António Costa: Uma Análise Comparativa

antonioSão inúmeras as comparações que se vêm fazendo acerca da ascensão de António Costa, porque o povo é criativo e a ternura da arte e das letras tem-se feito bom desafogo para os males da vida. E certamente dói na existência assistir a tal figura ocupando o ofício chave da nação, na bonita ironia de ver o bobo da corte fantasiar o ministério numa corte de bobos.

Haverá quem o compare a um pirómano que, qual Nero, lançará o país nas chamas, dispenso provavelmente a harpa, pois não se lhe conhecem talentos nem dotes culturais e convenhamos que música ao povo já ele deu em demasiada. Mais ainda que esta comparação é injusta, pois o mundo é um lugar taciturno para os sonhadores e rapidamente – como com Tsipras – se faria à força do pirómano bombeiro. Bruxelas, qual pai severo e rigoroso, a bem do filho prontamente o colocaria na ordem, que o estudo é muito bonito e forma os homens para vida, que aquelas saídas ao Sábado são para acabar e que aquela moça que teima em frequentar a casa que nem uma arrendatária por caridade olha muito de esguelha e, já diziam os antigos, quem olha de esguelha não é de fiar.

Há também quem compare o ofício do ministério, com Costa, ao de uma mulher de má vida, pelo que terei, mais uma vez, que rebater o argumento, não por salvaguarda do próprio, mas por respeito a uma profissão que – salvo a condenação eterna por encomenda de algumas almas mais beatas – guarda mais respeito que o mesmo. E mais inadequada se põe esta analogia do ministério como bordel, quando temos em conta que é a raison d’etre deste deixar satisfação nos seus fregueses, que entram de calças na mão, satisfeitos à saída. Já o bordel do ministério de esquerda, como o quereis pintar, seria o imediato oposto, com o povo – ou parte dele – podendo até entrar satisfeito, mas saindo por certo com as calças na mão – sobrando em comum apenas os bolsos vazios.

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A Constituição É Clara Mas Deve Ser Intepretada Como Nos Convém

Corria a longínqua data de 19 de Setembro de 2015 quando (fonte):

No final de uma arruada em Matosinhos, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre a manchete do Expresso, que hoje avança que Cavaco Silva dará posse a quem tiver mais mandatos, prevalecendo o número de deputados sobre a percentagem de votos, tendo-se a bloquista escusado a comentar declarações de Cavaco Silva que não viu em lado nenhum. “Eu acho que nós não precisamos de inventar muito. Temos 40 anos de democracia, temos uma Constituição que é clara. O Presidente chamará o partido que tiver a maior bancada parlamentar para formar um Governo. Eu não percebo muito bem porque há todo esse debate“, disse, perante a pergunta de se esta decisão seria legítima.

AConstituicaoEClaraImagem roubada daqui.

O Que É O Syriza?

MatiasTsiprasCom tantas cambalhotas políticas é difícil definir o que é e onde se posiciona e o que representa hoje o Syriza – a coligação da esquerda radical Grega. O herói-salvador-de-esquerda primeiro-ministro Alexis Tsipras prepara-se para aplicar cortes de 11% nas pensões acima de mil euros assim como impor tectos aos pagamentos das mesmas (fonte).

“The government’s alternative plan for pensions foresees an average cut of more than 11 percent on monthly payments that exceed 1,000 euros, along with the radical reform of the social security system. This will be Athens’s attempt at preventing the country’s creditors from applying in full the tough measures included in the third bailout agreement.

The plan also includes the imposition of a ceiling close to 2,000 euros on the monthly sum of pensions paid to a recipient, from 2,350 currently per Social Security Foundation (IKA) recipient, 2,774 euros in special funds and 3,360 euros to those receiving two pensions.”

Opção ideológica ou um encontro com a realidade?

Leitura ComplementarCatarina Martins: gregos disseram “não” aos partidos da ‘troika