O PS e a Ética

Muito bem a Ana Catarina Mendes, a constatar o óbvio.

A imagem acima foi criativamente adaptada desta imagem original.

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A perda da narrativa da esquerda

constantinoRodrigo Constantino, na Isto É faz um excelente retrato da Hipocrisia da Esquerda Brasileira (e mundial) e da decadência moral que ela actualmente passa.
Excerpto:

A extrema esquerda vive dias de profunda angústia. Não é mais capaz de lotar as ruas com seus protestos, mesmo colocando show grátis de septuagenário da MPB e artista global para bater selfies. Só chama a atenção mesmo quando adota a estratégia do quebra-quebra, com a convocação paga com mortadela dos marginais ligados aos sindicatos e MST.

Essa decadência se deve em parte ao avanço das redes sociais, que permitem a exposição da hipocrisia dessa turma de “intelectuais” e artistas engajados, antes protegidos pela hegemonia esquerdista na imprensa. Agora, com direito ao contraditório, fica evidente a perda da narrativa desses socialistas, que sempre viveram só de narrativa, já que seus resultados foram invariavelmente terríveis.

Como essa extrema esquerda pode, por exemplo, gritar por “Diretas Já”, se defende o regime de Maduro na Venezuela ou mesmo Cuba, a ditadura mais longeva e opressora do continente? A democracia e a “vontade do povo”, como podemos perceber, não passam de um engodo, um slogan bonito para enganar trouxas – os que restaram.

Que tal o combate à corrupção, a velha bandeira da ética? Como alguém vai fingir que condena a corrupção se poupa Lula, o chefe da quadrilha petista, a quem Joesley Batista, da JBS, diz ter dado US$150 milhões na Suíça? Essa bandeira está completamente esgarçada. A extrema esquerda é conivente com o crime, desde que o criminoso também seja da esquerda radical.

Onde Cortar na Despesa?

O meu artigo de hoje no Diário Económico:

Princípios

Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
Este é um momento histórico para aplicar estes princípios e cortar em despesas intocáveis.

Liberdade de criar emprego e acrescentar valor. Urge simplificar a burocracia e cortar nas estruturas. Rescindir, como prometido, com 15% (ou 1725) dos cargos dirigentes, sobretudo onde há um chefe por dez ou menos funcionários – nomeados e portanto sem compensação. Até à extinção da “Bolsa de Mobilidade”, baixar o rácio de entrada para 1 entrada por 3 ou 4 saídas – um corte de dezenas de milhares de funcionários. Por fim, cumprir as privatizações prometidas por Sócrates, permitindo não só evitar o prejuízo daquelas empresas como também pagar dívida e, assim, evitar os juros respectivos.

Igualdade entre funcionários públicos e privados. Já em 2013 todos deverão ter acesso aos mesmos subsídios e restantes direitos. Dias de baixa até receber (0 ou 3), fracção do salário a receber (100% ou 55%), idade da reforma (variável ou 65), valor desta, pensão para cônjuge e filhos, pensão de invalidez, consultas e tratamentos como banhos de algas a cêntimos, ofertas como a dos óculos de sol… A ADSE deverá ser integrada no SNS e todos os direitos deverão ser uniformizados ao nível dos do privado.

Fraternidade entre gerações. A Suíça já há muito impôs tectos a pensões e impossibilita a acumulação das mesmas, para garantir a sustentabilidade e o usufruto futuro da geração que as paga hoje. Portugal tem de adoptar o mesmo sistema e pode até utilizar o valor do limite Suíço. E claro, um valor proporcional para quem se reformou antes dos 65.

Ética exige também cortes de quem deve dar o exemplo. Se Hollande cortou a frota de carros oficiais, Gaspar pode fazer o mesmo. O mesmo se aplicando às ajudas de custo de transporte e de alojamento. E por fim, os sindicatos deverão funcionar com base em quotas dos sindicalizados, abdicando de centenas de “trabalhadores” que não exercem.

Ou o Estado corta nos que podem, ou terá de falhar com os que não podem.

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Basicamente, o artigo tem 4 parágrafos, 4 cortes:

  1. Número de Funcionários Públicos, com 3 pontos-chave: Chefias intermédias,
    Trabalhadores excedentários (“Bolsa de Mobilidade”) e Sector Empresarial do Estado
  2. Despesas por funcionário, focando naquelas que violam o Princípio da Equidade,
    tão importante no chumbo do Tribunal Constitucional
  3. Pensões, dada a sua relevância no Orçamento
  4. Medidas simbólicas, que seriam um importante sinal de quem deve dar o exemplo

Se puderem, deixem outras sugestões de cortes nos comentários.