O Chucha-lismo Continua Em Grande Em Portugal

Bem dizia Frédéric Bastiat há mais de cem anos atrás, que entre trabalhar e viver do seu próprio trabalho; ou viver do trabalho alheio, o homem preferia viver do trabalho alheio. E desde que o homem descobriu que o podia fazer de forma “legal” influenciando as leis, o homem tem se tornado mais sofisticado na apropriação (aka saque) do trabalho do outro, sempre em nome de grandes valores e do bem estar da sociedade geral.

Não obstante terem conseguido a introdução da lei da cópia privada, de terem obrigado as empresas de streaming a incluir no seu catálogo 30% de conteúdo local, como a a chucha-lice não tem fim, eis que conseguiram agora obrigar as empresas de streaming a pagar uma taxa de 1% dos respectivos proveitos, taxa essa que reverterá para os parasitas do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e que servirá para “a financiar a escrita, produção, distribuição e exibição de obras de cinema e televisão em Portugal” – portanto, artistas de grande gabarito cujas obras ninguém pretende sustentar de livre vontade.

Certamente continuarão a tentar enganar o papalvo, dizendo que quem paga a taxa são as empresas e não os clientes – como se as empresas tivessem outra fonte de rendimento.

De realçar que as empresas de streaming são principalmente estrangeiras, e cuja adesão é inteiramente voluntária.