Jerusalem deve ser capital de Israel?

Ou ainda este, sobre Chuck Schumer. Entretanto o que vejo hoje no Público?

Trump vai nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém como a capital de Israel

Decisão contraria décadas de diplomacia norte-americana para o Médio Oriente. Espera-se onda de protestos e teme-se violência.

Realmente, nunca nenhum Presidente Americano disse o que Trump disse… Enfim.

Se querem criticar Trump, o que é perfeitamente normal em democracia e Trump como todos os políticos até dá muitas oportunidades, pelo menos façam-no de forma honesta.

Israel não é Politicamente Correcto

Sinal dos tempos este artigo no The Jerusalem Post: FRENCH GROUPS TO PROTEST NETANYAHU ATTENDANCE AT PARIS HOLOCAUST CEREMONY. Exemplo:

The president of the French Palestinian Solidarity Association (AFPS), Bertrand Heilbronn, dismissed the rationale behind Netanyahu’s attendance at the ceremony in a joint letter with French-Jewish historian Dominique Vidal.

“In what way does this event concern Israel? The state didn’t exist at the time [of the Holocaust]. Israel cannot present itself as the sole inheritor of the victims of the Holocaust,” the letter read.

“The head of the Israeli government, who is from the Right, the far-Right of Israel, has no place at the commemoration of the roundup at Vel’ D’Hiv,” concluded the letter.

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E para quem acha que este fenómeno é exclusivo de organizações radicais, aqui fica um artigo de opinião no “respeitável” e “centrista” New York Times: I’m Glad the Dyke March Banned Jewish Stars. Excerpto:

One of the women who was asked to leave the Dyke March, Eleanor Shoshany Anderson, couldn’t understand why she was kicked out of an event that billed itself as intersectional. “The Dyke March is supposed to be intersectional,” she said. “I don’t know why my identity is excluded from that. I felt that, as a Jew, I am not welcome here.”

She isn’t. Because though intersectionality cloaks itself in the garb of humanism, it takes a Manichaean view of life in which there can only be oppressors and oppressed. To be a Jewish dyke, let alone one who deigns to support Israel, is a categorical impossibility, oppressor and oppressed in the same person.

Uma nota sobre o conflito Israelo-Palestiniano

Quando o Império Ottomano se dissolveu, fruto da derrota das potências centrais na I Grande Guerra, esta foi a distribuição do território por entre os países aliados:

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Nem Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Israel, Palestina ou Líbano existiam. O território era e continuou a ser, pelo menos até 1946, protectorado inglês e francês. Da mesma forma, também a dissolução do Império Austro-Húngaro levou a que outros países anexassem territórios que não lhes pertenciam, como a Sérvia, expansão que posteriormente conduziu à Jugoslávia.

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É importante recordar que a definição das actuais fronteiras foi um processo dinâmico e contínuo, fruto de conflitos militares, e que com excepção de Portugal, ainda há nem 60 anos se voltaram a redefinir. É também relevante relembrar que até 1991 a Europa do Leste não dispunha de soberania, a Alemanha estava dividida em duas repúblicas, e as suas fronteiras eram meramente virtuais na composição da União Soviética, e não fosse a dissolução da USSR, ainda hoje existiria RDA.

O objectivo desta contextualização não se prende com defender a expansão dos colonatos em Israel pós-1967. É apenas derrubar a tese de que o Estado de Israel não tem direito a existir por apropriação indevida de território, que aliás pertencia ao Reino Unido. Um ponto de ordem importante num momento em que o anti-semitismo tende a ressurgir, e em que moderados ocidentais começam a adoptar o discurso anti-sionista que apela à erradicação do Estado de Israel, e que, poucas dezenas de anos desde a última tentativa ainda não passaram, do povo de Israel. E ainda mais importante sabendo que a ordem dos jihadistas é a de que as fronteiras se redefinam uma vez mais, desta feita todos muçulmanos.

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Nota: este artigo beneficia magnanimamente com a leitura destes três artigos e respectivos comentários:

Desporto escolar

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Crianças palestinas num campo militar de Verão promovido por uma Jihad islâmica a sul da Faixa de Gaza. Milhares de crianças entre os 6 e os 16 participam no campo de Verão onde recebem treino militar e religioso. Fotografia tirada a 12 de Junho de 2013. (Fonte: SAID KHATIB/AFP/Getty Images/Newscom).

Tudo normal, portanto.

Isto é capaz de confundir muita gente

“Gaza Prepares to Declare Independence (From Palestine)” The New Republic

It’s no secret that Hamas, the Palestinian Islamist faction that controls Gaza, has long considered exchanging its underground smuggling tunnels to Egypt for a policy of above-board trade. What has only recently begun to register is that Hamas may be contemplating a bolder political gambit still: Cutting its financial ties to both Israel and the Palestinian Authority government in the West Bank, in preparations for declaring full independence on behalf of Gaza.

Os Protocolos dos Pesticidas de Sião

Um conselheiro do braço político da Irmandade Muçulmanda egípcia (e que teve quase metade dos votos nas últimas eleições) acusa os acordos de Camp David de terem trazido toda a serie de desgraças ao Egipto. Incluindo, vários tipos de cancro, hepatite e doenças nos rins.

[Nota, por uma razão qualquer não estou a conseguir postar o vídeo correcto. Podem vê-lo aqui]

Um regime em avançado estado de desintegração

A propósito do post do Rui Carmo, julgo que poucos acreditarão na fábula de um insider do regime baathista que só agora terá reparado que serve um regime altamente repressivo. Mas é demonstrativo da confiança que eles colocam na sua manutenção. E este é apenas o mais recente epísódio de deserção de altas patentes do regime que preferem não esperar para ver o tratamento a “Primavera síria” lhes reserva.

No meio disto tudo joga-se uma interessante recomposição dos equilibrios na região. Existem rumores que o Hezbollah, uma joint-venture entre os regimes sírio e iraniano usada como proxy nas tarefas de controlar o Líbano e atacar Israel já foi convidada a mudar de ares.