Quando ganha o Media Darling tudo é diferente…

Não ligo muito à França e portanto as eleições presidenciais naquele país passaram-me um pouco ao lado, mas há algumas lições a reter sobre os media internacionais:

  1. Como o Media Darling era homem e a opositora era mulher, nesta eleições não houve nem Sexismo nem Misoginia, ao contrário das eleições americanas, em que estes foram graves problemas que obviamente decidiram a eleição;
  2. Nas eleições americanas, houve intervenção externa (nunca provada), nas eleições europeias, os parceiros europeus não costumam apoiar, nestas eleições houve apoios quer americanos quer europeus. Sem qualquer reação claro.
  3. Ganhou um banqueiro, logo da banca de investimento, tanto diabolizada pelos membros da legacy media (imprensa e televisão). Macron, Make Banking Great Again!
  4. Os legacy media agem cada vez mais em bloco. Um fenómeno cada vez mais dominante quer na França, quer na América, quer em Portugal – onde reina a paz social perante as maiores asneiras por parte do PS. O 4º poder é cada vez mais organizado: quem os beneficiar tem um apoio maior do que o imaginado por Emídio Rangel; quem se opuser…
  5. Como os legacy media os protegem, os Media Darling sentem-se seguros e invulneráveis. Resultado: cada vez serão mais frequentemente vítimas de Leaks na WikiLeaks.

Os media sempre foram inclinados, mas estão cada vez mais inclinados. A política é uma derivada da cultura e esta evolução da cultura dos media é bastante preocupante.

Sobre os Limites das Reformas

1 a 1, as Reformas Douradas vão sendo expostas neste país. Agora foi Emídio Rangel. É o modo errado de lidar com o assunto, mas de quem será a culpa: de quem expõe, ou de quem se coloca a jeito?

Para quando legislação que limite as Reformas ao que as pessoas contribuíram até aos 65 anos?

(Ou seja, somam-se todas as contribuições até aos 65, calcula-se a Esperança Média de Vida e divide-se o valor em falta pelos meses correspondentes, ganhando quem viver acima da EMV e perdendo quem viver menos).

Até quando durará esta injustiça inter-geracional?

(Sim, porque para a minha geração certamente não irão existir estas benesses…)