Censura de Novos Partidos e de Novas Ideias Em Portugal

É difícil de acreditar, mas assiste-se em Portugal em pleno século XXI à censura de novos partidos e de novas ideias. E aparentemente, é tudo normal.

Não obstante a quase inexistente cobertura mediática sobre a campanha muito eficaz da Iniciativa Liberal, eis que a Infraestruturas de Portugal (IP) – uma empresa pública, organismo que…

  • é presidido por António Laranjo, que como o Carlos Guimarães Pinto presidente da Iniciativa Liberal refere, é “um conhecido simpatizante socialista que anda de tacho em tacho há 20 anos (incluindo a gestão ruinosa daquele buraco financeiro chamado Euro2004)“.
  • é tutelado pelo Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, cujo ex-ministro Pedro Marques é o actual cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias.

…decide então contra o parecer das autoridades (ver abaixo) e contra a lei eleitoral do país enviar uma grua durante a noite para retirar a estrutura de um outdoor da Iniciativa de uma zona do IC 19 (fonte) sendo que:

  • depois das Infraestruturas de Portugal terem chamado a GNR ao local para que notificasse os membros do partido para a retirada do outdoor, as autoridades concluíram que estava “tudo dentro da lei” e não tinham necessidade de actuar (fonte).
  • existem há vários anos e continuam a existir outdoors de outros partidos na mesma zona, especificamente do Partido Socialista (PS), Partido Comunista (PCP) e Bloco de Esquerda (BE) (fonte) que continuam intocados.

A Iniciativa Liberal deve de facto estar a incomodar muita gente que não consegue conceber nenhuma ideia que não seja o socialista e que não consegue lidar com ideias diferentes.

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Notícias Do Mundo Partidário Liberal & Libertário

Existem desenvolvimentos recentes muito interessantes e empolgantes no panorama partidário Português que tem a particularidade dos partidos mais à direita serem de esquerda. Estes desenvolvimentos são tão mais relevantes para os leitores deste blogue porque se situam no espectro político liberal e libertário – não endereçado de todo por nenhum partido existente.

Começando pelo Partido Libertário, este passa a ser presidido pelo Carlos Novais. O Carlos Novais – que dispensa apresentações – é licenciado em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa e trabalha no mercado de capitais. Foi membro fundador em 2003 da Causa Liberal e é membro do Instituto Ludwig von Mises Portugal. Recentemente publicou o livro Manifesto Anti-Keynes – Uma Perspectiva da Escola Austríaca. O Carlos Novais pode ser seguido no twitter aqui.

Informação adicional sobre o Partido Libertário:

Passando à Iniciativa Liberal, tudo indica que o Carlos Guimarães Pinto seja o próximo presidente. O Carlos Guimarães Pinto também dispensa apresentações, é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, trabalhou durante uns anos no Dubai e é um dos liberais mais profícuos e mais influentes da blogosfera e do twitter. Em 2014 foi co-autor do livro O Economista Insurgente. Podem seguir o Carlos Guimarães Pinto no twitter aqui.

Informação adicional sobre a Iniciativa Liberal:

São pois duas excelentes notícias que prometem trazer uma grande lufada de ar fresco à política nacional, e que oferecerão com certeza uma excelente opção de voto para quem não se identificar com os partidos existentes.

A seguir com atenção!

Portas quer menos 2.000 funcionários públicos, Seguro quer menos 4.000

Carlos Guimarães Pinto, no seu blog pessoal Montanha de Sísifo:

portasseguroPaulo Portas irá negociar com a troika o aumento do défice de 2014 de 4,0% para 4,5%Seguro quer mais. Antes de congratular Paulo Portas pelos 0,5% adicionais de défice acordados com a Troika, ou de aplaudir Seguro quando ele vier pedir 1%, convém perceber quais os custos deste feito.

Cálculos por alto: os 0,5% de défice correspondem a 1.000 milhões de Euros. Ao custo de mercado da dívida pública portuguesa, isto serão cerca de 70 milhões em juros por ano. Isto corresponde ao salário de mais ou menos 2000 funcionários públicos.

É o número de funcionários públicos que terão que ser despedidos para nos próximos anos para pagar por este tremendo “feito” da ala esquerda do arco da governabilidade.