Mais uma facada de realidade no Socialismo Europeu

Depois da França sucumbir ao “ultra-neo-liberalismo” (a.k.a. realidade), e da UGT ter vindo com uma conversa estranha, também a esquerda Italiana anda com práticas “fascistas”:
Itália lança a maior vaga de privatizações desde os anos 90

PS: claro que a posição fascista seria controlar tudo e não privatizar, mas estou aqui a usar o outro significado, usado por quem é demasiado preguiçoso intelectualmente para perceber a diferença colossal entre fascismo e liberalismo… ou até mesmo ultra-liberalismo/anarco-capitalismo.

Se o problema fosse esse…

Monti sugere que, mais do que financiamento, o sul da Europa precisa de solidariedade: “Se a Alemanha e outros países estão interessados em que a atual política em Itália tenha futuro, [devem dar] apoio moral, não financeiro”, disse o estadista italiano, segundo traduções da entrevista feitas pelas agências EFE e Bloomberg.

Julgo que a “solidariedde não monetária” nunca foi problemática na UE. Aliás as tensões entre os países-membros só se tornaram notórias quando os falidos países do Sul se lembraram de exigir um aumento incodicíonal da “mesada” aos países do Norte. Na UE as declarações de amor eterno nunca foram problema e sempre foram tãp abundantes como inconsequêntes.

A Grécia italiana

No New York Times

Today, Sicily’s regional government has 1,800 employees — more than the British Cabinet Office — and the island employs 26,000 auxiliary forest rangers; in the vast forestlands of British Columbia, there are fewer than 1,500.

Out of a population of five million people in Sicily, the state directly or indirectly employs more than 100,000 of them and pays pensions to many more. It changed its pension system eight years after the rest of Italy. (One retired politician recently won a case to keep an annual pension of 480,000 euros, about $584,000.)

Today, Sicily’s regional government has 1,800 employees — more than the British Cabinet Office — and the island employs 26,000 auxiliary forest rangers; in the vast forestlands of British Columbia, there are fewer than 1,500.(…)

That system has come at a cost. Last month, Italy’s audit court issued a scathing report saying that Sicily had 7 billion euros, about $8.5 billion, of liabilities at the end of 2011 and showed “signs of unstoppable decline.” Sicily’s unemployment rate is 19.5 percent, twice the national average, and 38.8 percent of young people do not have jobs.

Felizmente a imprensa interncional ainda não se lembrou (pelo menos de forma tão visível) de fazer artigos similares sobre as “peculiariedades” da IIIª República Portuguesa.

E o vencedor foi…

Wolfgang Munchau rejeita a tese que a Alemanha tenha cedido em toda à linha, na última cimeira à pretensões da Espanha e Itália.

“The real victor in Brussels was Merkel” de Wolfgang Munchau (Financial Times)

Mario Monti faced down the German chancellor and won the battle. He will survive a few more weeks or months in politics. It was clever of him to threaten a veto on something Angela Merkel badly needed. He had her in the corner. It was an example of classic EU diplomacy.

But this was only the foreground spectacle. If you look behind the curtain, you will find that, for Italy at least, nothing has changed at all.(…)

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