#Comprido

Este novo governo é o maior de sempre em Portugal, que totaliza 70 pessoas e que custará aos contribuintes mais 7 milhões de euros por ano, todos os anos.

Por comparação, vejamos o tamanho de outros governos de outros países Europeus – Portugal infelizmente, está sempre do lado errado dos rankings:

Este governo é tão longo e complexo, que na realidade parece que o governo está a repovoar o território e não a geri-lo, como bem sugere a Iniciativa Liberal:

Também via Iniciativa Liberal, são precisos três cartazes para se poder descrever todos os elementos do governo:

Creio que Freud terá uma boa explicação para o tamanho deste governo de António Costa.

Outra austeridade

Recomendo a leitura de dois artigos na edição de hoje do Diário Económico

“Há austeridade e austeridade” de António Costa

[O] corte da despesa pública não é menos doloroso do que o aumento de impostos, é, claro, menos doloroso para o Governo, porque é mais fácil definir políticas que obrigam os privados a despedir do que assumir que a despesa interna do Estado é muito superior à que os portugueses têm condições de pagar.

(…), não há alternativas à austeridade, mas há outra austeridade que o Governo poderia seguir, não menos dolorosa, mas virtuosa, porque permitiria que o sector privado sobrevivesse a um ajustamento, ou empobrecimento, que é um mal-necessário.

“A derrapagem” de Ricardo Arroja

É na despesa pública que reside o problema do défice público. Encontrando-se o Estado insolvente, se faltasse o dinheiro da ‘troika’, as administrações públicas entrariam de imediato em ruptura de pagamentos. O défice seria ajustado à bruta para zero. A constituição seria suspensa. E, portanto, como qualquer família responsável, o Estado também tem de ajustar as suas despesas às suas receitas e não o contrário. É, pois, altura de distribuir uma cópia do memorando original aos deputados dos partidos que o assinaram, a fim de que estes o possam reler, porque começam a estar todos muito esquecidos…Só então o poderão discutir, e eventualmente renegociar, de forma séria.

Quanto menos se souber melhor

Meios & Publicidade

A Comissão de Trabalhadores da RTP decidiu apresentar queixa de Mário Crespo ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas e uma outra à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista pelas referências que o pivô tem feito aos custos da RTP no final do Jornal das 9, espaço que conduz na SIC Notícias.(…) Recorde-se que Mário Crespo tem vindo a despedir-se dos espectadores com frases como “passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros.

Autonomias (5)

Em Espanha, quem compro os título de dívida autonomica está em maus lençois. Não sendo de afastar totalmente o cenário de default (apesar das garantias do estado central) a liquidez dos títulos e o desconto do mercado dizem tudo sobre o modelo de financiamento.

Cientos de miles de inversores españoles se encuentran atrapados en los llamados bonos patrióticos ante la dificultad de venderlos en el mercado donde apenas hay ofertas de compra y donde las transacciones se saldan incluso con pérdidas del 15%, según informa EFE. Entre 2011 y principios de 2012, sólo la Generalitat de Cataluña y la Valenciana emitieron 8.801,76 millones en bonos destinados a pequeños ahorradores, quienes si necesitan recuperar su dinero tienen que cruzar los dedos.

En el mercado secundario de deuda, donde los inversores negocian con estos activos, las operaciones que se consiguen cerrar son muy reducidas, como prueba el hecho de que la negociación diaria rara vez llega a 50.000 euros, frente a los millones de euros que mueven otros títulos de deuda.

LEITURAS COMPLEMENTARES: Autonomias; Autonomias (2); Autonomias (3); Autonomias (4);Autonomia e Responsabilidade

Sobre as razões do recente aumento no desemprego

“Subida do desemprego: um drama inevitável?” de Tavares Moreira (Quarta República)

A verdade é que o excesso de despesa em que a economia portuguesa viveu anos a fio, desde pelo menos 1997, em boa parte alimentado por gastos excessivos do sector público, ajudou a criar e expandir toda uma série de actividades, sobretudo no domínio dos serviços e do comércio – restauração, cafetarias, serviços de saúde e beleza, de limpeza, comércio a retalho, etc, etc – todas de mão-de-obra intensiva, que, quando a crise financeira se abateu sobre a economia, começaram a desaparecer como espuma batida pelo vento.

Acrescentemos a isso o sobredimensionamento do sector da construção e obras públicas, este alimentado por uma política de crédito bancário inacreditavelmente generosa, que o elevou a um nível de endividamento absurdo, o qual tem sofrido quebras acentuadíssimas da produção devido à semi-paralisia do mercado de habitação e à redução drástica das obras públicas – e também ele mão-de-obra intensivo.

Os sectores citados (…) têm sido os grandes alimentadores do desemprego, a que se somam muitas indústrias situadas a montante do sector da construção civil e obras publicas que viram o seu nível de actividade entrar em queda abrupta, arrastadas pelo colapso daquele sector.

O desemprego é, sem dúvida, uma chaga social que urge combater…mas o combate mais eficaz teria sido não incorrer nos imensos disparates de política económica e financeira cometidos ao longo de anos a fio, tendo atingido quase o delírio nos 6 anos que antecederam o terrível acordo com a Troika. Tendo abdicado desse combate, o desemprego tornou-se agora tão dramático quanto inevitável.