O livro de Hillary – 2 versões de 1 Resposta

Há 2 formas de ver a questão:

  1. O livro tem a pergunta e a resposta na capa: O que aconteceu? Aconteceu Hillary Clinton, que era tão fraca tão fraca que perdeu contra o candidato com menos apoio na história.
  2. O livro tem uma pergunta, falta apenas o livro com a resposta… e Trump um dia lançará o seu livro de memórias com o título “I Happened”.

Foi Hillary que perdeu? Foi Trump que mereceu vencer? Eu inclino-me mais para a 1ª opção, mas a história será a melhor juíza.

What happened - I happened

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Ben Shapiro Vs Trump?

Uma perspectiva rara e uma crítica racional a Trump. Já agora, uma definição mais restrita de Alt-Right e uma comparação com a Alt-Left que interessa conhecer.
E por fim, uma descrição do que aconteceu em Charlottesville sem filtro dos legacy media.

Trump & Coreia do Norte – Porquê

Só por estes dias descobri este relatório da Quartz, pouco notado na imprensa (Independent, NY Post, Business Insider)

North Korea is sitting on trillions of dollars of untapped wealth, and its neighbors want in

Acho… estranho esta história não ter muito mais exposição.

Pyongsan_Fluorite_mine_in_North_Hwanghae_Province_North_Korea

Trump & Coreia do Norte – Como

Há muito ruído nos legacy media nacionais e internacionais sobre a relação EUA-Coreia do Norte (enfim) nas últimas semanas. De todas as explicações que tenho ouvido, creio que esta é a melhor na explicação do comportamento de Trump e do Rex Tillerson, pelo habitualmente correcto Scott Adams:

Trumpgate #37 – A visão de um Progressista

Gosto de ler sobre um assunto diversos pontos de vista.
Aqui fica mais um, de alguém que não gosta de Trump (ou “Donnie Tiny Hands” nas palavras dele), que lê a comunicação mainstream, mas que vai mais fundo. Aconselho:

Fico à espera dos que me vão dizer que este vídeo não é credível porque estes três são grande fãs de Trump. 🙂

Nota: Para evitar isto, obviamente este artigo complementa este meu e este do Bruno.
Leitura adicional: Ensaio sobre a Cegueira Política (Bruno no Jornal Económico)

Trumpgate #37

Creio que o herói libertário Stefan Molyneux disse aqui melhor do que eu diria.

Investigue-se tudo. Extraiam-se todas as consequências. Obviamente.
Agora, se ouvirem o vídeo creio que terão uma boa perspectiva do que está em causa.

Merkel defende Ivanka a representar na G20

Merkel, a responsável pela organização da conferência, defende a presença de Ivanka a representar os EUA no G20, conforme aqui reportado. Parte final do artigo:

“Ivanka Trump was part and parcel of the American delegation, so that is something that other delegations also do. It’s very well known that she works at the White House and is also engaged in certain initiatives.”

A photo of the first daughter sitting beside British Prime Minister Theresa May and Chinese President Xi Jinping surfaced on Twitter, drawing some criticism, including from aides to former President Barack Obama.

Cabinet officials typically replace the president at high-level sessions when a stand-in is needed. Ivanka serves as an unpaid adviser to her father in the White House.

“Ivanka was sitting in the back and then briefly joined the main table when the president had to step out,” a White House official said in response to the photo.

The topic at hand reportedly concerned one of Ivanka Trump’s projects, the World Bank finance initiative for women entrepreneurs.

Ou seja: 1) é habitual, 2) foi por breve período, 3) foi num assunto que ela conhece bem.

Curiosamente as críticas vieram de Obamistas, geralmente defensores da igualdade para as mulheres… até que a mulher elevada seja uma de direita.

IvankaAndFriendsAtG20

Trump domina Putin

Como é bem conhecido, Trump é o tipo de macho alpha que domina qualquer interação, seja ela no domínio americano ou internacional. No G20, não houve excepções e todos os especialistas de linguagem corporal concordaram com essa superioridade de Trump: sobre May, sobre Merkel, ou sobre Putin

Para exemplo fica aqui a análise que a BBC – dificilmente um “media pró-Trump” – fez sobre as interações com Putin:

Kathy Griffin – o João Quadros americano foi longe demais

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Primeiro, foi a imagem. Depois o pedido de desculpa (claramente falsa). Depois foram os ataques à esquerda (1, 2) e à “direita” (Fox). E aquela conferência de imprensa. E a controvérsia sobre Baron e o que ela tinha dito antes. E agora que a poeira assentou, são estas as opções da “humorista”.

Sobre este episódio, que provavelmente não viram na comunicação social portuguesa (lol), apraz-me apenas fazer os seguintes comentários:

  1. É legitimo gostar ou não de pessoas como o Presidente Obama ou o Presidente Trump. Sobretudo como Libertário. Incitações à violência é que não.
  2. Esta senhora foi longe demais. Aquela reação de Baron matou a carreira dela e meritoriamente. E não se perdeu nada.
  3. Que eu saiba, toda esta situação não passou na comunicação social portuguesa. Esta sempre foi enviesada para os democratas (para as elites de Clinton mais do que para a base progressista de Bernie Sanders pelo que me apercebo). Críticas a Trump passam e são aumentadas, este caso não passou. Critérios “editoriais”…
  4. Johnny Depp também já pediu desculpa, caso que foi comparado com este. A maré, na América, está a virar contra a violência gratuita.
  5. João Quadros tem uma conta de Twitter que já seria motivo para banir centenas de Milos Yiannopoulos. Mas este é intocável. Vivemos num campo muito inclinado.

 

GamerGate to Trump

Um artigo introdutório para quem vive fora da internet, via CNET.
Fenómenos como o que elegeu Trump não acontecem por acaso.

Pat Buchanan e Donald Trump

Uma leitura muito interessante: ‘The Ideas Made It, But I Didn’t’ – Pat Buchanan won after all. But now he thinks it might be too late for the nation he was trying to save.

“Pat was the pioneer of the vision that Trump ran on and won on,” says Greg Mueller, who served as Buchanan’s communications director on the 1992 and 1996 campaigns and remains a close friend. Michael Kinsley, the liberal former New Republic editor who co-hosted CNN’s “Crossfire” with Buchanan, likewise credits his old sparring partner with laying the intellectual groundwork for Trumpism: “It’s unclear where this Trump thing goes, but Pat deserves some of the credit.” He pauses. “Or some of the blame.”

(…)

Less memorably, the 2000 campaign also brought Buchanan into contact for the first time with Trump. The New York real estate tycoon and tabloid favorite was also mulling a run for the Reform Party’s nomination at the urging of Jesse Ventura, the former professional wrestler who had won Minnesota’s governorship on the third-party ticket in 1998. Trump never followed through, but true to the form he would display 16 years later, the future president took pleasure in brutalizing his potential competition. Trump devoted portions of a book to highlighting Buchanan’s alleged “intolerance” toward black and gay people, accused him of being “in love with Adolf Hitler” and denounced Buchanan while visiting a Holocaust museum, telling reporters, “We must recognize bigotry and prejudice and defeat it wherever it appears.”

The irony today is unmistakable.

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Escolhas da Esquerda sobre a Rússia

Rushia

Chafuen sobre Trump

Uma entrevista muito interessante de Alejandro Chafuen sobre Donald Trump: Alejandro Chafuen: “Trump es Trump y está haciendo lo que prometió”

—Da la sensación de que Trump quiere manejar el gobierno como lo hacía con su grupo empresarial.

—Correcto, y eso es natural en la mayoría de los seres humanos que extrapolan lo que los llevó a ser exitosos. Esa lealtad absoluta que tiende a existir en el mundo empresarial, especialmente en una empresa con un solo dueño, es completamente distinto a lo que existe en las burocracias, sobre todo en los puestos donde uno no puede despedir gente, los puestos más políticos. Trump no es un ideólogo.

—¿Quién es el ideólogo de Trump? ¿Steve Bannon?

—Bannon es una de las personas que más influye. El esposo de su hija Ivanka, Jared Kushner, también. Pero usa a muchos. Es como cuando uno va a construir un edificio. ¿Qué hace? Contrata a los que más saben en cada área. Él sabe delegar, y respeta. Pero es el que toma las decisiones. Parte de los problemas que está teniendo es que nunca ha estado en el gobierno. En economía, lamentablemente, tiene a Peter Navarro (NR: dirige el Consejo Nacional de Comercio), doctor en Harvard, que muchos definen como una persona muy buena, afable, pero con ideas económicas muy peligrosas. Yo creo que el comercio libre lleva al crecimiento y desarrollo de los pueblos de forma sana, y entonces cuando el asesor es malo y Trump lo escucha, estás en problemas.

—¿Trump es liberal o proteccionista? ¿Se lo puede etiquetar en alguna corriente?

—Trump es Trump. Cuando hace un presupuesto con reducción de enormes gastos en muchas áreas, usted dice que es un liberal. Pero después cuando quiere ayudar a la industria interna con tarifas aduaneras, es un proteccionista. Me parece a veces peligroso lo que está pasando en Estados Unidos. Mucha gente que era anti Trump está elaborando ahora la “doctrina Trump”. Uno de ellos es un escritor muy famoso de la derecha en Estados Unidos que se llama Victor Davis Hanson. Todos esperábamos que algo iba a hacer Trump en materia proteccionista, pero todos esperamos que no lleve a un contagio negativo. Hasta las grandes agencias de inversiones están siendo cuasi eufóricas porque piensan que no va a predominar la doctrina de Peter Navarro, que sí es más proteccionista, con una posición muy agresiva contra China desde el punto de vista económico. Si él fuese el único gurú económico de Trump, yo estaría muy preocupado.

Trump y sus muchachos

Daniel Hannan é dos políticos e polemistas europeus mais extraordinários – provavelmente ganhou “sozinho” o referendo ao Brexit. Este texto renova essa evidência. Aliás, vou assumir aqui e desenvolver amanhã no Expresso online: muita oposição a Trump é feita não só com motivações erradas, como Hannan descreve, mas de forma contraproducente de tal forma que alimenta Trump e a sua base de apoio.

Tem de se sempre fazer o disclaimer: dou muito pouco por Trump (não sei como é que um liberal, como sou, o poderia apoiar) mas há formas de se lhe opor que são autofágicas – por exemplo quando passam pelo exibir de enormes double standards. Depois não se queixem.

Edward Snowden On The Election Of Trump

Uma declaração de Edward Snowden sobre a eleição de Donald Trump que subscrevo inteiramente:

“This is the thing I think we begin to forget when we focus too much on a single candidate. The current president of the United States, President Barack Obama, campaigned on a platform of ending mass surveillance in the United States. He said no more warrantless wiring tapping. He said he’d investigate and end criminal activities that had occurred under the prior administration…. And we all put a lot of hope in him because of this. Not just people in [the United States]…but people in Europe and elsewhere around the world. It was a moment where we believed that because the right person got into office everything would change. But unfortunately, once he took that office we saw that he actually didn’t fulfill those campaign promises.”[…]

“We should be cautious about putting too much faith or fear into elected officials. At the end of the day, this is just a president.”[…]

“If people want to change the world, they should look to themselves instead of putting their hopes or fears in a single person. This can only be the work of the people. If we want to have a better world we can’t hope for an Obama, and we should not fear a Donald Trump, rather we should build it ourselves.”

Ron Paul on President-elect Donald Trump

Ron Paul ~ Donald Trump Is Going To Continue To Be Himself

Leitura complementar: Trump: o bom, o mau e o incerto.

O Grande Erro das sondagens

Na política americana, as sondagens nacionais são pouco relevantes.  A esse nível, elas davam 3,2% de vantagem a Hillary e o resultado final foi uma vantagem de 0,2% para Hillary. Um erro razoável e dificilmente enquadrável na margem de erro. Mas este não foi o principal erro.

O principal erro foi ao nível dos estados.

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Election Day!

A noite eleitoral nos Estados Unidos pode acabar numa surpresa – particularmente para quem anda mais distraído e só consome media portugueses – mas se é surpresa é porque apesar de tudo pouca gente conta com ela.

O resultado mais expectável é Hillary Clinton ganhar a maioria do Colégio Eleitoral, ainda que a consiga provavelmente sem levar os eleitores do Ohio que desde a Segunda Guerra Mundial só em 1960 (quando optaram por Nixon em detrimento de Kennedy) não fizeram parte da maioria vencedora.

Há alguns sinais para os quais vale a pena estar atento: a menos duma revolução no comportamento eleitoral dos americanos, Trump precisa de ganhar na Florida, Geórgia e na Carolina do Norte. E é provável também que não consiga ganhar sem os 4 votos eleitorais do New Hampshire. Se Hillary ganhar um dos primeiros três, eu diria que leva a nomeação para casa (o mesmo aliás com o Ohio), a menos duma grande surpresa na Pensilvânia, onde todos os estudos lhe dão a vitória. A vantagem, para nós, é que sendo estados da Costa Leste, encerram mais cedo que outros estados para os quais é preciso atenção como o Arizona, o Nevada ou o Colorado.

O essencial é isto: podemos ir para a cama com um certo grau de confiança se na Costa Leste Hillary já abrir caminho de forma quase decisiva. Este mapa permite brincar ao Colégio Eleitoral.

Vou estar hoje à noite aqui e no twitter.

Ron Paul on Donald Trump

Ron Paul Destroys Donald Trump In 60 Seconds

Slavoj Žižek: “Hillary is the true danger”

Não sei bem se isto deve ser considerado como argumento a favor de Trump ou Hillary…

Slavoj Žižek would vote for Trump

Clinton ‘Basket of Deplorables’ Remark

Clinton ‘Basket of Deplorables’ Remark Draws Fire

Trump: Clinton ‘Mocks and Demeans’ Americans

Campaign 2016 updates: Republicans pounce upon Clinton ‘deplorables’ remark. She apologizes. Sort of.

The consequences of Clinton’s ‘deplorables’ and Obama’s ‘clingers’

… e porque é que em Agosto colapsou?

O mesmo especialista analisa agora o mês de Agosto:

O modo como o povo escolhe os seus líderes/opressores é deveras curioso.

Porque é que Trump estava a ganhar até Julho…

Um especialista em persuasão explica:

Humor: E se a campanha de Trump não passasse de uma “traquinice”?

Malik Obama apoia Donald Trump

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Meio-irmão de Barack Obama vai votar em Donald Trump

O meio-irmão do presidente dos EUA, Malik Obama, anunciou que vai votar em Donald Trump nas eleições de novembro.

Malik, de 58 anos, que vive no Quénia — mas vota no estado americano do Maryland –, disse ao New York Post que gosta de Donald Trump “porque ele fala do coração”, e acrescentou que gostaria de o conhecer.

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Bill Kristol sobre Trump

Bill Kristol entrevistado por José Manuel Fernandes: “Nunca imaginei ver a América transformada numa espécie de Argentina”

Trump pode ganhar as eleições?
Sempre achei que não, mas começo a ter dúvidas. O que se passou com as reacções ao que se passou em Nice é bem ilustrativo do que pode vir a ser a campanha. Hillary reagiu como se fosse uma espécie de sub-secretária-geral da NATO, dizendo umas banalidades sobre a necessidade maior cooperação na partilha de informações. Um desastre. Já Trump encontrou o tom certo, com emoção mas sem exageros.
Por outro lado, se alguma coisa aprendi com a eleição de 1992, a que Bush pai perdeu, é que se as pessoas querem mesmo a mudança, então estão prontas a racionlizar o voto em alguém que tão problemático e tão cheio de defeitos como Trump. Sobretudo se a sua única alternativa for alguém completamente identificado com o status quo de quem não gostam. Ora se há coisa que é certa é que, neste momento, dois terços do eleitorado diz que quer mudanças, diz que não não gostam do status quo na economia, que não gosta do status quo na frente internacional.
Mas se estes factores jogam contra Hillary Clinton, a verdade é que, em última análise, estas eleições vão ser realmente umas eleições em torno de Trump e do que ele significa, um referendo a Trump. Essa é que é a verdade: estas serão umas eleições em que mais do que nunca se vota contra qualquer coisa, não a favor de alguém.

Hillary Clinton e Donald Trump

Hillary Clinton diz que Trump é “impróprio” para a Casa Branca

“Mesmo que não estivesse nesta corrida, estaria a fazer tudo para me certificar que Donald Trump nunca se tornaria presidente, porque, acredito, poderá levar o país para um caminho verdadeiramente perigoso”, afirmou Hillary Clinton, durante uma sessão pública em San Diego, Califórnia.

Hillary Clinton afirmou esperar que os “psiquiatras expliquem a afeição por tiranos”, referindo-se aos elogios de Donald Trump ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

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Chris Christie and Donald Trump

Chris Christie’s wordless screaming

His were the eyes of a man who has gazed into the abyss, and the abyss gazed back, and then he endorsed the abyss.

It was not a thousand-yard stare. That would understate the vast and impenetrable distance it encompassed.

He looked as if he had seen a ghost and the ghost had made him watch Mufasa die again.

He had the eyes of a man who has looked into the heart of light, the silence. A man who had seen the moment of his greatness flicker, and seen the eternal footman hold his coat, and snicker.