O CDS Feminista

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Foi ontem anunciado que será aprovada na AR a mudança da funesta Lei da Partidade, com o aumento da percentagem prevista para 40% e o alargamento do critério a todos os órgão politicos electivos. Na minha curta jornada pelo mundo da política já conheci, pessoalmente e pela via literária, uma imensidão de opiniões dentro das próprias ideologias, mesmo dentro das direitas, diversidade essa, em muitas ocasiões, bem fundamentada. Ora eu já conheci pessoas de direita, incluindo bons conservadores, defendendo a legalização das drogas leves ou da prostituição e socialistas que se lhe opunham. Já conheci quem de direita se opusesse à liberalização do porte de arma para defesa pessoal ou fosse um ambientalista fervoroso – como este que vos fala – e socialistas que optassem pelas posições contrárias. Muito se pode escrever acerca destas questões e muito se pode e se tem teorizado sob o seu enquadramento, legítimo ou não, à luz das ideologias relevantes.
O que eu nunca conheci pessoalmente, nunca encontrei nos livros, nem nunca ouvi num podcast foi uma feminista – nos moldes em que actualmente o feminismo se enquadra, na sua terceira via – que fosse de direita. Sendo improvável a existência de um cavalo com asas, nem pelas leis da biologia nem pelas da física, é mais provável eu ter exagerado nos shots de tequila do que estar na presença da mítica criatura. O que me leva a concluir que, dada a diferente natureza entre os fenómenos da própria e os ideológicos, quando me deparo com a primeira pessoa, supostamente à direita, que se diz feminista, é mais provável essa pessoa não ser, de facto, de direita do que estarmos na presença de um cisne negro, terminando eu a indagar acerca do escombro do espectro político em que a Presidente do CDS habita. Dito isto, revivo o debate que se acendeu pelas posições tomadas, na AR, por um deputado do partido, debate esse que gerou páginas de discussão na imprensa, no Facebook, na blogosfera e nas suas caixas de comentários, pois dizia-se ser impensável o partido ser tão complacente a uma suposta violação grave da matriz do partido.

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Grid Girls comentam decisão da F1

Furiosas, grid girls se manifestam contra decisão “ridícula” da Fórmula 1

Grid girl

Uma decisão ridícula, a vários níveis.

Não só a roupa não é “escassa”, como não é “provocativa”: se isto é que é provocante, por favor juntem-se aos evangélicos mais radicais da década de 90 que ajudaram a eleger W na década seguinte (2000 e 2004) e que estas feministas tanto criticavam.

Além disso, a Rebecca e as colegas faziam isto de livre vontade. Onde está o Girl Power? Então agora as mulheres são tão incapazes de tomarem as suas decisões que têm de ser outras a tomar as decisões por elas.

E claro, o Wage Gap. Se querem que o grupo de todas as mulheres ganhe mais que o grupo de todos os homens, não ajuda acabar com empregos pagos acima da média, empurrando assim estas mulheres para empregos que paguem menos. Além de claro, retirar um emprego em que as colocava nos media e lhes dava acesso a outras carreiras (por exemplo, pilotar elas mesmas, como o exemplo no artigo).

Congrats women, you have just played yourselves…

Quando é que o Fascismo moderno vai começar a queimar livros e obras de arte?

No ponto em que já se vai na América: um quadro deve ser removido de exibição de um museu porque uma petição o considera “inapropriado” nesta época de prevalência do “assalto sexual”. Ora, o “assalto sexual” pode ser um fenómeno horrível, mas daí até dizer que 1) há uma epidemia do mesmo ou 2) que a remoção (ou destruição, já agora) de obras como esta iria ter algum efeito no número de assaltos sexuais – para ser simpático com os “Nova Iorquinos” preocupados que lançaram a petição – é ilógico.

Lembrou-me de um artigo de 2015 no Observer: The Real Reason We Need to Stop Trying to Protect Everyone’s Feelings, que pedia trigger warnings no The Great Gatsby e que tem um comentário curioso sobre o Fahrenheit 451.

Só uma nota final: eu cresci numa época em que era a direita evangélica ultra-religiosa que queria banir a sexualização da mulher, com as feministas e movimentos LGBT a promoverem “slut walks”, “love parades” e obras objectificadoras das mulheres.
Eu ainda não tenho 40. Será que ainda vou assistir a nova inversão, com os movimentos religiosos muçulmanos no ocidente a liderarem os esforços de censura, e os movimentos LGBT, gays e feministas a promoverem “slut walks”, “love parades” e a “livre expressão” do corpo? Se sim, façam-me só um favor: sem a música e a indumentária dos anos 80 😉

New Yorkers call for removal of Met painting that ‘sexualizes’ girl.

New Yorkers launched a petition demanding that the Metropolitan Museum of Art remove a 1938 painting of a young woman with her underwear exposed due to the “current climate around sexual assault” — but the Met refused Sunday.

The piece, “Thérèse Dreaming” by the French artist Balthus, “sexualizes” the girl by depicting her lounging in a skirt with her knee up on a chair, according to the petition, which was posted on the website Care 2.

(tenho que colocar o link abaixo pois o WordPress coloca as imagens atrás da citação)

Coreia do Sul força jovens universitários a sairem juntos

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South Korea students forced to date as desperate government attempts to lift birth rate.

STUDENTS at two South Korean universities are being offering courses that make it mandatory for them to date their classmates as the country battles to reverse one of the lowest birth rates in the world.

Bem, eu adoro o ar entusiasmado com que o casal cumpre o castigo.
Pelo ar da coisa, não sei é se vai adiantar muito.
Mas, para bem do governo, esperemos que com outros casais esteja a correr melhor.

Recordo que o fenómeno herbívoro (Sōshoku(-kei) danshina Ásia é bem mais forte que o fenómeno MGTOW anglófono e é mais profundo que o simples Hikikomori. Esta é mais uma tentativa de resposta, numa tendência que só vejo a multiplicar-se nos próximos anos.

O Feminismo mata mulheres – como homens agora evitam fazer CPR a uma mulher

Women are less likely to receive CPR ‘because people are reluctant to touch their breasts’, study finds (outros: Verge, US News, Elle UK)

Women are less likely than men to receive CPR from a bystander and more likely to die, a new study suggests.

Researchers believe it might be down to a general reluctance to touch a woman’s chest and move clothing out of the way for better access.

Only 39 percent of women suffering cardiac arrest in a public place were given CPR versus 45 percent of men, and men were 23 percent more likely to survive, the study found.

It involved nearly 20,000 cases around the country and is the first to examine gender differences in receiving heart help from the public versus professional responders.

Se virem uma mulher a precisar de CPR na rua, corram… na outra direção. Afinal, hoje simplesmente dar um beijo já pode ser considerado “violação”. Não é só a Bela Adormecida que hoje não seria salva (more) , são mulheres reais. Parabéns feministas.