O Partido Socialista é o Partido do Mundo Que Mais Acredita Que Os Portugueses Acreditam No Governo

No dia 25 de Junho, o jornal Público cometeu um erro amador, em que leu um estudo de forma contrária, e vem vez de noticiar que “Portugal é o terceiro país do mundo onde menos se acredita no Governo” noticiou erradamente que “Portugal é o terceiro país do mundo onde mais se acredita no Governo”, notícia essa que foi entretanto corrigida – ver aqui.

Essa versão inicial errada da notícia foi rapidamente difundida por vários meios de comunicação social e foi de logo aproveitada pelo partido socialista para efeitos de propaganda – o mesmo partido que anuncia desde 2016 a viragem da página da austeridade e que nos brinda com uma carga fiscal recorde. Pode-se ler no maravilhoso tweet do partido socialista, entretanto apagado, o seguinte:

Os portugueses são dos que mais acreditam na política. O estudo é da fundação dinamarquesa Aliança de Democracias que revela ainda que #Portugal é o 3º país do mundo onde os cidadãos sentem que a sua voz faz diferença.

E quer o PS policiar as fake news…

A imagem acima foi retirada daqui.

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Observador mente por Ocasio Cortez

Para quem diz que o Observador é um jornal de direita (lol), aqui fica mais um daqueles artigos que provam o contrário.

No 116º Congresso dos EUA, Alexandria Ocasio Cortez é o elemento mais imaturo e inexperiente de toda a assembleia: não só é jovem, como nunca foi responsável por nada na sua curta vida profissional.

A sua infância foi passada em  Yorktown Heights, um subúrbio a 70km de Nova Iorque – apesar de ela se afirmar do Bronx. O Observador mente ao escrever “Alexandria, que cresceu nos subúrbios que hoje representa em Washington DC”.

Nessa infância, Alexandria viveu numa casa que mais tarde a família vendeu por $355.000 e andou numa escola de elite,Yorktown High School.  Um bairro 90% branco e onde o rendimento médio por família é de $141.254 – quase o triplo do NY14 ($58.331). O Observador não providencia o necessário contexto quando escreve “Desde as primeiras declarações públicas que se descreve como membro da classe trabalhadora.”. Sobretudo quando ela teve de corrigir a sua biografia por causa deste tema.

A morte do pai deixa a família em apuros financeiros: sem seguro de vida (na América, uma necessidade – mas planear o futuro não é o forte desta família, como veremos). Alexandria trabalha então como bartender, a única experiência profissional que tem e que leva para o Congresso Americano (e dança). Para entrar no Congresso, tem uma vitória “forte”. Disse Bernie Sanders em Junho de 2018, papagueou o Observador. Bem, NY14 tem 691.715 habitantes. Em Junho, AOC teve 16.898 votos contra 12.880 do incumbente. Foi bem jogado da parte dela, mas não, não foi uma vitória “forte”. Foi apenas um bom exemplo de “Primaring“, ou seja, de um extremista escolher bem um assento que o seu partido ganha nas calmas (NY14: 83% em 2016) e apostar tudo numa mobilização forte dos seus amigos extremistas nas primárias.

O campanha foi, segundo a Wikipedia e o Observador, feita a partir de uma taqueria. Ambos citam a mesma entrevista à Bon Appétit (eu também, já agora). O Mauro Gonçalves coloca a proposta de “garantia de emprego” entre aspas, mas o “seguro de saúde para todos” ele acredita ser exequível e portanto não tem o mesmo tratamento. A administração Obama não conseguiu atribuir seguro de saúde a todos, mas vai ser esta jovem servente a consegui-lo. O Observador tem um believer.

O incumbente gastou $4.331.649 na campanha (e não 3 milhões) e, segundo o NYT, “despite two decades in Congress, had never run in a competitive primary“, ou seja, nunca tinha tido uma primária competitiva. AOC gastou $1.673.699 (já incluindo a campanha pós-primárias). Já agora, o adversário republicano gastou $2.500 (!). Em Novembro, a vitória frente ao candidato republicano foi menos expressiva que em 2016: de 82,9% para 78,2%. Tendo sido eleita, revelou não ter dinheiro para a renda em Washington DC – aprendeu com a família a não planear o futuro, mesmo numa situação previsível desde Junho – e foi chorar para os media, o que originou uma novela (extra). Nem o Observador nem a AOC são muito bons com números.

Ocasio Cortez face.pngComo o artigo está na secção de Lifestyle (!), o Mauro continua depois com comentários a opções de cosmética e de guarda-roupa da congressista, uma “objectificação” de acordo com o vocabulário de AOC.
Um exemplo de estilo, para ele.
Eu limito-me a incluir uma imagem, sem comentários.

O que fica por falar no artigo?

Ocasio Cortez smiles.pngAOC graduou-se na Universidade de Boston em Relações Internacionais e Economia. Mas acredita que o desemprego é baixo porque todos têm dois empregos. Que devia haver uma “garantia de emprego universal”. Que a habitação é um direito humano”. E que os mais ricos deviam pagar uma taxa de IRS de 70% (e que isso financiaria os programas que ela propõe). Não acredita em equilíbrio orçamental. Acredita que acusações de assédio sexual não acaba com carreiras, mas que as aceleraAcredita também que a polícia de fronteiras e alfândegas (ICE) deve ser “abolida” (extra). Que o controlo fronteiriço é uma violação dos Direitos Humanos (2),(3). Que o colégio eleitoral é um resquício da escravatura nos EUAUma democrata que tem gozo em enfurecer os sindicalistas que sempre foram a base do seu partido. Quer que os EUA usem energia 100% renovável em 10 anos (Ben Shapiro responde). Acredita que estar logicamente e semanticamente correcto é menos importante que estar “moralmente correcto” (ver exemplo anterior). E que se nada for feito pelo ambiente, o mundo vai acabar em 12 anos. lol.

Mauro Gonçalves do Observador acha que os “vestidos e blazers que lhe assentam na perfeição” justificam admiração por tal figura. Assim vai o “jornal de direita”.

Chefe Índio Nathan Phillips, o repetente

Como podem ver neste vídeo, o chefe índio, actor e mentiroso, e usa essas suas capacidades sempre que o deixam dizer barbaridades: 1) os jovens não gritaram “Build that wall! Build that wall!”, 2) Nem Washington DC nem Michigan são terras indígenas (e a tribo dele até é do Nebraska), 3) os índios tinham prisões, 4) ele é uma das piores pessoas para distinguir o certo do errado e 5) aquelas lágrimas de crocodilo a pedido… please.

Mas a questão é que já não é a 1ª vez. Em 2015, ele encontrou uns jovens da EMU (Eastern Michigan University) vestidos de índios com vestidos com penas, cara pintada de vermelha, e acusou-os de apropriação cultural, falta de respeito e tentou causar-lhe problemas e lucrar com o incidente com campanhas gofundme. Algo aliás que chegaram a começar também desta vez, mas com muito menos sucesso dada a evolução da narrativa. Uma vítima profissional, portanto.

Mais: na sua própria juventude no Nebraska, Nathan R. Stanard (sim, mudou de nome) foi preso, fugiu da prisão, apanhado com álcool enquanto menor, foi apanhado em excesso de álcool diversas vezes, acusado de condução negligente, acusado de assalto (onde assumiu como culpado), acusado de destruição de propriedade (tendo a outra parte desistido), e apanhado a conduzir sem licença. Isto claro de há anos se afirmar como veterano quando não é, o que é crime nos EUA. Podem ler mais aqui e aqui, mas não nas organizações de Fake News…

Um farsante fez uma farsa e muitos acreditaram. A lição?
Como sempre, quando há uma história tão-boa-que-parece-mentira para a multidão “Never Trumper”, geralmente é mentira. Convido os a fazer o que se deveria ensinar nas escolas de jornalismo: investiguem primeiro. Estou farto destes “jornalistas” salivosos a saltarem para toda e qualquer história anti-Trump sem fazerem o mínimo de verificação.

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Chefe Índio Nathan Phillips, o mentiroso

O Observador, no artigo infame sobre o grupo de índios que perturbou os menores de um colégio católico, escreveu:

Para agravar o caso, Nathan Phillips é, além de ancião da tribo Omaha, um veterano da guerra do Vietname. O idoso disse ter servido no Vietname entre 1972 e 1976.

Não. Não é um veterano da guerra do Vietname, não é um marine, nunca esteve lá.
Passou o tempo na Califórnia e foi expulso por motivos disciplinares.

Segundo o Washington Post, Nathan Phillips, man at center of standoff with Covington teens, misrepresented his military history:

In reality, Phillips served from June 1972 to May 1976 in the Marine Corps Reserve, a service spokeswoman, Yvonne Carlock, said Wednesday. He spent much of his enlistment in California, did not deploy and left the service as a private after disciplinary issues.

Para quem não sabe, fazer-se passar por veterano é punido por lei nos EUA, de acordo com o Stolen Valor Act de 2013.

Até o Huffington Post alterou o artigo. Veremos se o Observador faz o mesmo.

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Observador & Covingtongate

Fox News: Journalist fired after wishing death on Covington Catholic HS students, parents: report

O tweet referido é este:

abriss-e1548155442759

É um (o mais grave?) dos exemplos da tolerância (!) da esquerda em relação aos miúdos que esperavam o autocarro quando um bando de índios foi cantar cânticos índios para o meio deles.

O Observador escreveu um artigo porque alguém não saiu da frente do índio. Participou numa campanha infame contra menores. Este jornalista desejou a morte dos miúdos e dos respectivos pais e foi despedido devido a isso. Vou ficar à espera do artigo do Observador sobre este jornalista. E outros exemplos semelhantes. Mas vou esperar sentado: e pensar que o Observador já foi diferente…