Afinal, o “apoio” aos bancos dá lucro ao estado

CoCos já renderam ao Estado €1280 milhões em juros

Ressalvando que na minha opinião o estado não deveria ser uma agência de crédito, fartei-me (ou não 😉 ) de explicar isto no Parlamento quando fui membro da Comissão de Orçamento: o “apoio” do estado à recapitalização da banca (aliás provocado por novos rácios de crédito que o mesmo estado impôs) era concedido com juros e condições tais (por exemplo ao nível do condicionamento da gestão nesses bancos) que incentivava que os bancos devolvessem o dinheiro o mais depressa possível.
Da nossa esquerda ouvi sempre que era uma vergonhosa ajuda aos bancos, patrocinada pela direita dos interesses (naquela conversa típica de quem está ideologicamente cego e não dispensa a arrastar o adversário político para a lama com o ataque pessoal). É triste que possam agora ser aqueles que nunca quiseram contas públicas equilibradas a gastar o proveito dessas receitas.

A destruição da Educação em Portugal por Crato – mea culpa dum cúmplice

Penso que é isto que se chama de fake news e que toda a gente quer deixar que exista para bem do esclarecimento geral do povo:

Portugal teve os melhores resultados de sempre nos testes PISA [2015], da OCDE, chegando aos 501 pontos em Literacia Científica, 498 em Leitura e 492 na Matemática

É que eu quero deixar claro que acho muito bem que seja declarado “fake news” e censurado de tudo o que é meio de comunicação. Porque como toda a gente sabe estes resultados que avaliam os nossos alunos do ano de 2015 só podem ser falsos: Portugal de 2011 a 2015 teve um governo com um ministro da educação, Nuno Lúcifer Crato, cujo único objectivo foi destruir o sistema educativo e implantar coisas más como a pobreza, a ignorância e o fasssssssismo em geral.

Que agora venha uma organização de meia-leca como a OCDE branquear e normalizar essa incarnação do Mal é um perigo para as democracias e para o Bem. Diga-se, felizmente!, que o actual ministro da Educação, uma pessoa incapaz de sentir o mal o que demonstrou pela forma abnegada e desinteressada com que se opôs às maldades de Nuno Crato, já tratou de reverter de forma urgente e inapelável as principais reformas curriculares e de examinação dos nossos tão maltratados alunos. Pelo meio conseguiu também fazer quebras estatísticas de décadas ao mexer nos anos em que se fazem provas de aferição – e assim garante que só mesmo organizações de interesses internacionais como a OCDE podem manter avaliações do sistema ao longo do tempo. É certo que se perdeu um interventivo líder sindical, mas ganhou-se um ministro sem máculas. E afinal quem é que precisa de um líder sindical interventivo quando o tem a ministro e portanto se acabou a práctica do mal sobre o sistema educativo?

Fui durante os quatro anos do consulado de Crato defensor e porta-voz no Parlamento das reformas e do trabalho deste Lúcifer. Devo hoje um pedido de desculpas a todos (e a todas, e a todes e a t@d@s) os portugueses: fi-lo sempre por estar vendido a interesses do Mal em particular e do neo-liberalismo fassssista em geral. Como aqui se vê, a preocupação última era a qualidade do sistema ou sequer o sucesso dos alunos. Fica, tardiamente, a minha confissão e o meu arrependimento.

CONFITEOR Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Ioanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, et omnibus Sanctis, quia peccavi nimis cogitatione, verbo et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, et omnes Sanctos, orare pro me ad Dominum Deum nostrum. Amen.