Até onde pode ir a interferência do intervencionismo na vida pessoal?

Porque hoje é fim-de-semana, riam com um exemplo de intervencionismo que só agora me foi chamada a atenção: é ilegal ser gordo no Japão!

Um dia, para “baixar os custos de saúde”, que é afinal um “custo para todos”, ainda chegará a moda cá. Por agora, ainda podem rir 😉

 

“Idosos devem se apressar e morrer”

Solução do Ministro das Finanças Japonês para o problema da Seg. Social.

Ainda bem que “Após repercussão, Taro Aso disse que falou apenas do seu desejo pessoal.”
Ah bom, ainda bem que não é a posição oficial do governo. Isso deve resolver a gaffe…

Por agora rio-me deste estatista. Mas aqui em Portugal, ou acabam com as reformas estatais enquanto é tempo, ou dentro de algum tempo ainda vou ouvir isto da boca de algum estatista Português. E se eu tiver azar e for um de esquerda, ainda vou ler muito imprensa publicada a achar isso normal!

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A Crise não é igual para todos…

Quando alguém me dizia que a culpa do Desemprego no tempo do Sócrates não era deste mas antes da “crise Europeia”, eu costumava lembrar aos meus interlocutores que isso não explicava como Portugal passou de um dos países da Europa com menos desemprego (20º, creio) para um dos com mais desemprego (4º ou 5º).

Quem hoje culpa a evolução das nações sobre-endividadas com a crise esquece-se frequentemente que há números que sugerem que a crise não é mundial: é das nações sobre-endividadas.

Reparem nestes dois dados:

1 – Se a crise fosse mundial era natural que as nações com estímulos gigantes, como os EUA, estivessem pelo menos a manter o peso do seu PIB no PIB mundial. Mas como podem ver no gráfico…

2 – Se a  aumentar o endividamento para estimular a economia resultasse, as economias que tivessem aumentado a dívida teriam a aumentar o peso da sua economia no mundo. Mas vejamos o exemplo Japonês: o que vos sugere isto:

Estas palavras são minhas, mas os gráficos e uma análise mais profunda podem ser lidas (em inglês) aqui: The Cost of Kidding Yourself.