, não por salvaguarda do próprio, mas por respeito a uma profissão que – salvo a condenação eterna por encomenda de algumas almas mais beatas – guarda mais respeito que o mesmo. E mais inadequada se põe esta analogia do ministério como bordel, quando temos em conta que é a raison d’etre deste deixar satisfação nos seus fregueses, que entram de calças na mão, satisfeitos à saída. Já o bordel do ministério de esquerda, como o quereis pintar, seria o imediato oposto, com o povo – ou parte dele – podendo até entrar satisfeito, mas saindo por certo com as calças na mão – sobrando em comum apenas os bolsos vazios.

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Pedro Passos Coelho e Jerónimo de Sousa sobre o Desemprego.

O primeiro-ministro apelou hoje aos portugueses para que adotem uma “cultura de risco” e considerou que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser “uma oportunidade para mudar de vida”.

Passos Coelho referiu que “estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo”. “Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade”, afirmou o primeiro-ministro, durante a tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. (ver ligação na reação de Jerónimo)

Passos Coelho disse o óbvio:
– Em Portugal, o principal problemas de cultura económica é a Falta de Cultura do Risco;
– Estar desempregado não deve ser encarado necessariamente como algo negativo, pois pode também ser uma oportunidade, como qualquer crise é vista na cultura chinesa.

Face a estas declarações pacíficas e até de incentivo, qual foi a reação do Partido Comunista Português?

Jerónimo reagiu imediatamente para dizer 2 disparates:

1. “O Governo esconde o número [do desemprego] aos portugueses, particularmente aos desempregados e não é por erro de cálculo, não é por erro de contas. É para tentar mistificar aquilo que hoje é um dos problemas centrais do nosso país, um dos problemas centrais da juventude, particularmente, que ainda por cima tem como resposta, como conceção, por parte do primeiro-ministro esta ideia ofensiva para mais de um milhão de desempregados”
Isto é falso, pois é o INE que tem de calcular e a Comunicação Social que deve divulgar. O que faz regularmente, de resto.

2. O secretário-geral do PCP questionou como é que “um primeiro-ministro pode ofender esses que estão numa situação desesperada não por não querem encontrar emprego, não porque não querem trabalhar, antes pelo contrário”.
O 1º Ministro não ofendeu. Antes pelo contrário. Deu uma esperança: o mundo não se resume a uma carreira profissional. Portugal tem cada vez mais exemplos, desde a conquista do prémio Leya, a exemplos como o do pintor de camélias, até algo mais sistemático como a conferência UBI sobre Desemprego e empreendedorismo.

O país, perante as óbvias dificuldades, tenta lançar-se para a frente e sair da crise. PPC apoia. Jerónimo acha isso ofensivo.

PPC e Jerónimo vêm as dificuldades. PPC aponta uma saída possível. Jerónimo só vê motivos para desespero. É pena.