Trumpgate #37 – A visão de um Progressista

Gosto de ler sobre um assunto diversos pontos de vista.
Aqui fica mais um, de alguém que não gosta de Trump (ou “Donnie Tiny Hands” nas palavras dele), que lê a comunicação mainstream, mas que vai mais fundo. Aconselho:

Fico à espera dos que me vão dizer que este vídeo não é credível porque estes três são grande fãs de Trump. 🙂

Nota: Para evitar isto, obviamente este artigo complementa este meu e este do Bruno.
Leitura adicional: Ensaio sobre a Cegueira Política (Bruno no Jornal Económico)

Trumpgate #37

Creio que o herói libertário Stefan Molyneux disse aqui melhor do que eu diria.

Investigue-se tudo. Extraiam-se todas as consequências. Obviamente.
Agora, se ouvirem o vídeo creio que terão uma boa perspectiva do que está em causa.

Merkel defende Ivanka a representar na G20

Merkel, a responsável pela organização da conferência, defende a presença de Ivanka a representar os EUA no G20, conforme aqui reportado. Parte final do artigo:

“Ivanka Trump was part and parcel of the American delegation, so that is something that other delegations also do. It’s very well known that she works at the White House and is also engaged in certain initiatives.”

A photo of the first daughter sitting beside British Prime Minister Theresa May and Chinese President Xi Jinping surfaced on Twitter, drawing some criticism, including from aides to former President Barack Obama.

Cabinet officials typically replace the president at high-level sessions when a stand-in is needed. Ivanka serves as an unpaid adviser to her father in the White House.

“Ivanka was sitting in the back and then briefly joined the main table when the president had to step out,” a White House official said in response to the photo.

The topic at hand reportedly concerned one of Ivanka Trump’s projects, the World Bank finance initiative for women entrepreneurs.

Ou seja: 1) é habitual, 2) foi por breve período, 3) foi num assunto que ela conhece bem.

Curiosamente as críticas vieram de Obamistas, geralmente defensores da igualdade para as mulheres… até que a mulher elevada seja uma de direita.

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Trump domina Putin

Como é bem conhecido, Trump é o tipo de macho alpha que domina qualquer interação, seja ela no domínio americano ou internacional. No G20, não houve excepções e todos os especialistas de linguagem corporal concordaram com essa superioridade de Trump: sobre May, sobre Merkel, ou sobre Putin

Para exemplo fica aqui a análise que a BBC – dificilmente um “media pró-Trump” – fez sobre as interações com Putin:

Kathy Griffin – o João Quadros americano foi longe demais

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Primeiro, foi a imagem. Depois o pedido de desculpa (claramente falsa). Depois foram os ataques à esquerda (1, 2) e à “direita” (Fox). E aquela conferência de imprensa. E a controvérsia sobre Baron e o que ela tinha dito antes. E agora que a poeira assentou, são estas as opções da “humorista”.

Sobre este episódio, que provavelmente não viram na comunicação social portuguesa (lol), apraz-me apenas fazer os seguintes comentários:

  1. É legitimo gostar ou não de pessoas como o Presidente Obama ou o Presidente Trump. Sobretudo como Libertário. Incitações à violência é que não.
  2. Esta senhora foi longe demais. Aquela reação de Baron matou a carreira dela e meritoriamente. E não se perdeu nada.
  3. Que eu saiba, toda esta situação não passou na comunicação social portuguesa. Esta sempre foi enviesada para os democratas (para as elites de Clinton mais do que para a base progressista de Bernie Sanders pelo que me apercebo). Críticas a Trump passam e são aumentadas, este caso não passou. Critérios “editoriais”…
  4. Johnny Depp também já pediu desculpa, caso que foi comparado com este. A maré, na América, está a virar contra a violência gratuita.
  5. João Quadros tem uma conta de Twitter que já seria motivo para banir centenas de Milos Yiannopoulos. Mas este é intocável. Vivemos num campo muito inclinado.

 

Trump y sus muchachos

Daniel Hannan é dos políticos e polemistas europeus mais extraordinários – provavelmente ganhou “sozinho” o referendo ao Brexit. Este texto renova essa evidência. Aliás, vou assumir aqui e desenvolver amanhã no Expresso online: muita oposição a Trump é feita não só com motivações erradas, como Hannan descreve, mas de forma contraproducente de tal forma que alimenta Trump e a sua base de apoio.

Tem de se sempre fazer o disclaimer: dou muito pouco por Trump (não sei como é que um liberal, como sou, o poderia apoiar) mas há formas de se lhe opor que são autofágicas – por exemplo quando passam pelo exibir de enormes double standards. Depois não se queixem.

Edward Snowden On The Election Of Trump

Uma declaração de Edward Snowden sobre a eleição de Donald Trump que subscrevo inteiramente:

“This is the thing I think we begin to forget when we focus too much on a single candidate. The current president of the United States, President Barack Obama, campaigned on a platform of ending mass surveillance in the United States. He said no more warrantless wiring tapping. He said he’d investigate and end criminal activities that had occurred under the prior administration…. And we all put a lot of hope in him because of this. Not just people in [the United States]…but people in Europe and elsewhere around the world. It was a moment where we believed that because the right person got into office everything would change. But unfortunately, once he took that office we saw that he actually didn’t fulfill those campaign promises.”[…]

“We should be cautious about putting too much faith or fear into elected officials. At the end of the day, this is just a president.”[…]

“If people want to change the world, they should look to themselves instead of putting their hopes or fears in a single person. This can only be the work of the people. If we want to have a better world we can’t hope for an Obama, and we should not fear a Donald Trump, rather we should build it ourselves.”

O Grande Erro das sondagens

Na política americana, as sondagens nacionais são pouco relevantes.  A esse nível, elas davam 3,2% de vantagem a Hillary e o resultado final foi uma vantagem de 0,2% para Hillary. Um erro razoável e dificilmente enquadrável na margem de erro. Mas este não foi o principal erro.

O principal erro foi ao nível dos estados.

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