Que Se Lixe O Mérito

Segundo o Diário de Notícias, o governo prepara-se para avançar com legislação que obrigará as empresas cotadas em bolsa (até 2020) e as empresas do estado (até 2018) a ter um terço de mulheres nos conselhos de administração.

O estado, aplicando a sua visão socialista, parte do princípio de que 1) as empresas previlegiam o género em detrimento do mérito; e 2) que cabe ao estado forçar a correção desse preconceito impondo quotas de género. Eu contesto estes dois princípios porque 1) as empresas que privilegiam o género (ou outra característica) em detrimento do mérito num mercado global perdem competitividade; e 2) o estado, que não é um bom exemplo de gestão, não tem nada que se intrometer na gestão das empresas privadas.

Além disso, o género é neste caso um factor arbitrário – o estado poderia igualmente passar legislação de discriminação positiva para pessoas com base em critérios físicos, étnicos, raciais, de orientação sexual ou religiosos.

Para as mulheres, este género de leis – não de igualdade de acesso, mas de favorecimento – são um insulto, uma vez que pressupõe que pelo seu mérito as mulheres não conseguem chegar aos conselhos de administração; e com a nova lei em vigor, uma vez chegando aos conselhos de administração, nunca se saberá se uma mulher lá está por mérito próprio ou simplesmente para preencher quotas.

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O Dia da Igualdade Salarial

Depois de ver o post abaixo do Tó Zé sobre o “Dia da Igualdade Salarial”, ainda pensei que hoje fosse o dia 1 de Abril. Fazendo uma pesquisa pelo Google, descobre-se que este dia existe mesmo! É assinalado, por exemplo pela Comissão Para a Igualdade No Trabalho e No Emprego (* suspiros *). Aparentemente, foi celebrado pela primeira vez em 2013, e o site oficial da União Europeia afirma que “na Europa, as mulheres trabalham 59 dias de graça“. Segundo o Tó Zé, em Portugal “por trabalho de valor igual” as mulheres recebem o equivalente a menos 65 dias por ano. DiaDaIgualdadeSalarial

Se isso fosse verdade, a questão que deveria ser colocada de imediato era: “Onde estão os empresários e empresárias cegos e cegas que não aproveitam esse trabalho de valor igual pago a preço de saldo“? A justificação simplista e popular que o Tó Zé e muitos outros deputados – que votam leis bonitas de discriminação positiva como a Lei da Paridade – querem apresentar é de que se trata pura e simplemente de discriminação com base exclusiva no sexo do trabalhador. A realidade, claro está, é mais complexa. No entanto não serve o “espírito de missão de salvar o mundo” dos políticos e não faz a manchete dos jornais. Por mais vezes que o vídeo abaixo seja visto e revisto, o mito permacerá.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=EwogDPh-Sow%5D

 

E já agora, porque é que os políticos e a União Europeia não dão o mesmo destaque ao Dia Da Libertação de Impostos? Em 2013 em Portugal, cada trabalhador – do sexo masculino ou feminino (aqui não há discriminações) teve que trabalhar mais de 5 meses apenas cumprir com as suas obrigações fiscais, isto é, para o Estado!

O Ministério da Igualdade

Government should butt out of marriage and churches – Eamonn Butler (Adam Smith Insitute)

“UK Equalities Minister Lynne Featherstone want to legalise gay marriage. Fine by me: I don’t see why gay couples should not be able to sign up for the same obligations, rights and benefits that heterosexual couples observe and enjoy.

She also wants gay couples to be allowed to marry in church, like heterosexual ones. Again, I have no problem with that, if the church is willing to do it.

All good libertarian stuff.

But Ms Featherstone wants to go further, and force churches to officiate in gay marriages, whether they like it or not.

(…)

Likewise, Ms Featherstone should keep her nose out of what the churches choose to do. They too may have their own minimum standards for marriage, which couples have to sign up to before they can expect to be married on the premises. Fine. Churches are private clubs, let them get on with it. Personally, I would be campaigning for them to accept gay couples, but I wouldn’t force church officials to betray their consciences. These are deeply held ethical positions. Churches have been thinking about the morality of lifetime partnerships a good deal longer than Ms Featherstoe has.”

A somar às pérolas desta senhora estão a discriminação “positiva” no emprego e a sua crusada pela introdução de passaportes sem género.

“We are all unequal. No one, thank heavens, is like anyone else, however much the Socialists may pretend otherwise” – Margaret Thatcher