Hollande, O Industrial Renascentista

HollandeNo melhor estilo socialista, François Hollande, decidiu apostar (significa subsidiar com o dinheiro dos contribuintes) em projectos em 34 àreas. Com estas “apostas”, espera criar 475.000 empregos e 45 mil milhões de euros em receitas em dez anos, numa tentativa de recuperar parte dos 750.000 empregos perdidos na industria francesa na última década.

Os 34 projectos do futuro escolhidos são então:

Transportes:
1. Comboio de alta velocidade do futuro
2. Um carro eléctrico “para todos” com autonomia para 100 Km usando dois litros de combustível
3. O primeiro avião de passageiros completamente eléctrico
4. Dirigíveis capazes de transportar cargas pesadas
5. Carros autónomos sem condutor
6. Barcos ecológicos
7. Bateriais mais poderosas e duradouras
8. Estacões de carregamento eléctrico
Economia Viva (Saúde e Alimentação)
9. Tecidos “inteligentes”, tais como materiais que curam icterícia sem intervenção médica
10. Biotecnologia médica
11. “O hospital digital”
12. Equipamento médico revolucionário
13. Produtos alimentares “inteligentes” e sustentáveis
Transição Energética
14. Renovação térmica de edifícios
15. “Redes eléctricas inteligentes”
16. Energia renovável
17. Centros de negócios feitos de madeira de “energia responsável”
18. Reciclagem de materiais verdes
19. “Química verde e biocombustíveis”
20. Qualidade da àgua e tratamento de resíduos
Digital
21. Nano-electrónica
22. Realidade aumentada
23. Serviços sem contacto
24. E-educação
25. Super-calculadoras
26. Objectos inter-ligados
27. Robótica
28. Satélites lançados com energia eléctrica
29. “Fábricas do futuro”
30. Software e sistemas embebidos
31. Cloud computing
32. “Big data
33. Ciber-segurança
34. Soberania das telecomunicações

O Que Terá o Tó Zé a Dizer Sobre Hollande, Esse Neoliberal?

A braços com uma economia em recessão, com a maior taxa de desemprego dos últimos 15 anos, com um aumento da dívida pública que já vai em 91,7% e com uma aprovação favorável que atingiu novos mínimos, Hollande pretende cortar 14 mil milhões de euros na despesa do próximo ano de modo a atingir um défice de 3%.

Saudade

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Vitor Gaspar saiu.
Foi-se embora.
E disse porquê – em carta.

Ou não conheço os meus concidadãos, ou então ele vai deixar saudades…

… nos colegas de governo, que não terão mais para onde sacudir a água do capote.
… na equipa dele, que perde uma referência.
… nos apoiantes da sua política, que perdem alguma confiança na prossecução da política que levou Portugal de novo aos mercados – ler a reacção do seu mestre.
… nos críticos da usa política, que poderão comprovar que a criação terá de sobreviver ao criador por imposição da realidade – ler Hollande, obituário de uma fé socialista.

Sempre achei que a saída de Gaspar – de quem eu nem era dos maiores apoiantes – seria negativa e não mudei de opinião. Na próxima campanha eleitoral faremos (Portugal) um balanço sobre se esta foi de facto uma boa notícia. A minha opinião já está formada.

Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

Mais Europa? Não, Obrigado!

Hollande defende criação de governo permanente e dívida comum para a Zona Euro – uma medida que deve deixar o Tó Zé Inseguro orgulhoso.

Diz então a notícia que “o presidente de França considera que deve ser criado um Governo económico na zona comunitária, com orçamento próprio, direito à emissão de dívida, um sistema fiscal harmonizado e um presidente a tempo inteiro.”

Para distância, incompetência, burocracia,  excesso de impostos , endividamento, poderes, regulação, planeamento central e atentados à liberdade individual já chegam os governos à escala nacional. Mais Europa? Não, Obrigado!

Preparem-se: vem aí a… Austeridade de Esquerda!

Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda:

O presidente francês anunciou um plano de austeridade e reformas económicas com que pretende relançar o país para um novo ciclo de crescimento. Hollande quer poupar 33 mil milhões por ano e pediu aos sindicatos para flexibilizar as leis laborais.
De alguma forma, “I told you so” não é suficiente para transmitir o que eu sinto sobre isto. Hollande reconhece finalmente que as contas têm de ser equilibradas e que a alternativa implica unicórnio e fadas.
Noto ainda que Hollande quer:
  1. Fazer 2/3 do esforço em aumentos de impostos – ou seja, é tempo de a classe média ficar a pagar impostos sozinha pois quem tem dinheiro vai mudar o domicílio fiscal, se ainda não o fez;
  2. Ao mesmo tempo que aumenta impostos, dificultar o despedimento – ou seja, aumentar o risco de cada contratação, pois se uma pessoa não é a ideal para o lugar, depois o empresário terá de ficar com ela independentemente da sua adequação e, com o tempo, motivação… ao mesmo tempo que quer aumentar o emprego na economia.

Vai ser giro.

Pelo menos já reconhece que há que ter contas certas, enquanto que os socialistas em Portugal ainda estão a caçar gambuzinos.