“O futuro da ADSE”, hoje, no Económico

Hoje, no Económico:

O Estado impõe um SNS a todos os cidadãos mas depois alimenta um subsistema consumidor de recursos reservado a uma parte dos funcionários públicos.

Friedman viveu numa época de prosperidade económica e demográfica num ambiente cultural dominado pelo socialismo. Profundo conhecedor do magnetismo das políticas de base socialista, Friedman defendeu que o combate ao ‘mainstream’ não deveria ser feito contrariando os que apelavam à sedução de um futuro sem esforço. De nada valeria tentar combater a “tirania do status quo”, uma espécie de inércia socialista fortemente enraizada na sociedade civil e no universo estatal que limita a mudança de paradigmas. Restaria aos espíritos mais livres manter “as opções em aberto até que as circunstâncias tornassem a mudança necessária”.

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3 Tipos de Liberais Económicos

Existem basicamente (claro, pode-se esmiuçar muito mais) 3 tipos:

1. Anarco-capitalistas ou simplesmente Anarquistas – Seguindo a tradição de Rothbard, defendem Estado 0. Mas Zero mesmo. Segundo estes, o Estado é Imoral (retira o que o Povo por intenção não lhe daria), ineficiente (vá, esta não tenho de justificar…) e é definido por ser “o Agente com monopólio do uso da força numa dada geografia”.

Defendem que se o Estado não é capaz de lidar com os Correios, também não lhes devemos confiar o “botão vermelho” (do arsenal nuclear). Defendem assim uma defesa à Suiça, tribunais arbitrais, empresas de segurança privada e a liberdade absoluta de contrato. Deduzem todas as suas regras baseando-se no primado dos 3 direitos essenciais: à Propriedade (direito a manter os frutos do trabalho passado), à Liberdade (liberdade de fazerem o que quererem – sendo responsáveis pelas consequências) e à Vida (direito ao futuro). Podem ver a sua filosofia explícita neste vídeo de 8 minutos.

2. Minarquistas ou Defensores do Estado Mínimo – Seguindo a tradição de Mises, defendem o Estado Mínimo que garanta, na tradição de Adam Smith, “Paz, Impostos Baixos, e uma Tolerável Administração da Justiça”. O Estado existe apenas para permitir às forças do mercado operarem e, como árbitro, nunca se deverá tornar jogador em qualquer sector: seja ele educação, saúde, telecomunicações, redes básicas (utilities), ou qualquer outro.

3. Monetaristas ou pertencentes à Escola de Chicago – Segundo a tradição de Friedman, defendem um estado mínimo em termos fiscais, mas defendem depois todo o tipo de Intervenções no Mercado Monetário, onde o Estado ou uma entidade “independente” deste possa regular a moeda.

Eu chamaria os primeiros de Ultra-Liberias, os segundos de Liberais Clássicos e os terceiros de Liberais Soft, mas isso talvez seja já o meu Misesianismo a falar.

A 1ª e a 2ª são mais coerentes e mais académicas, enquanto a 2ª e a 3ª a mais fáceis de defender politicamente (Anarquismo não cai bem entre políticos, havemos de convir…).

O 1º e o 2º são defendidos pelo Instituto Ludwig von Mises, enquanto o 3º é defendido pelo Instituto Cato.

Podem consultar material para estudo, ver vídeos e consultar páginas dos Institutos nesta página de Links.