A nacionalização do desporto dá nisto

Ao chegar a Lisboa, depois de ter dirigido a final do Euro2012, Pedro Proença lamentou que não estivesse ninguém do Governo a receber a equipa de arbitragem por si liderada.

O recorrente aproveitamento político dos feitos desportivos cria este tipo de expectativas. Jogadores, arbitros e dirigentes consideram um dado adquirido a omnipresença estatal em todos os níveis para incentivar, regular, dirigir, arbitrar disputas e sobretudo para subsidiar. Ninguém é capaz de virar para o lado sem a ajuda do estado. Naturalmente, os políticos acedem a “estas legitimas preocupações”. Se falhar o governo está lá a oposição para “registar o desagrado”. Já era altura de se acabar com esta promiscuidade. O governo já se intromete demasiado em assunto que não lhe dizem respeito e tem assuntos bem mais importantes com que se preocupar.

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