Como a Islândia lida com os banqueiros – um exemplo a seguir

Islândia impõe condenação histórica a ex-banqueiros. Final do artigo:

O encarregado do governo islandês que investigou os bancos locais no seguimento do abalo que atingiu o sistema financeiro mundial após a crise de 2008 afirmou ontem que a decisão do Supremo Tribunal é um sinal para que outros países avancem para casos semelhantes e de que nenhum indivíduo é demasiado importante para ser processado. “Este caso envia uma forte mensagem que irá levantar a discussão”, declarou Olaf Hauksson à Reuters.

Nem todos os processos deste âmbito levados a cabo na Islândia tiveram o mesmo resultado. Contudo, o esforço que a Islândia tem levado a cabo no sentido de atribuir responsabilidades aos banqueiros locais parece diferir da realidade dos EUA e do resto da Europa em particular, onde poucos banqueiros têm sido chamados a assumir responsabilidades pelo colapso financeiro das instituições onde trabalhavam e das implicações sobre os próprios países.

Um exemplo. O Capitalismo é um sistema com regras, e estas foram claramente quebradas por muitos banqueiros. Nada nem ninguém pode estar acima da lei, a bem da manutenção não só da “paz social”, mas também do próprio funcionamento da economia e do mundo financeiro. Aguardam-se as reações internacionais. Mas sentado e sem grande esperança, pois socialistas, intervencionistas e banqueiros costumam andar juntos.

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The show must go on

Britain is prepared to drag Iceland through the international courts to recoup its money used to bail out savers in collapsed Icelandic banks, the finance ministry said Sunday.

“We had an obligation to people in this country who’d saved with those banks. We have an obligation now to get that money back, and we will continue to pursue that until we do.”

No Reino Unido, o pacote icesave proposto pelo Landsbanki oferecia taxas de juro apelativas (superiores a 6%) e a garantia de superar a taxa proposta pelo Banco de Inglaterra.

Voltou a ganhar o Não no referendo islandês

Mas por pouco: 43% votaram a favor, contra os 2% do referendo de Março do ano passado.

“These are disappointing numbers. It looks like the ‘no’ side will have it,” diz a primeia ministra Johanna Sigurdardottir  à  TV do Estado, eleita após a queda forçada do governo.

Ou grande parte daquele que é pintado como o heróico povo que venceu a ganância dos banqueiros cedeu com pena dos ingleses e holandeses ou parece afinal achar que pagar as dívidas dos bancos é a única maneira de ganhar a confiança dos mercados e assim voltar a poder fazer aquilo que o levou à bancarrota ao crescimento económico: contrair crédito.

Leitura recomendada: Iceland’s Banking Crisis: The Meltdown of an Interventionist Financial System.