Futuro líder do Partido Socialista?

ng1482255Já existem movimentações internas no PS no sentido de encontrar o sucessor de António Costa. Será Francisco Assis? Seriam boas notícias para o PS e para Portugal, que precisa de um PS que não se confunda com o Bloco de Esquerda.

Aqui está o PS

No seguimento da polémica entre Francisco Assis e Tiago Barbosa Ribeiro, o primeiro responde hoje num artigo no Público

O autor deste texto, publicado nas redes sociais, é um jovem dirigente socialista portuense destinado a exercer a muito curto prazo altíssimas responsabilidades no plano local. Se o cito é porque descortino no seu pensamento algumas das principais características configuradoras da identidade de uma corrente política que me suscita enorme apreensão, pelas razões que passo a apresentar: insuportável arrogância moral, indisfarçável propensão para o simplismo doutrinário, preocupante valorização de uma linguagem emocional em detrimento da argumentação racional, inquietante incompreensão da realidade contemporânea. Se virmos bem, estamos perante um discurso construído a partir de clichés, de antagonismos puramente retóricos, de proclamações quase integralmente vazias.

Regresso às origens

Tiago Barbosa Ribeiro, um ex-bloquista convertido ao sócratismo, reage violentamente à entrevista de Francisco Assis e defende que a vitória de António Costa implica a adopção de várias “bandeiras” da extrema-esquerda:

Porque a «proximidade ideológica» que Assis vê entre PS e PSD é para mim um mistério. Eu quero um PS concentrado na recusa do Tratado Orçamental, numa reforma fiscal que pese mais no capital do que no trabalho, numa revisão profunda do Código de Trabalho, na recuperação da iniciativa estatal, na regulação económica sobre sectores-chave, na renegociação da dívida impagável. E isto não é retórica, é mesmo para ser feito.

O potêncial de desilusão é tremendo.

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Afinal, estamos em “Emergência”

Francisco Assis: “Uma situação de emergência exigirá soluções de emergência. A situação é de emergência sob vários pontos de vista porque o quadro político é aquele em que vivemos, com um governo de gestão, não podemos ignorar essa situação a dois meses da realização de eleições”.

Claro que o que hoje é óbvio, ontem era inadmissível…