Extorsão Fiscal (II)

Via o twitter do Lx_Liberal, deixo uma análise muito interessante sobre o rendimento dos trabalhadores, o custo para os empregadores, e o rendimento que vai para o estado. Na tabela abaixo (falta ajustar para 14 vencimentos/11 meses trabalhados – o que aumenta o custo mensal para empregador, mas fica a ideia), podem observar que quem aufere 1000 euros mensais, o custo para o empregador é de 1238 euros; e destes 1238 euros, o trabalhador recebe 770 euros e o estado recebe 467 euros ou 38%. A partir do momento em que um trabalhador receba 1900 euros líquidos mensais, como resultado do trabalho desse trabalhador, o estado passa a receber um valor maior do que recebe o próprio trabalhador.

Afinal de contas, quem é que de facto explora os trabalhadores?

Leitura Complementar: Patrões, Esses Exploradores – O Estado É Um Benfeitor

Extorsão Fiscal (I)

Portugal, como sempre, encontra-se do lado errado dos rankings.

Considerando a taxa de imposto marginal máxima sobre o rendimento individual (dados detalhados retirados daqui e imagem daqui) – que inclui imposto sobre o rendimento (IRS), contribuições para a segurança social e IVA, Portugal tem a quarta taxa mais elevada da União Europeia no valor de 71,8% ! ! ! Um Steve Jobs que estivesse em Portugal e que num ano ganhasse um milhão de euros, iria pagar nesse ano 718.000 euros ao estado! E os políticos portugueses ainda se admiram como é que os recursos humanos mais talentosos emigram do páis.

Em relação aos impostos sobre as empresas (dados detalhados retirados daqui), a situação não é muito diferente. Portugal continua a ocupar um infame quarto lugar na lista da taxa efectiva sobre as empresas com uma taxa de 27,5%.

Todos os Carros Portugueses São Híbridos: Funcionam a Combustível e Impostos

Por cada litro de gasolina 95 que os portugueses colocam no depósito do seu automóvel e que custa 1,502€, os portugueses estão a pagar 0,923€ em impostos, cerca de 61%. Feitas as contas de outra maneira, sem impostos, um litro de gasolina custaria 0,579€; e com impostos este valor aumenta 160% para 1,502€ (mais do que duplica) (fonte).

Vistas as coisas ainda de outra forma: se um português colocar 50€ de gasolina simples 95 no seu automóvel, terá a satisfação de colocar no porquinho mealheiro de Mário Centeno a módica quantia de 31€, quantia esta que António Costa irá aplicar sem dúvida, de forma absolutamente parcimoniosa e extremamente rigorosa no bem de toda a sociedade.

Em relação ao gasóleo as contas não são muito diferentes. Por cada litro que custa 1,383€ os portugueses estão a pagar 0,744€ em impostos – isto é, cerca de 54%. Feita as contas de outra maneira, sem impostos, um litro de gasóleo custaria 0,639€; e com impostos este valor aumenta 116% para 1,383€ (mais do que duplica).

Os portugueses podem ainda rejubilar de felicidade ao saberem que não obstante os seus elevadíssimos salários, graças aos sublimes impostos lusitanos pagam (fonte):

  • a 15º gasolina mais cara do planeta
  • o 21º gasóleo mais caro do mundo
  • a 6ª electricidade mais cara do globo

Mas pronto, são as empresas petrolíferas e energéticas que são “gananciosas”. O estado é um bem-feitor que nunca tem por fim o lucro – tem apenas e sempre o interesse do bem estar da sociedade.

O Impostopoly Continua Em Recordes Históricos Em Portugal Em 2019

Em 2019 em Portugal, a carga fiscal vai manter-se nos 34,9%, o valor mais elevado de sempre.

Mas agradeçamos a benevolência do magnânimo governo socialista que prevê agraciar os contribuintes com a baixa de uma décima inteira no valor da carga fiscal em 2020. Em vez do valor intolerável de 34,9%, a carga fiscal passará a ter o valor negligenciável de apenas 34,8%. Vá lá – não gastem tudo de uma vez.

A noticia acima foi retirada daqui e o cartaz Impostopoly foi utilizado pela Iniciativa Liberal durante a sua campanha eleitoral para as eleições legislativas.

Portugal: O Quarto País da OCDE com os Impostos Menos Competitivos

A organização Tax Foundation publicou hoje o estudo International Tax Competitiveness Index 2019 em que revela que Portugal é o quarto pior país da OCDE (só acima da França, Polónia e Itália) em termos de impostos – algo que desencoraja significativamente toda a actividade económica: o trabalho, a poupança, o consumo e o investimento.

Na imagem abaixo, pode-se observar o ranking dos países Europeus que fazem parte da OCDE.

É curioso observar que no topo da tabela, com os impostos mais baixos e portanto mais competitivos, se encontra a Estónia, um país que é tem sido sistematicamente referido – e bem – pela Iniciativa Liberal como um bom exemplo a seguir.

Se analisarmos o crescimento do PIB per capita desde 2000, enquanto que Portugal regista um crescimento de apenas 8%, a Estónia registou um crescimento de 91%.

Ainda sobre a Estónia, a sua estrutura de impostos é a seguinte (fonte e fonte):

  1. Taxa Única (flat-rate) de 20% sobre os rendimentos individuais (o equivalente ao IRS)
  2. Uma taxa de 20% sobre os rendimentos das empresas (o equivalente ao IRC), sendo que este imposto apenas incide sobre lucros distribuídos e que os rendimentos distribuídos não contam para o rendimento individual.
  3. O imposto sobre propriedades imóveis (o equivalente ao IMI) incide apenas sobre o valor do terreno, e não sobre o valor dos edifícios.
  4. Uma taxa normal de IVA de 20% e uma taxa reduzida de 9%.
  5. Tem um sistema que isenta de impostos locais os lucros obtidos no estrangeiro  por empresas nacionais (com raras excepções).

Há de facto, alternativas melhores ao socialismo.

António Costa Mente: Socialista Que É Socialista Procura Sempre Um Novo Imposto Para Adicionar À Lista

Na entrevista que António Costa deu à SIC no dia 4 de Setembro, o primeiro-ministro afirmou que “Os portugueses estão a pagar menos mil milhões de euros de impostos do que em 2015“. Obviamente, esta declaração tem que ser falsa, não só porque a carga fiscal atingiu um valor recorde em 2018 (ver aqui), como dado o crescimento económico, mesmo que a carga fiscal se tivesse mantido, o valor arrecadado em impostos seria forçosamente maior. Uma mentira, repetida milhares de vezes, continua a ser uma mentira. Esta mentira é confirmada pelo Polígrafo aqui e pode ser verificada também no portal Pordata.

Também com ajuda do polígrafo, analisemos a grande viragem da página da austeridade com que António Costa brindou os portugueses:

2017

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos (na altura chamada de “actualização”) – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 3,2%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou entre 0,8% e 8,8%.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova taxa de 0,7% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário entre 600 mil e um milhão de euros.
  • Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) com nova sobretaxa de 1% para quem tem casa com Valor Patrimonial Tributário superior a um milhão de euros.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou entre 5 e 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto sobre a cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 3%.
    Novo imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas gerou aumento de 15 a 30 cêntimos por cada garrafa.
  • Aumento do imposto de selo sobre o crédito ao consumo em 50%
  • Aumento do imposto sobre o alojamento local de 15% para 35%

2018

  • Aumento do imposto sobre produtos petrolíferos – fonte
  • Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) aumentou taxa da derrama estadual de 7% para 9% para empresas com lucros anuais acima de 35 milhões de euros.
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou entre 0,94% e 1,4%.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,4% em média.
  • Imposto sobre refrigerantes e bebidas açucaradas aumentou entre 1,4% e 1,5%.
  • Imposto sobre cerveja, licores e bebidas espirituosas aumentou 1,5%.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,07% para 0,08% e de 0,09% para 1% consoante o prazo do crédito.

2019

  • Aumento da taxa de carbono sobre combustíveis – fonte
  • Sacos de plástico ficam 50% mais caros – fonte
  • Imposto Sobre Veículos (ISV) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto Único de Circulação (IUC) aumentou 1,3% em média.
  • Imposto sobre o tabaco aumentou cerca de 10 cêntimos por cada maço de tabaco.
  • Imposto do selo para o crédito ao consumo aumentou de 0,08% para 0,128% e de 1% para 1,6% consoante o prazo do crédito.

O António Costa toma os portugueses por parvos?

Terrorismo Fiscal

A ler, Carlos Guimarães Pinto, no jornal Eco com o seu artigo “Terrorismo Fiscal“:

A Encyclopædia Britannica define terrorismo como o uso sistemático de violência de modo a incutir medo, obtendo efeitos psicológicos para além do círculo das vítimas, tendo em vista atingir um certo objetivo político. Nas últimas semanas ficamos a saber que a Administração Tributária estava a organizar cobranças de dívidas nas auto-estradas, inspecções a casamentos onde questionam os noivos, e uma equipa secreta para seguir e fotografar contribuintes. Tudo isto à margem dos tribunais e beneficiando do privilégio da execução prévia, ou seja, da possibilidade de executar dívidas antes de elas serem comprovadas pela justiça. As notícias destas iniciativas saíram todas no espaço de alguns dias. Algumas acabaram canceladas.

[…]

Com uma dívida pública a aumentar, uma população envelhecida e os jovens a deixar o país, a pressão para arrebatar impostos aos que ficam aumentará cada vez mais. Sem colocar um travão à despesa e ao poder discricionário do Estado, o terrorismo fiscal alimentado por radicais ideológicos continuará a aumentar. Esta opressão fiscal continuará a afastar investidores, empresários e trabalhadores altamente qualificados, precisamente as pessoas que o país precisa para sair da armadilha da pobreza em que as políticas socialistas o meteram.

PS = Partido do Saque

Nunca a carga fiscal foi tão elevada em Portugal. Ainda assim, a geringonça em geral e o partido socialista em particular, estão sempre à procura de aumentar impostos existentes assim como estão sempre à procura de novos impostos. Afinal de contas, socialista que é socialista, procura sempre um novo imposto para acrescentar à lista.

Na imagem abaixo, os contribuintes que foram brindados com o virar da página da austeridade, podem constatar em que consiste essa tal viragem.

Nunca satisteito, porém o partido socialista procura sempre novas maneiras de ir ao bolso do contribuinte. Como fica mal dizer “que se quer aumentar impostos”, a máquina de marketing do partido socialista prefere usar outro tipo de linguagem mais suave, por exemplo: “revisão dos benefícios fiscais“, “calibração do imposto“, “estudo do imposto“. Quando o caro leitor escutar este género de expressões, fique bem atento, porque lhe estão prestes a ir à carteira. Exemplo disso, é a intenção recente do Partido do Saque, para englobar mais rendimentos no IRS. O propósito é apenas um: aumentar os impostos. Estamos bem entregues, estamos…

Feliz Dia Da Libertação De Impostos 2019!

Celebra-se hoje em Portugal, dia 15 de Junho, O Dia da Libertação de Impostos. O Dia da Libertação de Impostos representa o dia em que em média os trabalhadores deixam de trabalhar para o estado (apenas para pagar impostos e assim cumprir as suas obrigações fiscais) e passam a trabalhar para si. Na prática, somos todos trabalhadores do estado durante cerca de meio ano.

O gráfico abaixo representa a evolução do número de dias de trabalho necessários apenas para o pagamento de impostos desde 2000 (fonte, fonte, fontefontefonte, fonte , fonte, fontefonte e fonte).

Para terminar este post, deixo aqui dois pensamentos:

Escravidao.png

A Opressão Fiscal Leva Ao Estado Policial

Via Iniciativa Liberal, as notícias recentes ilustradas na imagem abaixo retratam bem a opressão fiscal que o estado português impõe aos seus cidadãos contribuintes.

Como alguém disse “os impostos não são o preço a pagar para viver numa sociedade civilizada; são sim o preço a pagar para não se ir para a prisão“. Quem não acredita nisto, pode experimentar não pagar os seus impostos para ver o que lhe acontece.